Palavras-chaves para entender o motivo de ser tão fácil identificar de onde vem cada uma das frases: mercado, para o Alcino; geral, para a Erika; e dresscode, para a Gloria. Por que?
Porque Alcino escreve para a Folha de São Paulo, um veículo que não fala só com leitores de moda e tem que aproximá-los do assunto. Falar de mercado vai além de tendencinhas e chama a atenção de mais gente. Erika tem um site que leva seu nome, onde é ela quem dita a linguagem a ser usada, e uma de suas marcas-registradas é justamente falar gírias, para um público que é de moda e entende do “babado”. Por último, a Gloria, especialista em moda/comportamento/etiqueta, que traduz para seus leitores (mais leigos, porém interessados em ter informação de moda) o que foi visto na passarela e o que dali de fato entra na vida real (e como usar, com o que, aonde).
Entenderam?
Autor: Maria Prata - Categoria(s):Sem categoriaTags:
Pronto, terminou. Deu supercerto o curso de crítica de moda na Escola São Paulo. Eu, como sempre, fiquei nervosíssima antes de começar (”será que vão gostar?”, “será que o que eu estou falando faz sentido para eles?” “será que eu vou esquecer tudo no meio do caminho?!”), mas depois que conheci meus (45!!) “alunos” (adoro!) fiquei bem mais à vontade. E acabei aprendendo horrores também – afinal, como já disse algumas vezes aqui, não sou crítica de moda. Exatamente por isso, corri atrás de muita coisa para passar para a frente e acabei crescendo junto com meus pupilos. E agora (HÁ!) já até me sinto preparada para começar a fazer minhas primeiras critiquinhas… hehe.
Preciso agradecer à Erika Palomino e à Vivian Whiteman, que foram lá contar experiências pessoais e agregaram MUITO ao curso.
Vou postando aos poucos o que falei por lá. Mas o foco principal foi a linguagem de cada crítico e de cada veículo (nacional e internacional). Afinal, um blog não fala a mesma língua de um site, que não fala a mesma língua de um jornal, que não fala a mesma língua de uma revista. Fora que dentro de cada tipo de publicação também existem mil possibilidades de linguagem. Uma brincadeira boa mostra bem a cara de três de nossos principais críticos e a língua de cada um, ó:
Quem disse o que?
“Tudo indica que a Osklen deu um grande e audacioso passo à frente. Como Herchcovitch, também, este passo da Osklen tem um alvo: o mercado mundial.”
“A marca de Marcelo Sommer levou geral à área externa do prédio da Bienal.”
“Cocktail parties, casamentos, jantares formais com dresscodes rigorosos, é assim que a Forum está vendo o próximo inverno.”
É bem fácil descobrir.
Palpites?
Autor: Maria Prata - Categoria(s):Sem categoriaTags:
Queridos, dias de curso sobre a crítica de moda na Escola São Paulo. Vou tentar atualizar se conseguir, mas a correria é grande… Olha eu de professorinha aí em cima… Rs. Eu volto!
Autor: Maria Prata - Categoria(s):Sem categoriaTags:
ELE já chegou? ELE está onde? ELE bebe o que? ELE falou com você? E o que ELE disse?…..
“ELE disse que meu vestido é bonito!!!!”, “Você viu que ELE até se levantou para me dar oi???”, “ELE passou pertinho de mim e deu uma olhada para os meus sapatos!!!”
Que loucura. Difícil descrever, com palavras, o que foi a passagem de Tom Ford por São Paulo. Não pude ir à inauguração da loja, na Daslu, mas estive no jantar que foi oferecido a ele no Fasano. Foi engraçado, para dizer o mínimo. O evento começou bem antes da hora marcada, aqui na redação (com todo mundo adivinhando como seria, dando palpite na roupa que deveríamos usar, o que deveríamos falar e fazer) e também em salões de cabelereiros, provadores de lojas e closets espalhados pela cidade – TODO mundo envolvido com a presença de sexy Tom por aqui, dava para ver, passou algum tempo se preparando para vê-lo.
E lá estava ele, de pé, logo na estrada do restaurante, enquanto os convidados entravam. Frisson total. Um clima estranho no ar. “Sorrisos nervosos e congelados”, como bem descreveu Jeff Ares, estampavam os rostos dos convidados, que não estavam, visivelmente, envolvidos nas conversas de suas mesas e rodas de amigos. Todos tentavam, a qualquer custo, ver, ouvir, sentir qualquer coisa que saísse de Tom – para depois contarem, orgulhosos, o quanto chegaram perto, o quanto são amigos, o quanto ficaram íntimos, tão íntimos do estilista naqueles 2 minutos em que estiveram ao seu lado. Nunca vi uma celebridade (mas ele não era estilista?) criar tamanho frisson aqui no Brasil. Mais que isso: naquele saguão estavam pesos-pesados (do mundo globe-trotter) do País. Gente amiga de Naomi Campbell, Mario Testino, Calvin Klein. Gente que gira o mundo e curcula entre os mais exclusivos eventos de moda. O vip do vip da nata paulistana. E todos ali, se debateando por um simples olhar 43 (ou 96?) de Tom Ford, o homem mais sexy do planeta.
Sim, ele é mesmo sexy. Tem os olhos semi-serrados, como se estivesse constantemente posando para uma foto de suas campanhas. Camisa aberta deixando parte do tórax (perfeito, moreno) à mostra, terno impecavelmente ajustado ao corpo. Limpiiiiiinho (dá para VER o perfume saindo do personagem). Sentou em uma mesa com os anfitriões da noite (Donata e Nizan) e mais meia dúzias de vips-vips, bebeu vodca pura, falou sobre amenidades. Foi simpático. Terminou o jantar, tirou fotos com a mulherada mais enlouquecida e subiu para sua suíte. Em menos de dois minutos, o Fasano estava vazio novamente.
Autor: Maria Prata - Categoria(s):Sem categoriaTags:
Legenda: Em fotos de José Sagala, em 1973; e Robert Mapplethorpe, em 1976 Como você já deve ter lido aqui, Carolina Herrera vai receber o prêmio Geoffrey Beene Lifetime Achievement, do Council of Fashion Designers of America (o Oscar da moda, para quem não conhece). Tive o prazer de entrevistar Carolina duas vezes. Uma em Miami, no ano passado, quando ela lançou o perfume CH; e outra aqui em São Paulo, há poucos meses, quando veio divulgá-lo por aqui. E, quem leu a matéria que fiz para a Vogue, sabe: fiquei encantada com ela. Carolina tem porte de rainha e está sempre impecável – camisa passada e engomada, make perfeito, cabelos sem um fio fora do lugar. Antes de conhecê-la, achei que ia encontrar uma criatura meio esnobe, do tipo entediada, blasé sei lá. Tudo o que não achava foi o que aconteceu: ela se mostrou interressante, interessada, conectada, engraçada. Mulher real. Que construiu, para dizer o mínimo, um império.
Legenda: a camisa branca é uniforme da vida toda. Em 1955, em Caracas; e em foto de Bruce Weber em Santo Domingo, em 2001
Nesse fim de semana, fazendo minha pesquisa para o curso de crítica de moda que darei na Escola São Paulo, lembrei de um episódio que ela me contou quando a entrevistei pela primeira vez. Carolina lançou sua primeira coleção aos 40 anos. Filha de uma família tradicionalíssima de Caracas (seu pai foi governador de lá), nunca tinha trabalhado e viajava o mundo ao lado do marido, Reinaldo Herrera, freqüentando as rodas mais tchap tchuras do planeta (era amiga de Andy Warhol, Jackie O. e Mick Jagger, para citar alguns).
Legenda: com Mick Jagger, em 1974; e na tela de Warhol, em 1979
Foi ninguém menos que Diana Vreeland (que a chamava de “La Bombe”) que convenceu Carolina a lançar uma coleção. Sabe o que aconteceu? A crítica caiu de pau quando ela fez seu primeiro desfile – “como assim, uma patricinha daquelas querer começar a fazer alguma coisa da vida nessa idade? E o que ela sabe de moda, afinal de contas ?” Na entrevista, perguntei se ela tinha ficado chateada com as críticas. “Eu?! Imagina! A coleção vendeu todinha!”, me contou, com a segurança de quem sabe (e já sabia na época) que tem um trabalho bom – e clientela fiel.
Legenda: na piscina, em Majorca
Na sexta-feira, lendo o blog da Simone Esmanhoto (que, aliás, é leitura obrigatória para quem sabe que moda é muito, mas muito mais que só a última bolsa Vuitton), me deparei com a foto de Carolina Herrera bem novinha, em 1976, tomando sol, clicada por Milton Gendel – a mesma imagem estampa um post da Cathy Horyn sobre a exposição de Gendel no Verdura Salon. A foto é linda e retrata uma jovem mais linda ainda, num momento de relax total. Fosse hoje em dia, estava estampando um posto no blog It Girls, da Alê Garatoni! Fiquei pensando em tudo o que ela trabalhou desde o tal desfile megacriticado, para chegar onde está, aos 69 anos. Taí uma mulher que eu não dava a menor bola e hoje admiro muito.
Autor: Maria Prata - Categoria(s):Sem categoriaTags:
Não sabia que ia ao ar hoje, então perdi. Mas no site do programa Mais Você ainda dá para ver euzinha falando sobre golas (assunto bem recorrente na minha vida ultimamante, aliás. Fiz post aqui e tem matéria na Vogue de junho). Na foto, a Gracie veste um casaco Forum Tufi Duek com gola rígida, tipo chaminé, lindo de morrer. Vai lá ver!
Ah, megathanks pras Oficinas, que me ajudaram em tudo!
Autor: Maria Prata - Categoria(s):Sem categoriaTags:
E já que o assunto do mês é mesmo as roupas para trabalhar, vale a pena ficar de olho na volta forte do tailleur, uniforme preferido das working girls mundo afora. O comeback é simples de ser entendido: depois da “era dos vestidos”, que começou há umas quatro ou cinco estações (e tá ainda longe de acabar), é hora das saias voltarem a dar as caras e, para a vida profissional, uma jaquetinha é sempre bem-vinda. A novidade? É que eles são menos caretas e bem mais divertidos. Vale usar despareado, valem as cores fortes e também acessórios divertidos para deixar tudo menos formal, com muito mais estilo – como no look YSL acima, que eu amo.
Autor: Maria Prata - Categoria(s):Sem categoriaTags:
Mais uma marquita pra ficar de olho: a Peppa é da minha amiga de colégio (Equipe) e faculdade (Sta. Marcelina), Carola Rosa, e da ilustradora Ana Bento. As duas têm um espaço lindinho na Rua Fradique Coutinho, na Vila Madalena, onde vendem suas coleções, que tem um ar de “roupa da gente”, sabe? Tipo roupa que a gente gosta de usar todos os dias – que tem estilo, mas são confortáveis e gostosinhas. Tem boas pantalonas (a xadrez é hit), tops de malha listradinhos e blusas com detalhes bem femininos (pregas, laços, obis) e delicados.
Vai lá: Peppa, Rua Fradique Coutinho, 1.004 (entre Aspicuelta e Inácio Pereira da Rocha). O espaço fica dentro da loja Para Dormir.
Autor: Maria Prata - Categoria(s):Sem categoriaTags:
Tempos de gala no Metropolitan. Tá, os tempos já até passaram de tão rápida que é a comunicação hoje em dia (e de tão lenta que é essa comunicadora que vos fala). Eu também não gosto muito de escrever sobre eventos-unanimidade, sabe? Se todo mundo fala, vou falar por que, não é mesmo? E aí, na hora que eu já tinha desistido do gala da exposição dos super-heróis, dou de cara com o post “Os Suvacos do Met”, no Vodca Barata, blog da Adelaide Ivanova, a Ivi, fotógrafa do Chic e cunhada de Vogue (sim, porque ela é irmãzinha da Victoria (elas eram dupla no site), então é nossa cunhada). O post é impagável. Ela aproveita que todo mundo já falou do assunto mesmo e fala dos looks de um jeito todo especial. Foco total nos suvacos das belas! Uma palhinha (porque o post é bem maior):
“O suvaco número um do mundo, de Raquel Zimmermann; e o suvaconoréxico, de Jessica Stam”
“O it-suvaco, de Gisele; e o suvaco de grávida, da Beyoncé”
“O suva oitentista, de Mugler, de Carol Trentini; e a suvacadetabaca (fala aí, num parece um pipiu? Esse é de uma tal de Eva Amurri, seja lá quem ela for)”
Parabéns, Ivi, muito bom humor. Gente, o blog dela é bem bom. Vai lá ver.
Autor: Maria Prata - Categoria(s):Sem categoriaTags:
Apaixonada por moda desde que era hippie no colégio, mas usava uma sapatilha chinesa roxa, em vez da pretinha básica. Formada em moda pela Santa Marcelina e pelo London College of Fashion. Trazida para o jornalismo de moda por Brenda Fucuta, da revista Capricho; Graça Cabral, do SPFW; e Patricia Carta, da Vogue. E mantida na moda pela moda em si, mesmo. Atualmente, editora-chefe do canal Fashion TV Brasil.