MUNDINHO? EU VIVO É NUM MUNDÃO!
“Abaixem os preços, democratizem a cultura de moda e parem, então, de reclamar que os brasileiros se vestem tão mal!”
A frase acima é o último parágrafo da carta do editor de moda da Folha de São Paulo e querido de plantão, Alcino Leite Neto, na última revista Moda, publicação feita pelo jornal e que todos devem conhecer. No restante do texto, Alcino faz uma comparação da moda apresentada nas passarelas brasileiras e o que se vê no desfiles internacionais com seus respectivos mercados (nacional e gringo). Explica que, claro, a moda internacional produz para o mercado de luxo do mundo todo e que os estilistas brasileiros têm que se contentar com o mercado interno (”minúsculo para a moda sofisticada, ainda que gigantesco para as roupas populares”). E que “enquanto criarem roupas apenas para o restrito mercado de luxo brasileiro, as grifes permanecerão simples ateliês de costura”. E propõe: “o maior potencial criativo e econômico da moda brasileira talvez não esteja na imitação do luxo, mas na produção de um design democrático, que combine criatividade com bons preços”.
Me deliciei lendo cada frase do editorial do Alcino. OK, a coisa também não é tão simples assim. Começar é difícil, produzir em pequena escala custa muito caro (daí os preços altos das roupas nas araras) e o Brasil não é, mesmo, o País mais prático quando o assunto é abrir um negócio. A questão é que eu realmente não acho que nossos estilistas estejam interessados em abrir o leque. Querem, com raras exceções, desenhar para o tão famoso… MUNDINHO. Qualquer pessoa mais familiarizada com o universo da moda conhece essa expressão. “Mundinho” é o jeito com o qual quem é de moda chama este míni-gigante universo em que vive. E não tem expressão melhor (e mais triste, na minha opinião) que essa para descrever esse… small world. Primeiro, porque ele é mesmo mínimo (cabe em uma sala de desfile. Melhor: na sala de desfiles do MAM, que é a menor de todas no SPFW). Depois, porque é, definitivamente, o universo da exclusão. Você é feio? Ou gordo? Não tem convite para o desfile? Nem nome na lista da festa? Não tá com pulseirinha? Ainda não decorou as gírias da vez? Desculpe, pode aguardar ali ao lado, por favor? Próximo!!
A frase final do texto do Alcino poderia não falar de dinheiro, que ainda faria sentido: “democratizem a cultura de moda e parem, então, de reclamar que os brasileiros se vestem tão mal” dá o recado que eu quero dar aqui. O Brasil é gigante. E recheado de gente querendo informação, sedentos por saber (e lançar) a próxima tendência. É, aliás, um dos países que mais lançam tendências locais. As moon boots, as calças bailarinas, o shortinho do Tchan, as calças Gang e mais centenas, milhares de manias criadas por novelas e seguidas por milhões (M-I-L-H-Õ-E-S) de pessoas. Acha tudo horroroso, cafona? Pode ser. Mas é reflexo da quantidade ínfima de informação de moda bacana que chega até o povo. Se a informação (e os produtos. E os preços) chegassem longe, talvez a cena fosse outra. A Inglaterra já entendeu que as classes mais baixas querem moda (o fenômeno do fast-fashion de gigantes como Top Shop e H&M é enorme por lá). Os EUA estão entrando na onda (a GAP deixou de ser básica e tem muito mais tendências em suas prateleiras e este ano o país recebe a primeira Top Shop) e o Japão, nem se fala (a Uniqlo, por exemplo, seu maior fenômeno de fast fashion, está dominando o mundo). Produto com design e qualidade, a preços mais baixos, para as classes que mais crescem no Brasil (hello
classe C com dinheiro no bolso, pronta para consumir!!), ninguém conseguiu fazer até agora. Nossas redes populares estão tentando (C&A lançou minicoleções de estilistas, Renner está cada vez mais tchap tchuras), mas, convenhamos, ainda estão longe de acertar.
Conclusão do meu desabafo: abram o leque. E não estou falando só para os estilistas, não. Estou falando para o “mundinho” todo. Imprensa inclusive (principalmente, talvez). Deixem de olhar para o mundINHO e comecem a perceber o mundÃO.
E parem, então, de reclamar que os brasileiros se vestem tão mal!

to amando este debate que o Alcino lançou. Os preços das roupas estão no sense total.
Adorei o texto! Escrevi um mais ou menos no mesmo sentido no fim da semana passada!
Também acho que falta abrir o leque, mas que isso é algo que nossos estilistas não estão muito dispostos a fazer…
Beijos!
Exatamente, Maria.
O problema é da Imprensa inteira. Em todos os assuntos. E as pessoas compram tudo da forma que é vendida, no caso, esta “forma de se pensar”.
Ah, deixei notinha pra você no Mona Lisa Station.
Beijo de 2a feira!
Concordo plenamente com você Maria, acho que a imprensa tem um poder tão grande nas mãos( hora bom, hora ruim) que poderia alavancar a moda literalmente e não ficarem tão limitados apenas ao mundinho . As pessoas curtem moda e tendencias todos querem estar por dentro, não vemos?? todas as revista hoje tem pelo menos uma pagina falando de moda de alguma maneira, as pessoas consomem moda só precisam de oportunidade de acesso.
Absss
Esse é um dos melhores textos sobre moda q eu ja li! A-M-E-I!!!
Maria,na sua opinião,qual das lojas populares do Brasil está mais perto de alcançar uma linha parecida com a da Gap ou da H&M? Marisa? Renner?
quase tive uma síncope quando li o texto do Alcino, escrevi pra ele imediatamente. é tão engenhoso e inteligente
e seu texto prossegue a discussão de maneira excelente
o lance do mundinho realmente é insuportável
vamos para o mundão
adoraria comprar coisa boa e barata na C&A
juuuura que se precisa ter dinheiro para se vestir bem, conheço muita gente que cara peças MARAVILHOSAS na cea e até na Marisa, tem que ter bom gosto, informação e paciencia pra achar algo bom. Agora que tem um problema TEM, TAMANHOS, sou magro e alto e não encontro nada do meu tamanho, e viver de dior homme não rola né HAHA
Nossa que post maravilhoso ! Concordo 100%. Ate coincidencia, pois tinha acabado de falar da Uniqlo e seus precos baixos, mas com produtos otimo ! Bacana Maria !
um beijo
Mariah! É isso aí. Por isso que eu gosto do Alcino. Inteligente e contudente. Concordo contigo, nunca prestei atenção no mundinho (e olha que neste quase meio século de vida já tentaram me enfiar em vários deles). Aliás, nunca usei esse termo. E lembrei que a gente já praticamente amanheceu dentro da Top Shop. Porque nóis é Tabajara. HAHAHAHAHAHAHA. Bjs
Maria Prata, seu texto está excelente, asssim como a sua fonte ( o jornalista do jornal Folha de SP). Mas tenho que acrescentar algo que me pertubou nestes últimos dias: vc cita a minha meio” H&M” tupiniquim C&A como representante da fast fahion mundial aqui no Brasil, mas acho que eles estão mudando o foco… pouco a pouco querem colocar as melhores peças (por enquanto estão fazendo isso com os acessórios) para uma classe mais favorecida. Acredita que encontrei várias bolsas liiiiiiiiiiiiiindas de r$ 295.90???? Quase trezentinhos!!! E na C&A!!! Prefiro mil vezes gastar esse valor em uma marca de porte , nem que ela custe um pouco a mais.
Hum! Adorei o texto do Alcino quando li, e adorei também essa sua mega-resposta.
É óbvio que as grifes têm de investir num nicho, que é vender o luxo, como a Osklen, por exemplo, faz bem. Mas não se pode esquecer que existe o resto do país querendo vestir.
Se houvesse mesmo um interesse global, não apenas de estilistas, mas também de outras setores (maiores) quem sabe a gente nunca mais ouviria alguém dizer que as roupas de desfile são “coisas ridículas, que ninguém teria coragem de usar”, e os envolvidos com a produção de moda deixariam de ser “viados e peruas fúteis que em nada contribuem para o mundo”.
Espero que o texto do Alcino gere resposta igualmente produtivas e quem sabe os temas dos próximos Pense Moda, e Fashion Marketing e das semanas de moda não seja algo ligado à isso, né?
Super parabéns, Maria!
AAAAAAAAADOREI!
queria poder ler a matéria do Alcino, porque como mera jornalista que gosta de moda e consumidora dura, acho que um dos principais motivos para a moda engatinha é a insistência em não democratizá-la.
A começar pela imprensa que, mesmo nos veículos voltados para o público leigo, colocar editoriais muito conceituais, com peças a preços exorbitantes e informação de moda muito profi para um público que não conhece nomeclatura e etc.
E o público está muuuito interessado! Trabalho numa empresa que faz os sites do grupo Brascan e nos sites dos shoppings, como o Rio Sul, depois que colocamos matérias de moda, a visitação aumentou muito! É uma das páginas mais acessadas do site, que antes era usado para conferirem a progra. dos cinemas e telefones de lojas.
Mudando de assunto, Maria, como você estudou na London College, vc sabe se a PG in Fashion e Lifestyle Journalism de lá é boa?
bjs e parabéns pelo blog
Tem toda razão. Os consumidores de novos estilistas são uns apostadores, para ter uma peça que acha legal tem que desembolsar uma %!@$&@#grana que poderia ser investida em uma marca já reconhecida ou estabilizada, com a qualidade garantida.
Também tem uma moda brasileira viajando com preços comparáveis a coleções de grifes de ALTO LUXO internacional. Infelizmente ou felizmente o brasileiro ainda não faz caridade e entre escolher um produto Dior ou Armani e uma marca brazuca wannabe , vai preferir a internacional.
Todos estavamos precisando desse desabafo.
a classe c foi definitivamente esquecida.
sair pra comprar roupa ultimamente é 8 ou 80.
ou algo barato que deixa muito a desejar, ou então bem caro e bem feito que vc deseja mas não pode ter.
Salve Salve!!!
acho que o mundinho tá se tornando cada vez menor… Tô certa??
amei o Post!!!
Concordo completamente, mas para isso, precisam haver investidores capazes de suprir essa demanda. Qualidade + preços bons + estilo sem verba inicial necessária não tem como existir, os estilistas nunca vão conseguir colaborar se não tiverem a ajuda dos ‘grandes nomes’ ( diga-se de passagem, sabemos quem são) ! Alô, investidores!!! Cadê vocês?? Olha a fatia no mercado querendo ser abocanhada, o primeiro leva o prêmio de ouro!!!!
Maria! Ai…que delícia de ler…é lendo e a cabeça fervilhando de indagações e comparações…enfim…
Acho que devemos abrir o leque também para a moda que surge em diversas regiões no nosso Brasil, pois quase sempre a mídia e os profissionais de moda em geral ficam no “mundinho” de alguns polos e não percebem e nem procuram conhecer os talentos e movimentos de moda que surgem dentro do próprio Brasil…vamos abrir o leque para a nossa moda e parar de valorizar só o que é de fora, caro e “exclusivo”. Parar com esse mundinho egoísta e superficial, mundinho de exclusão “Moda é para todos”
eu voto no prataporter pra melhor blog brasileiro de moda. sen-sa-ci-o-nal.
Amei o texto!!
sensacional!concordo com td td td que vc escreveu!
e acrescento:acho ótimo que a c&a e a renner estejam tentando..mas como citaram num comentario aqui em cima,uma bolsa na c&a por quase 300 reias não tem quem compre!…as duas (renner e c&a) quando fazem coisas mais legais,vendem a preços mt mais altos!deviam se mirar no exemplo de h&m e etc..q vendem cavalli,lagerfeld,..por preços realmente acessiveis..
bjbj
Pois é, o Alcino, de fato é algo essencial na nossa vida
… acredito que isso que ele falou, é um pensamento que nos acompanha ak no Brasil, principalmente pq a internet proporcionou um volume considerável de informações rápidas e sabemos como é possível se vestir bem e barato na EU, US e JP… entretanto, para a moda brasileira se transformar em democrática e acessível, é mais complexo, pois seria uma mudança no pensamento da sociedade brasileira, excludente, elitista e colonizada… e isso, nós sabemos que não é fácil, pois somos um país antigo, com uma sociedade recente. Por isso, a Renner, a loja de departamento mais bacana no Brasil é de um grupo americano e, não, brasileiro… acho isso sintomático e triste… mas acredito que a função de vcs, através dos jornalistas é ver e questionar para que nós possamos deixar de sermos tão vítimas de nossa história e começarmos a ser transformadores dela. Pois umas das coisas graves da nossa sociedade e, vamos parar de dizer, que a elite é diferente, pois cada vez menos é (se alguma vez já foi diferente) não ter auto-crítica e viver de eufemismos para amenizar a realidade… temos de alterar isso, absorvermos um pouco da cultura anglo-saxã e sermos mais crus, mais diretos, para podermos superar tanto estigmas e a moda faz parte disso, pode ser vítima ou precursora… acho que é um pouco disso.. perdoem-me pela prolixidade… mas acho que esse é caminho, provocar inquietação para mudar meishmo!! =))
Ah, pelos textos eu imaginei que gostasse muito da London College mesmo e acho que deve ser sério o curso, mas a gente fica insegura né? eheheheh
Obrigada!
bjs
Concordo muito com esse post.
Ainda tem a Zara, do tipo fast-fashion no Brasil, que na minha opinião é a melhor em custo benefício.
Dá sim pra se vestir bem sim sem gastar horrores, ter informação de moda sem que seja somente coisa de novela, ainda mais hoje que a internet dispõe de tanta coisa de graça (revistas, fotologs e blogs como o seu).
Eu que moro em João Pessoa – PB (que nem uma Zara tem) tenho que me contentar em mandar fazer grande parte das minhas roupas pela falta de opção. Abri no ano passado uma marca pequena de vestidos baseados em tendências justamente pra suprir esse buraco enorme na moda local. Vendemos pelo orkut e enviamos pra todos os Estados e tá dando certo, ou seja, as pessoas querendo comprar só falta alguém que queira vender essa idéia.
Falou muito bem, Maria. E não só por você.
Maria, simplesmente fiquei besta com o texto do Alcino e adorei saber que você aderiu à causa. Esse fim de semana ainda pedi para o Vitor Angelo escrever o por que do mainstream ser tão fechado e esnobe… e sua posição, junto com a do alcino, é das mais corretas.
Vou ser bem franco:
_Achava você muito blasè, mas depois de hoje ganhei a semana e aplaudo você com muita satisfação!
nos EUA demorou mas os estilistas finalmente acordaram para o fato de que a visibilidade que eles ganham desenhando uma coleção popular mais nem por isso com menos charme ou qualidade inferior, para a Target, por exemplo, acaba ajudando a vender as coleções mais exclusivas. não entendo porque as roupas são tao caras no Brasil onde a mão de obra – e o algodão – são notoriamente baratos. é o mesmo problema com roupas para pessoas acima do peso – dai a importancia de veiculos como a Vogue americana com o Shape Issue – ou moda jovem demais quando quem tem poder aquisitivo não são os adolescente.
huhuhu apoiadissímo ambos.. É uma pena que todas (ou quase todas) inovações, como o fast fashion, demoram pra chegar no brasil.
Adoro a discussão! Vamos parar de nos conformarmos e colocar a moda brasileira para girar! Levar informação para classes que estão permeáveis e super afim de conhecer e consumir uma moda bacana.
Maria, achei muito bacana e consciente o seu post. Não lembro de ter lido nada de um jornalista de moda brasileiro que fosse tão inteligente, sensato, humilde e bem escrito. Parabéns.
Na minha opinião, a questão não é negar a existência do luxo ou tentar estendê-lo às classes C e D. Qualquer um consegue perceber que o luxo não foi feito para ser acessível e que é um setor que movimenta a economia, gera empregos e tal…
O problema é quando um estilista brasileiro qualquer começa a vender um vestido de viscolycra a R$500,00. O pior: muito pouco se cria na moda brasileira para justificar o critério subjetivo dos preços que são vistos por aí. Para confirmar isso, basta ver as vitrines de shoppings bem bacanas do Brasil: todos seguem as mesmas tendências… de Paris e Milão!
Depois, ainda se acham no direito de reclamar de tempos difíceis para a indústria da moda no Brasil. Só rindo mesmo.
Só acho uma pena que não role um boicote às marcas brasileiras do tipo copy/paste que jogam nas alturas os preços de coisas como sandálias gladiadoras que copiaram da Balenciaga. Cópia por cópia, melhor ficar com uma da Renner, que é muito mais em conta e que é assumidamente “modinha”. Ou, então para quem pode, fica a dica de comprar o original.
A Renner, aliás, tem melhorado bastante. Ainda tem muita coisa horrorosa, mas já existe uma vontade visível de ser antenada e com o que chamam por de “informação de moda”. Pena que o brasileiro acabe sempre optando pelo que é justo e sexy (aka “vulgar”), mas acho isso pode ir mudando com uma maior democratização da moda.
Bjs!
Maria,eu concordo totalmente com o que você escreveu.
Eu tenho 14 (pra 15) anos,e quando meus pais não me compram roupas,eu não tenho dinheiro para ficar comprando nas lojas em que gosto e tudo o mais,e eu estou constantemente atras das promoções,garimpando peças na Zara,Renner,na C&A,e até na sul center (uma loja gigante de Curitiba que vende blusas a 5 reais).É claro que eu não tenho roupas só dessas lojas,mas elas quebram o maior galho,e ficam muito boas se você sabe como usá-las.
Mas se uma pessoa sem informação, vai em qualquer uma dessas lojas,ou até em uma loja muito boa ,tipo a Mob,acaba comprando coisas muito feias.
Enfim, além de as lojas boas cobrarem preços caros, outro fator é a falta ENORME de informação .
concordo em genero, numero e grau. felizmente algumas empresas jah comecam a perceber que moda barata e de qualidade vende. veja o caso da hering: depois de reposicionarem a marca, reduzirem os precos medio em 30% e investirem em produtos com mais informacao de moda, tiveram 46% de crescimento nas vendas.
Maria, ameeei o texto! E concordo total com vc, a moda deveria ser mais democratica SIM e qm escreve sobre ela tb!
Bjoos!
Hi!!!
Maria nunca havia lido e escutado nada de vc, até o dia em que te vi no Scrap MTV, anotei o endereço do blog e corri entrar, confesso que me apaixonei, gosto de moda (apesar de ser leigo na área ainda =/), tenho visitado seu blog diariamente e tem me ajudado muitooo…e até agora esse na minha opinião foi um dos melhores post que li aqui, perfect!!!
Obrigado
bjs
sensacional..
pena que perdi a revista moda e a matéria completa..
E, sinceramente, eu nem acho que os brasileiros se vistam tão mal assim. Fato que tem muita aberração passeando na rua, mas também têm muita coisa bonita e criativa. É só ter um pouco de sensibilidade.
Genial o Alcino.
Palmas pros dois (vc e o alcino) por aderir. O passo pode ser pequeno mas tem que ser pra frente!
Em uma palavra: irretocável.
OTEMO.
Arrasou!
Levanto a bandeira com Alcino e vc…
Concordo com tudo que foi dito.
É fato, o brasileiro se veste muito mal, mesmo.
Mas vejo tudo isso como falta de opções para a “massa”. Um exemplo que percebo é a cidade onde meus pais moram, Rio Claro/SP, é ridícula a *inexistência* de coisa bacana para vestir.
Todo mundo se veste muito mal, mas se tivesse alcance a coisa bacana talvez uma porcentagem maior acertaria nas escolhas.
E assim vai, por todo Brasil.
Tudo o que é popular é muito fraco.
É isso.
Parabens, seu blog é ótimo e sempre passo por aqui.
Abs
Achei a materia sensacional! Percebo que no Brasil as pessoas estudam moda e nao sabem nem pra quem vao vender o que futuramente criarao. Comecam fazendo um curso de moda porque esta na moda e ai abrem um atelie pra vender coisas pras amigas. Eu fiz administracao primeiro porque todo mundo do mundinho acredita que administracao seja o caminho da felicidade, mesmo que vc deteste financas e seja a unica da sua classe a estudar fotografia nos intervalos, sem contar com o traje, saia longa e rasteiras, como eu. Tentei fugir desse mercado de qualquer maneira pra exatamente nao ter esse trabalhao de pensar em todas esses detalhes em que a moda se encaixa. Digo que nao escolhi trabalhar com moda, mas como um “carma” fui fisgada desde a infancia por ela. Hj penso dia sim, dia nao, no que de fato funciona no Brasil. Um dia desses fui ao meu Banco e vi uma mulher bem humilde com uma sacola de tecido, no ombro, da Cris Barros. Fiquei pensando naquilo em como nao se encaixava naquela mulher. Nao porque ela nao pudesse ter um sacola da Cris Barros no ombro,mas porque de fato aquilo nao fazia parte do mundo dela. Nao que ela nao pudesse usar aquela sacola com o nome de uma estilista “conceituada”, mas porque ela provavelmente ganhou de alguem que por algum motivo nao quis mais (provavelmente deve ter umas mil daquelas) e a coitada sem saber nem quem e a estilista sai por ai com uma sacola no ombro, com uma sandalinha horrorosa no pe, o cabelo meio baguncado e um vestidinho largo, velho (ja que a pessoa que fez pensou que esse “tipo de gente” nao precisa de coisas bonitas). Em suma, no Brasil, principalmente no mercado que trabalho que e de calcados e que 90% sao homens, as pessoas nao se preocupam com esse mundao ai fora que e tao grande e tao necessitado de coisas bonitas. Parece que a informacao antes de tudo nao chega ate eles, nao existem cursos bacanas e baratos, nao existem revistas bacanas acessiveis a eles, nao existe incentivo e acesso a blogs como esse, porque raros tem computador. O mundao esta desesperado por informacao antes de tudo… O segundo passo cabe aos estilistas como eu abrirem os olhos para o tamanho do mundo que existe ai fora.
Maria,
Simplesmente adorei, acompanho seu blog há algum tempo e é tudo de bom…
Tenho uma grife de moda praia, moro em Tokyo e venho para o Brasil em média 3 x ao ano, pesquisamos muito, mas depois desta matéria eu quero fazer parte do Mundão, no verão 2009 quero ver o Mundão bem vestido, mudei a estratégia completamente, agora meus esforços serão para conquistar o Mundão com a mesma qualidade (aprimorando sempre, é claro) e esforço que estava interessada no mundinho…
Muito obrigada!!!
Nova Missão: Democratização da moda.
Bjs
no0ssa!
eu estou entrando agora nesse meio de moda!
tenho 19 anos.
e tó meio perdido,mais nossa!
esse texto me tocou,estou vendo como é serio essa coisa,tipo
concerteza ,a midia pode influencia pra coisa bom.
=/
O texto é ótimo e nem precisa comentar, então vou contar a minha experiência e ver se ajudo alguém. Moro em Curitiba e tenho 29 anos. Adoro moda, consumo moda e já trabalhei com moda. Mas não tenho dinheiro suficiente (só ás vezes) p/ comprar o que existe de mais descolado. Por isso, garimpo peças legais em lojas que tenham qualidade, preço justo e roupas bacanas. Vamos lá:
Renner: tem boas peças sim, principalmente na linha de roupas p/ mulheres mais maduras, a qualidade é bem melhor do que as roupas mais joviais. O jeans é meia boca, ainda não vale a pena.
C&A: deixei de comprar. Muita modinha, preços caros e péssima qualidade. Mas tem sutiens iguais os da Sloggi e de marcas que trabalham com microfibra (q custam em média 70 reais) por 35 e são tão bons quanto!
Hering: cada vez melhor, cada vez com peças mais descoladas e com o básico sempre lá. Mas ultimamente o preço andou subindo e como alguém comentou, é caro pagar 100 reais em um moleton da Hering, qndo pago 35 em um da Billie Brothers que tem a maior cara de Collci e a qualidade é ótima. Mas tenho blusas básicas da Hering há mais de 10 anos e estão perfeitas!! Então, ainda existe qualidade.
Billie Brothers: não sei se existe em outras cidades, o atendimento é péssimo, a loja só aceita dinheiro e cheque, mas dá pra comprar moletons e outras peças bacanas por preços suuuper baratinhos. Calçados também. Precisa ter informação pra saber escolher.
Zara: tudaaaa! Adoro, tudo de bom, ótima qualidade, roupas lindas e preço que vale a pena.
Wall-Mart: siiiimmmm, eu compro muita coisa no Wall-Mart. Tênis de cetim tipo o converse, moletons de plush que nunca encolhem, blusas básicas e boas, lindas bolsinhas suuuper tendência, e até calças jeans que parecem Levis e com ótima qualidade. As marcas vendindas no Wall Mart que valem a pena são 725, Basic e Sasson. Pode se jogar pq são baratas e boas.
Marisa: lingerie e pijamas fofos e bons. Tem roupa boa e bacana, tem que garimpar.
Pernabucanas: garimpado acha-se coisas bacanas, principalmente p/ o inverno. Comprei um casaco lindo de lã, 7/8 por 149. Um idêntico na Zara estava 359. Cama, mesa e banho são ótimos e também tem umas cortinas bonitas.
Sapatos e tênis: sou louca e compro qualquer um que eu gostar. Então, pula essa parte.
Olympicus: é assim que escreve? Linha popular de tênis com amortecedores? Ótimos tênis com amortecedores, com preço justo, na faixa de 200 reais. Mais discretos que Nike xókiiii! Comprei, adorei. Adeus Nike Xóki.
Havan: loja esquisita de departamentos do PR e SC. Tem de tudo. Achei botas de pelica (falsa, claro) lindas, super 80, verde, roxa, por 94 cada. Arrebatei ambas.
Enfim… tem muito mais… mas para saber comprar bem, precisa de informação para saber comprar o melhor. Mas não é impossível.
O coletivo de arte que eu participava é esse: http://www.ponnei.com
Pessoas muito telentosas, veja os editoriais de moda… tem muita coisa do acervo comprada nesses lugares citados acima.
[...] A história é a seguinte: a Fashion TV é uma canal americano presente em vários países (Canadá, França, Japão e Índia são alguns deles). Eu conhecia a canadense (a primeira vez que ouvi falar em Tim Blanks, hoje top colaborador do Style.com, foi em um programa dela) e a francesa (que não é, definitivamente, o melhor exemplo de um bom canal de moda. Quem já viu sabe do que estou falando). Aqui no Brasil, ela está sendo implantada por Daniel Conti, ex-GNT. É ele (ao lado do Horácio Martin, produtor executivo e querido de plantão) quem tem cuidado para que o canal tenha uma forte identidade brasileira de moda (a moda feita no Brasil, lembra?), e que consiga falar com muita gente além do “mundinho” – exatamente por isso, Daniel tem usado a expressão lifestyle (muito além da moda) quando se refere ao canal. A saber: a FTVB já tem mais de 1 milhão de assinantes, ou seja, já fala (que bom!) com o “mundão”. [...]