A primeira semana de moda que fui na vida foi a de Nova York, verão 2006. Já estava aqui na Vogue e fui a convite da Miss Sixty, que ia estreiar na fashion week da cidade. Como foi tudo muito rápido, não deu tempo de pedir convites para as marcas e decidi que ficaria por lá assim mesmo, tentando ver o que desse – e deu bastante coisa, graças! Minha sorte grande foi encontrar, logo no primeiro dia, com o queridíssimo Lee Carter, editor do site Hintmag.com, que conheci quando trabalhava no SPFW. Ele me deu um abraço apertado e disse: “estou fazendo um tour pelos desfiles off-fashion week, só de novos criadores. Interessa?”. Claro que sim! Colei nele e acabei conhecendo muitas marcas legais – algumas delas cresceram bastante de lá para cá.
A mais bacana de todas as que eu vi foi a Vena Cava – acabei fazendo uma notinha sobre a grife na Vogue. Hoje chegou aqui a Vogue inglesa e fiquei bem feliz de ver que minha “jovem marca predileta do verão 2006″ ganhou destaque na matéria Pretty Woman, sobre grifes que apostam em um visual feminino, mas real. O olho é assim: “É leve, é fácil de usar e, acima de tudo, ultrafeminino. Um clima fresco invade as passarelas de verão: um clima de romance moderno, feito para, e liderado por, mulheres reais”. Ou seja: roupas lindas, que fazem a gente ficar linda no dia-a-dia. Tem coisa melhor?
A Vena Cava é das americanas Lisa Mayock e Sophie Buhai, ambas formadas pela Parsons – e com 26 anos. Babies. A dupla faz roupas exatamente com esse clima: reinam os vestidos, a seda, o cetim, o chiffon. Mas tudo com cara de roupa da vida real. É para ir trabalhar, encontrar amigas, ir na festinha cool. Maggie Gyllenhaal, que era vizinha de Sophie na infância, é fã. E eu, que vi o primeiro desfile da grife, também!
Autor: Maria Prata - Categoria(s):Sem categoriaTags:
Tatiana Haumholter! A dona do blog O Avesso do Espelho escreveu o texto abaixo:
“Entre tramas e babados, assim vai se costurando a moda. Após Alcino Leite Neto estampar seu descontentamento quanto ao caminhar da moda brasileira, miss Prataporter emendou seus pedaços e o leitor e a moda tupiniquim saem como os grandes beneficiados dessa tessitura.
Muito bom ler a própria imprensa se percebendo e questionando o mundo sob o qual se constrói. Porque, sim, o “mundinho” da moda existe, mas só subsiste e ganha força porque a mídia especializada lhe dá alimento. Para que o “mundão” e a “democratização” da moda aconteçam é preciso que os veículos de comunicação os impulsionem e os tragam à tona, ao acesso dos leitores, os quais, curiosamente, também respondem como consumidores.”
Tati, adorei. Fácil e direto, como deve ser. Vou te mandar, por email, as coordenadas para você ter os 50% na Escola São Paulo.
E superobrigada a todos que mandaram emails! Vou ver se faço mais promos desse tipo, adorei. Li, um por um, as 5h da manhã de hoje, que tal? Fui tirar visto para o México e cheguei na fila as 4h45 (tá uma dificuldade absurda tirar esse visto. Saiu uma matéria na Folha e tudo), com os textinhos na mão, e lá fiquei até as 10h30, quando fui atendida (deu pra ler os textos, começar – e quase terminar – um livro e pensar muito na vida). Uma loucura.
Mas, ó: quem não ganhou tem que ir no curso mesmo assim, heim?!
Autor: Maria Prata - Categoria(s):Sem categoriaTags:
Meninos e meninas, desculpem, estou, sim, numa correria sem fim, como alguns de vocês comentaram. Mas venho com boas novas, dizer que amanhã eu divulgo o vencedor da promoção “Ganhe 50% de desconto no meu curso da Escola São Paulo“! A seguir cenas dos próximos capítulos…
Autor: Maria Prata - Categoria(s):Sem categoriaTags:
Umamatéria bem boa no International Herald Tribune mostra a recente mudança de atitude de celebridades em relação à gravidez. Papo chato? Nada. Na seção Style (e não Saúde ou Comportamento) do jornal inglês a jornalista Jessica Michault faz um paralelo entre a obsessão das celebs em mostrar o barrigão nos últimos quinze anos e o momento atual, com as famosas TODAS escondendo a barriga no começo da gestação e não contando pra ninguém da novidade – as revistas de fofoca têm que correr atrás de amigos e parentes em busca de confirmações. Foi assim com Angelina Jolie, Christina Aguilera, J.Lo lembra? E como é que o povo consegue esconder a novidade? Com roupas largas, sem cintura – é aí que entra nossa querida moda!
As grávidas…
“Hoje as meninas mais importantes de Hollywod, usando vestidos longos e tops soltinhos, sorriem para as câmeras mas se recusam a responder perguntas sobre uma possível gravidez por baixo das criações de estilistas”, diz Jessica na matéria. A obsessão com as grávidas famosas começou com uma capa de Vanity Fair assinada por Annie Leibovitz em 1991, com Demi Moore, diva da época, nua e com a segunda filha na barriga de sete meses (foto esta, aliás, que virou clássica e foi copiada exaustivamente mundo afora. Já viram a capa da última Rolling Stones com Fernanda Lima?).
Ao que parece, a moda tem ajudado em muito nessa nova atitude estelar. E aí vêm as aspas de Cavalli sobre o assunto: “Estamos nos afastando dos looks colados ao corpo ou muito reveladores e caminhando para uma nova era de peças fluidas e largas”, diz o estilista italiano, que assina o figurino de J.Lo (acima). A não grávida!
A melhor (ou pior!) parte: já que ninguém mais conta se está ou não, o povo fica buscando qualquer sinal estranho para “decidir” que uma pessoa está grávida. E, nessa hora, a escolha do look é fundamental – para esconder ou revelar. A coitada da Jennifer Love Hewitt, por exemplo, usou um top soltinho em um evento, um vestido império em outro (foto acima) e virou grávida para a imprensa! Tadinha Tava nada. Precisava era de uma consultoria de estilo ( Oficinas, vocês bem que poderiam se candidatar!!).
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E quando a gente achava que a Crocs já tinha entendido que seus modelos de sapatos-tamancos-levinhos-e-delícia eram mesmo (SÓ) para crianças Eis que surge o modelo Cyprus! Crocs, versão salto alto! Eles estão até anunciando na Vogue América (quem viu?), com um textinho do tipo “Nem dá para acreditar que isso é um Crocs” ou alguma coisa do gênero. Vai encarar?
Ainda nas sandálias de plástico, a última grife a apostar com tudo é a Givenchy. A maison francesa fez versão rosa e preta da rasteira tipo gladiador, hit do verão internacional há duas temporadas. O mimo tem preço bom: US$ 165. Será que o loguinho no peito do pé vai mudar a opinião de quem sempre rejeitou os sapatos de plástico?
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O post é muito atrasado, eu sei. Mas vale exatamente por isso. Todo mundo deve estar acompanhando o boom das galochas aqui no Brasil. Modelos coloridos, estampados e divertidos estão por toda a parte. O que eu fico pensando é: mas por que diabos elas demoraram TANTO tempo para chegar aqui, uma vez que são sucesso lá fora há tantas estações?
Enfim, lembrei delas porque recebi o link do clipe da Mallu Magalhães (aquela fofa de 15 anos que canta muito), feito pelo Macau Amaral, amigo querido meu e não é que lá estão elas, as galochas, contracenando com Mallu? Achei uma graça.
Na última temporada de desfiles, as galochas apareceram com força, nos corredores da Bienal (e à beira do Rio Tietê ) e nas passarelas. Os modelos acima são da Carlota Joakina (um Sete Léguas, bem tradicional) e da marca-mãe, Gloria Coelho (bem mais bonitinha, seca e com apliques de pêlos. Mas em preto). E você pode comprar também na Farm, na Doc Dog, no atelier da Helena Lunardelli, na Burberry (essa eu tenho!) Uma verdadeira inundação de galochas!
Autor: Maria Prata - Categoria(s):Sem categoriaTags:
Não esqueça de mandar seu texto para ganhar 50% de desconto no meu curso de crítica de moda na Escola São Paulo!
50% de desconto para quem me mandar o melhor comentário sobre o post “Mundinho? Eu vivo é num mundão!”, publicado aqui. Atenção: não valem os já publicados no post mesmo. Os interessados devem mandar o texto (com no máximo 1.000 toques – o word conta os toques!) para o email maricotaprata@ig.com.br. Tem que ter boas ideias, escrever direitinho e mandar à tempo: até sexta-feira da semana que vem, dia 25 de abril. Corre!
Autor: Maria Prata - Categoria(s):Sem categoriaTags:
Corre para ver o post sobre post sobre editoras brasileiras de moda escrito pelas meninas da Oficina de Estilo. Elas já tinham feito um sobre as editoras internacionais (tem aspas minhas lá) e agora me surpreenderam com um sobre as diabas tupiniquins. E eu estou entre elas! Fiquei emocionada de aparecer ali, ao lado de grandes nomes como Costanza, Lilian, Regina Guerreiro. E também com o comentário lindo demais do Sylvain, que é tão importante para mim. Brigada, meninas! Brigada, Sylvain. Muito mesmo.
Autor: Maria Prata - Categoria(s):Sem categoriaTags:
Comojá falei aqui, vou dar um curso sobre crítica de moda na Escola São Paulo, nos dias 26, 27 e 28 de maio. A idéia é discutir a função da crítica, analisar os diferentes estilos das editoras e de seus veículos e propor uma boa discussão sobre tudo isso.
Ficou interessado e adoraria não ter que pagar preço cheio? Vou dar 50% de desconto para quem me mandar o melhor comentário sobre o post “Mundinho? Eu vivo é num mundão!”, publicado aqui. Atenção: não valem os já publicados no post mesmo. Os interessados devem mandar o texto (com no máximo 1.000 toques – o word conta os toques!) para o email maricotaprata@ig.com.br. Tem que ter boas ideias, escrever direitinho e mandar à tempo: até sexta-feira da semana que vem, dia 25 de abril. Corre!
Autor: Maria Prata - Categoria(s):Sem categoriaTags:
Apaixonada por moda desde que era hippie no colégio, mas usava uma sapatilha chinesa roxa, em vez da pretinha básica. Formada em moda pela Santa Marcelina e pelo London College of Fashion. Trazida para o jornalismo de moda por Brenda Fucuta, da revista Capricho; Graça Cabral, do SPFW; e Patricia Carta, da Vogue. E mantida na moda pela moda em si, mesmo. Atualmente, editora-chefe do canal Fashion TV Brasil.