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Arquivo de fevereiro, 2008

28/02/2008 - 18:14

BALENCIAIA


Alguém aí notou a semelhança entre o top Balenciaga e a maxigola da coleção da Raia? Lindos, os dois.

Autor: Maria Prata - Categoria(s): Sem categoria Tags:
28/02/2008 - 15:14

E A GUESS ENTROU NA MODA


Pausa na cobertura internacional para um comentário que me veio à cabeça recentemente. E não é que, de repente, não mais que de repente, as já clássicas campanhas da Guess, com suas meninas cinquentinha e olhos de gato, voltaram à moda? Ó!

Autor: Maria Prata - Categoria(s): Sem categoria Tags:
27/02/2008 - 11:28

BALENCIAGA EMBORRACHADA


É muito, muito impressionante a capacidade que Nicolas Ghesquière tem de criar roupas ultramodernas, sem se distanciar do estilo com o qual fez fama Cristobal Balenciaga, criador da maison. Em tempos de grandes marcas reaparecendo no mercado (vide clássicos como Halston e Hervé Leger, que reestrearam na semana de moda de Nova York sob nova direção) e outras tendo que passar o bastão (Alessandra Facchinetti, por exemplo, que já passou pela Gucci – assim que Tom Ford saiu – e pela Moncler, vai substituir Valentino na direção de criação da grife do estilista, que se aposentou este ano), não tem qualidade mais importante (e procurada no mercado, acredito eu) que esta. Entender de onde vem, porque deu certo, quais as características, o perfume, o ponto certo de uma grife e saber partir disso para andar para a frente não é tarefa fácil. E Ghesquière faz isso a cada seis meses.


Para o inverno 2008-2009 europeu, o estilista brinca com a elegância típica da Balenciaga, levando para a passarela cocktail dresses capazes de enlouquecer qualquer mulher. Minto. Capazes de enlouquecer qualquer mulher que consiga entender que não basta usar um little black dress. É preciso usar “O” LBD. E o modelo da vez é, sem dúvida, algum dos desfilados na manhã de ontem na Balenciaga.
E como não é só de LBDs que se faz um closet, Ghesquière traz toneladas de modernidade (e sexualidade) à coleção. Brinca com o verniz em casacos-vestidos fetiche e com látex nos paletós estampados e nas ótimas botas enrugadas (prepare-se para vê-las em muitos, muitos editoriais de moda).

Os ombros ainda são o foco de Ghesquière – sejam aumentados, em paletós estruturados, sejam nus, nos LBDs. Alexandre Herchcovitch é especialista em látex. Queria muito saber a opinião dele sobre a coleção. Vou perguntar e conto depois.

(as botas… muito boas)

Autor: Maria Prata - Categoria(s): Sem categoria Tags:
26/02/2008 - 20:57

NUMDISSE, NUMDISSE, NUMDISSE?


Postei AQUI, lá de Nova York, que a brasileira Aline Weber estava bombando na temporada. Bom, não deu outra: hoje a loira abriu o desfile da… Balenciaga! Olho nela. (E o desfile eu comento amanhã, pra poder roubar fotinhas do style. Hehe.)

Autor: Maria Prata - Categoria(s): Sem categoria Tags:
26/02/2008 - 20:39

PARRÍ!

Paris bombando e eu aqui, atrasadíssima nos posts. Estou completamente mergulhada nos desfiles brasileiros para o inverno 2008, fechando a Vogue Passarelas e e tentando arrumar um tempinho para fuçar nos dsesfiles da semana de moda mais importante do mundo.


Fiquei encantada com a coleção de Rick Owens. O estilista californiano apostou numa imagem pesada, decorada com muito couro, zíperes (as botas são muito boas) e muitas sobreposições, tudo em preto. O resultado é agressivo e cheio de estilo.


Nesse mesmo mood total-black, Yohji Yamamoto faz uma deliciosa brincadeira com o já tão explorado visual masculino/feminino (que eu, aliás, adoro, mas… quando é que isso vai parar, meu deus?). Gosto muito quando as meninas ficam com cara de bruxinhas – aliás, já tinha falado nisso nos desfiles londrinos e parace que em Paris a bruxaria também está solta.


Quando fui (pela primeira e única vez – pelo menos por enquanto!) para a semana de moda de Paris, um dos desfile que mais gostei de ver foi o de Martin Margiela. Isso porque o belga é superconceitual, adora brincar de desconstruir tudo – inclusive o corpo humano. Suas maxiombreiras, por exemplo, têm dado o que falar e influenciado um monte a moda. Nesta estação Margiela brinca de desconstruir outras coisas: peças-chaves da estação, como a bicker jacket e o paletó de smoking, por exemplo aparecem com maxigolas (maxi mesmo). Mas não é só isso.


Margiela desconstrói nosso olhar ao levar para a passarela looks de elgância duvidosa. Ou você acha que se encontrasse uma amiga numa festa vestida com um dos looks acima você ia achar chique no último, logo de cara? Uhm… Eu não.

Autor: Maria Prata - Categoria(s): Sem categoria Tags:
24/02/2008 - 21:28

PRADA PARA O YGOR

O Ygor, querido leitor, comentarista de primeira e colega blogger perguntou o que eu tinha achado do desfile da Prada, que eu não comentei até agora. Vamos lá. Ygor, os desfiles da Prada são sempre os mais esperados da temporada de Milão. Isso porque Miuccia sabe, em meio a tantas coleções ultracomerciais e focadas no mercado de luxo (Versace, Gucci, Dolce…), criar seus produtos despertando desejo na consumidora final, mas sem precisar colocar na passarela roupas lindas, mas óbvias e totalmente focadas na vida real, como acontece com seus colegas de fashion week italiana. Mais recentemente, ela ganhou um companheiro de peso, Raf Simons, que assina as coleções da Jil Sander, levando mais conceito e sonho e menos peças-chaves às passarelas de Milão (Cathy Horyn escreveu um texto legal sobre isso). Gosto de ver a Prada exatamente por essa razão. A gente sempre fica pensando: “o que será que ela vai fazer agora?”. E ela sempre vem com uma coisa nova e, depois, o mundo inteiro corre atrás.

Acho brilhante ela brincar com a sensualidade com uma estética que faz alusão às roupas das freiras – tanto na cartela de pretos e beges, quanto nas formas (os primeiros looks são exatamente isso) e também nos acessórios (os sapatos, ultramodernos, parecem releituras dos modelos que minha avó usava para ir à igreja, com ponta quadrada, micromeia-pata e bem fechadinho no colo dos pés). Mais que isso: ela usa a renda, um tecido sempre ligado ao romantismo e à delicadeza, para propor imagens que nada têm disso. É uma imagem forte. Cathy Horyn (ela de novo) disse que, no backstage do desfile, Miuccia contou que não usou apenas detalhes de renda porque, se fizesse isso, ia ficar “pretty”. Ou seja, “bonitinho” não era, nem de longe, o conceito que ela queria criar. Mas o mais legal das apresentações da Prada é que elas põem o povo para pensar. Olha a gente aqui, fazendo exatamente isso… E você, achou o que?

P.S: Fiquem de olho na imagem do salto do sapato da direita. Guardem este detalhe na cabeça. Lá na frente eu explico o porquê. E o da esquerda é o que citei acima, que me lembra minha vó Didia.

Autor: Maria Prata - Categoria(s): Sem categoria Tags:
24/02/2008 - 20:37

VERSACE SEM VERGONHA


Sabe quando a gente vê fotos nossas antigas, tipo anos 80, 90, e dá uma vergoinha das roupas, do cabelo, da pose? Eu sempre acho que todo mundo melhora ao longo da vida (pelo menos quando olho fotos de um grupão, acho que todos ali andaram pra frente esteticamente).


Tenho a impressão que Donatella Versace sente a mesma coisa quando olha pra trás. Tanto é que, ao longo desses anos à frente da Versace, ela só fez limpar e lapidar o estilo maximalista/megabrilhante da grife nos 80 e 90, assim como fez com sua figura (ok, as plásticas são over, mas até ela em si “eleganteou”, coisa que parecia impossível!).


Essa última coleção, para o inverno 2008-2009 europeu, é muito clean. E chique. São ótimos os casacos-vestidos (usados sem meia nem nada), os maxicardigãs e até os vestidões dignos de red carpet (que a grife não poderia nunca deixar para trás) estão ainda mais limpos que em coleções anteriores. Eu gosto muito.

Autor: Maria Prata - Categoria(s): Sem categoria Tags:
24/02/2008 - 20:12

TENDENCINHA QUENTE


Eu, que morro de frio o tempo todo, estou adorando a onde dos maxicoletes de pele que apareceram com força nos desfiles de Milão (na foto, Alesandro Dell’Acqua, Marni e Dolce). Confesso que tenho aflição de pele de verdade, mas que esquenta, esquenta, viu. E só eu sei o frio que passei em NY…

Autor: Maria Prata - Categoria(s): Sem categoria Tags:
24/02/2008 - 19:33

POSTIMISTA

Durante a última temporada de desfiles, várias horas me peguei pensando no avanço (em contraponto ao retrocesso) da moda brasileira. Essa foi uma das temporadas mais fracas do Fashion Rio, como muito já se falou por aí. Ao mesmo tempo, foi uma das mais fortes do SPFW, com desfiles consistentes e bem pensados, apostas sem medo em estilos pessoais, além de uma visível injeção de dinheiro no mercado (coleções mais ricas, bem acabadas, com tecidos, detalhes e acabamentos de primeira, e não só entre as marcas compradas pelas novas holdings – leia mais na Vogue de março).

Pensei nisso porque, geralmente, antes de começar uma temporada brasileira, quem acompanha a moda no mundo já tem bem definido na cabeça as principais tendências e peças-chaves que aparecerão nas passarelas nacionais. Isso porque, na maioria das vezes, elas se repetem com força (algumas vezes em leituras literais até) por aqui. Nesta temporada, porém, fiquei feliz de ver um avanço significativo nesse sentido, no São Paulo Fashion Week – e triste de perceber que o Rio ainda precisa correr MUITO atrás.
Explico: oxford shoes, biker jackets e estampas florais, por exemplo, hits absolutos do inverno 2007-2008 e do verão 2008 no Hemisfério Norte, reinaram no Rio de Janeiro, assim como interpretações à risca de estilos como o boho, outra maxitendência lá de fora. Em São Paulo, porém, os oxford praticamente sumiram, as bikers apareceram diluídas e as estampas florais vieram bem discretas. Mais: o estilo country, que realmente não foi uma tendência dominante nas passarelas internacionais, deu pinta com força (e personalidade) por aqui. No View da Vogue de março, que chega às bancas já, já, Reinaldo Lourenço alfineta: “vocês vão ver muito country aparecendo nas passarelas de inverno 2008-2009 lá fora”. Será que o inconsciente coletivo fashion agora começa a aparecer por aqui? Fico muito, muito feliz se isso for verdade. E por isso este post ganhou o nome-piadinha de Postimista.

Vale avisar: é claro que eu não sou nenhuma Poliana e não estou fechando os olhos para tudo que é feito aqui que ainda precisa de pré-aprovação lá de fora. Ainda somos, infelizmente, um país com atitudes colonizadas, que precisa de referências internacionais para se sentir seguro o suficiente para seguir em algum trilho. Mas, atenção: isso não é um problema só dos estilistas. Muitos deles seguem tendências pré-aprovadas também porque são elas que vão ser (mais) vendidas por aqui – e vender é fundamental para existir, não preciso nem dizer. Uma boa saída para isso é optar por mostrar uma coleção mais autoral na passarela e, na hora de pendurar as roupas na arara, apostar em hits que vão vender – mas que, por favor, não precisam mesmo ser desfilados.

E para ilustrar minha brincadeira, faço uma homenagem ao Reinaldo, com tendencinhas que foram hit por aqui e que também deram as caras nas passarelas internacionais. Ó:


O Country de Reinaldo, Do Estilista, Simone Nunes e Cavalera..


E o western da Dolce & Gabbana e da 3.1 de Phillip Lim, em Nova York.


O astracã, pele que fez a diferença no desfile de Gloria Coelho…


E nas passarelas da Marni, Fendi e Gucci.


As texturas, que tomaram o lugar das estampas nas passarelas nacionais (aqui, nos desfiles de André Lima e Fause Haten)…


E lá fora, nas rendas da Prada, nas escamas da Fendi, no look de Carol Pantoliano da Burberry e no veludo-croco da Emporio Armani.


E o xadrez, padrão onipresente nas passarelas nacionais (lindo e fresh na Cavalera), que foi ponto de partida para a coleção da D&G.

Enfim… a brincadeira da compraração vale a pena pra levantar os ânimos e mostrar que dá, sim, pra lançar aqui, antes (tem muito mais pra comparar, mas isso de ficar juntando fotinhas no photoshop leva hoooras!). Basta um pouquinho de boa vontade.

Autor: Maria Prata - Categoria(s): Sem categoria Tags:
21/02/2008 - 15:34

Ó:

Desculpem, não estou nos meus melhores dias. Mas garanto que assim que puder eu posto tudo: Prada, Missoni, JilSander, Gucci… e tudo o que estou adorando da semana de moda de Milão. Bjobjo.

Autor: Maria Prata - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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