Arquivo de janeiro, 2008
31/01/2008 - 16:38

Adorei que o post sobre ética blogueira deu o que falar! O objetivo era esse mesmo. E, pra acalmar os ânimos e entrar no clima carnavalesco da próxima semana, uma fotinho (feita pela fofa Nina Jacobi) minha com o námo no baile da Vogue, ontem, de Cleópatra. Ou melhor… Cleoprata!
Make de Théo Carias, the best. Vestido Herve Leger (tendência!) para Trash Chic. Uhu! E agora vou trabalhar pq embarco hoje pra NY. Escrevo de lá!
Autor: Maria Prata - Categoria(s): Sem categoria
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30/01/2008 - 19:55
Vou sair um pouco da moda pra falar de um fato curioso que aconteceu comigo nesta semana e tem muito a ver com a tal história da “etica blogger” que falei aqui. Recebi um email de uma pessoa perguntando se havia “custo para publicação de um post”, que ela era de uma agência e estava cadastrando blogs para futuras campanhas. Respondi que não tinha entendido a pergunta – será que ela queria publicar um post do cliente dela no meu blog? Ou que eu escrevesse um post pro blog do cliente? A resposta: “eu quero que você faça um post, com suas palavras, falando sobre a X (aqui ela citou a marca)”. “Ah, entendi. Você quer fazer um publieditorial, tipo um texto que parece post, mas tem um layout um pouco diferente, fica óbvio que é anúncio, tal
”, tentei. A resposta: “Não precisa ser um anúncio, é como se fosse uma notícia que você tivesse ficado sabendo”. Nessa hora eu TIVE que entender o que eu não estava muito acreditando: ela queria, realmente, me pagar para eu escrever um post sobre o cliente dela, “COMO SE FOSSE uma notícia que eu TIVESSSE FICADO sabendo”. Matéria paga, em português bem claro.
Eu espero, do fundo do meu coração, que outros bloggers fiquem tão surpresos quanto eu se receberem um convite como este. E espero, mais do fundo ainda, que não tenha lido por aí nenhum post COMO SE a pessoa acreditasse naquilo quando, na real, aquilo foi pago, já que o bacana do blog é justamente o olhar pessoal e livre de quem escreve.
A idéia de anúncios ou até de um publieditorial no blog muito me agrada – trabalhar esse tanto de graça, afinal, é mesmo punk, por mais que a gente ame cada postzinho. Mas gente, please, fiquem atentos. Seria legal se, no mundo sem regras da internet, conseguíssemos implantar, pelo menos entre nós, blogueiros de moda, a ética. Assim eu vou continuar a acreditar que o que estou lendo é, mesmo, a verdadeira opinião de quem escreve.
E agora beijo tchau que eu vou pro Theo Carias maquiar pro baile da Vogue!
Autor: Maria Prata - Categoria(s): Sem categoria
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30/01/2008 - 12:02

Muito feliz de descobrir que o escocês Jonathan Saunders, um dos estilistas que mais gostei de ver em Londres, se muda para Nova York nesta temporada. Estou tentando um convitinho para o desfile, mas já tá meio tarde, não sei se vou conseguir. Jonathan se formou em Glasgow, em 1999, em estamparia, mas faz bem mais que isso.
Suas roupas são pura arquitetura, meio Helmut Lang. São lindos os vestidos longos em tons clarinhos do verão passado (na foto acima), mas a peça que eu gosto mesmo é o longo em degradê intenso do inverno 2007.

Quem fez bonito usando o vestido no Brasil foi a querida Lulu Kennedy, criadora do Fashion East, que esteve aqui no ano passado para dar uma palestra no Pense Moda. Não consegui achar a foto dela usando no coquetel na casa do cônsul
Drôga.
Autor: Maria Prata - Categoria(s): Sem categoria
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28/01/2008 - 20:47
Noite chuvosa e eu aqui na Vogue, correndo para deixar tudo pronto para a edição de março e poder sair correndo na quinta que vem, direto da redação para a semana de moda de Nova York (UHU). Vamos eu e Daniela Falcão, diretora de redação e chefe querida, fazer mil entrevistas, ver um monte de desfiles e contar tudo depois (aqui e na revista mesmo).
Mas antes do vôo tem o baile. O já tradicionalíssimo baile de carnaval da Vogue rola na quarta-feira (acho que viajo de ressaca. acho. aham) e eu vou fantasiada de…. segredo. Conto só que comprei um Herve Leger lindo de morrer no Trash Chic, muito bem assessorada por Loli e Joca e, incrível, os tais elásticos dos vestidos da grife esculpem mesmo o corpo!
Bom, vou correr aqui que a coisa tá feia.
Autor: Maria Prata - Categoria(s): Sem categoria
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23/01/2008 - 23:52

Haja fôlego para acompanhar tanto desfile. Enquanto a gente ainda está aqui fazendo balanços e mais balanços de Fashion Week, o mundo já está de olho nos desfiles de alta-costura, que começaram esta semana em Paris. Até agora, meu preferido foi o da Givenchy, nas mãos de Ricardo Tisci. É impressionante o que esse moço está fazendo com a maison francesa. Ele pegou a direção criativa da Givenchy em 2005 e, desde lá, só fez modernizar a grife. Este desfile de alta-costura, com modelos que lembram pequenas bailarinas (Suzy Menkes achou todas a cara de Carine Roitfeld, musa de Tisci), é a maior prova do olhar lá na frente do estilista.

A coleção tem cara de prêt-à-porter de luxo, ou seja, é fácil de usar, não são vestidos ultramirabolantes e teatrais (aqui, meu irmão diria: “Você só pode estar louca. Quem é que vai achar isso normal, Maria??”) e é moderna que só – ou você já tinha visto, em outra passarela de couture, uma noiva usando um vestido inspirado na icônica jaqueta perfecto? Bom demais.
Autor: Maria Prata - Categoria(s): Sem categoria
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23/01/2008 - 23:16

Acabo de assistir ao GNT especial São Paulo Fashion Week. Fiz uma miniparticipação no final, elegendo um top 5 da estação ao lado de Lilian Pacce, Gloria Kalil e Suzana Barbosa. Porém, na hora de mostrarem a imagem da minha modelo preferida, a Gracie, a produção do programa se enganou e foi ao ar uma outra menina. Para quem assistiu, então, a (minha) Gracie é a da foto acima (na Zoomp), negra (para os chatos de plantão!), linda e… a cara da Liya Kebede, como já tinha falado no post que fiz sobre ela no rio. Pronto, tá explicado.
* Lilian me escreveu pra explicar que a menina que apareceu é a Grace Ramos, daí a confusão. E a produção do GNT Fashion deixou um post fofo, dizendo que já mudaram a imagem e que, na reprise, sábado, a imagem que vai ao ar é a da Gracie certa. Obrigada a todos!
Autor: Maria Prata - Categoria(s): Sem categoria
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22/01/2008 - 19:42
Direto ao assunto:
Melhor coleção: Reinaldo Lourenço. Parte do tema country e vai a fundo para criar looks deliciosos e nada caricatos.
Melhor desfile: Osklen, pelo conjunto da obra. A grife chacoalha seu estilo já consagrado, cool e despretensioso (a cara do Rio), e traz para o inverno uma injeção de modernidade e urbanidade. Os looks passeiam tranquilamente nas ruas de qualquer grande capital mundial.
Lindo de ver: o desfile de Daniele Jensen para a Maria Bonita, inspirado nos cardigãs. A estilista parte do clássico e desenha uma coleção inteira: calças, vestidos e até bolsas ganham detalhes característicos da peça. Autoral e comercial (eu quero!) na medida certa. Fora a trilha ao vivo feita por Adriana Calcanhoto. Uma delícia.
Colírio para os olhos: Marcelo Sommer acerta em cheio ao desfilar sua coleção no bosque do Parque do Ibirapuera. As modelos parecem “fadinhas country” saindo do meio das árvores. Melhor: era fora da Bienal, mas bem ali pertinho (ou seja, é bom porque a gente sai do predião fechado, mas sem precisar pegar carros, táxis e vans para chegar ao outro lado da cidade).
Surpresa: Fause Haten surpreendeu com uma coleção bem-pensada, executada e muito bonita, dividida em dois temas bem diferentes: México e Marlene Dietrich. Ponto também para o styling de Paulo Martinez, que uniu as referências com elegância.
Prêmio Lagerfeld: Alexandre Herchcovitch é nosso Karl Lagerfeld. O estilista sabe como ninguém entrar em uma marca, entender sua cara e espírito e desenhar peças que respondem ao DNA da grife. Ele fazia isso perfeitamente na Cori e, na Zoomp, continua no mesmo caminho, ou seja, tem total capacidade de levantar as coleções, sem “Alexandrear” demais o visual.
Melhor Formato: Adorei o minidesfile da Raia de Goeye. Talvez não precisasse ser tão míni, já que muita gente (imprensa) que deveria ter visto acabou não sendo convidada. Mesmo assim, dou força total para desfiles menores, só para o mercado e para quem realmente interessa. A coleção era linda de morrer e deu pra ver com calma, de pertinho, cada detalhe.
Década da vez: os anos 70 foram exaustivamente trabalhados nesta temporada. Prepare para encarar pantalonas de cintura alta, bolsas trespassadas, tons terrosos, estampas étnicas, acessórios de couro…
Tendência soturna: um perfume punk-chic também deu as caras nas coleções de inverno. Ora mais fetichista, ora mais soturno, o visual black-total é perfeito para dias frios.
Moda texturizada: troque estampas por texturas no próximo inverno: elas dão riqueza e novos ares a uma infinidade de peças da estação.
Toptop: Nem Coco Rocha, trazida especialmente para o desfile da Zoomp pela holding I’M, conseguiu ofuscar a beleza de Carol Trentini. Nossa top agora é recebida aqui com status de celebridade e arrancou gritos da platéia no desfile. Linda de morrer.
Bola da vez: de volta ao SPFW (agora que já tem 16 anos), Bruna Sottili mostrou que vai longe. Fez bonito em 22 desfiles e seguiu para os castings de Nova York. Poderosa.
Momento Poliana Fashion: eu poderia ficar mais posts e posts comentando a temporada de desfiles para o inverno 2008. Foi uma das melhores estações dos últimos tempos e trouxe novo ânimo aos fashionistas. A temporada mostrou que, além de muito dinheiro, a moda brasileira está num momento de criatividade borbulhante. Terminei a temporada exausta, mas feliz da vida!
Quem quiser ver o top 10 de Vogue, dia-a-dia, durante o Fashion Week, clica aqui. E a cobertura completa você confere na Vogue Passarelas, que sai no comecinho de março. Não perde!
Autor: Maria Prata - Categoria(s): Sem categoria
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22/01/2008 - 18:45

Este foi o primeiro desfile da Ellus após a marca ter sido comprada pela nova holding InBrands (que também é detentora da 2nd Floor e da Isabela Capeto). E, para mostrar que estão mesmo em um novo momento, Nelson Alvarenga (dono da grife e sócio da InBrands) e o povo da holding resolveram fazer um megadesfile-ultraespetáculo-mastershow. Convidaram 3 mil pessoas para assistirem à performance na estação Julio Prestes. Antes do desfile, as luzes de cima se apagaram, uma estrobo começou a piscar e um spot de luz acompanhou a caminhada de Nelson e Gabriel Felzenszwalb (presidente da holding) de seus lugares (ao lado do prefeito de SP e de alguns secretários) até dois microfones no centro da passarela. Atrás deles, no teto da estação, uma projeção mostrava palavras como “internacionalização”, “força”, “criação”. O discurso incluiu frases como: “com esse investimento vamos garantir a entrada da moda brasileira com força no mercado internacional” e “estamos felizes de embarcar nesse trem”, referência ao desfile que começaria logo depois, no qual as modelos chegaram à passarela, literalmente, de trem. A locação era linda, a direção de Paulo Borges valeu a pena. Mas o megashow antecedido por discurso inflado foi realmente desnecessário. A coleção, assim como a situação, peca pelo excesso e beira a cafonice. Mas nem que fosse excelente, a melhor de todos os tempos, aquele espetáculo se justificaria. A moda brasileira tem, sim, que crescer, tanto aqui dentro quanto lá fora, e esse momento é mesmo muito importante para a história deste mercado. Dinheiro novo ajuda muito e é bem-vindo. Mas não garante a entrada da moda brasileira em lugar algum, se o que tivermos para mostrar não for realmente forte.
Autor: Maria Prata - Categoria(s): Sem categoria
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22/01/2008 - 18:42

Quem assistiu aos desfiles da Amapô e da 2nd Floor deve ter reparado nos absurdos tricôs apresentados pelas grifes. As peças (com maxipontos bem grossos na 2nd Floor e formas de caramujos na Amapô) são obra de Lucas Nascimento. Lucas é brasileiro mas mora em Londres há algum tempo e colabora com estilistas de peso por lá, como Giles Deacon e Sonia Rykiel. Bem bom.
Autor: Maria Prata - Categoria(s): Sem categoria
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22/01/2008 - 18:40

O nome da coleção é ótimo, não é? Adorei. Pitty Tagliani e Carô Gold estrearam nesta temporada nas passarelas do SPFW. As duas já tinham desfilado sua marca no HotSpot, evento para novos talentos de Paulo Borges que já não existe mais. A dupla é muito bem-vinda ao SPFW e prova que a moda brasileira está mesmo se fortalecendo e permitindo o crescimento de grifes pequenas como a Amapô. Pitty e Carô trabalham sempre com um clima 80/90 em suas criações. As estampas gráficas em tons fluo, por exemplo, já são marca-registrada da grife. No desfile de estréia no SPFW, são elas que trazem graça à coleção, pontuando alguns dos looks (senti falta de mais peças com essa cara). Os tricôs de Lucas Nascimento (veja post acima), que fazem formas de conchas e caramujos nos ombros de maxipulls e vestidinhos, também são muito bons. Pitty e Carô assinaram sozinhas o styling do desfile e isso fica claro no decorrer da apresentação. Um olhar de fora poderia ter dado mais unidade ao desfile, que me pareceu confuso em alguns momentos. No mais, vamo que vamo, já quero ver a coleção de verão da dupla.
Autor: Maria Prata - Categoria(s): Sem categoria
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