Como se sabe, o ex-governador do Ceará e ex-senador Tasso Jereissati (PSDB) nunca morreu de amores por seu colega de partido José Serra.
Fora da política desde que perdeu a eleição para senador, Tasso declarou hoje, logo depois de depositar seu voto na urna em Fortaleza:
– Em 2014, se o Aécio Neves for o nosso candidato a presidente da República, me empolgarei muito. E me engajarei, porque acredito que vai ser uma candidatura de renovação não só de geração, mas de idéias no Brasil.
O site “Ceará agora” informa que uma cena surpreendente marcou a inauguração da primeira etapa do estádio Castelão, na manhã de hoje:
O governador Cid Gomes (PSB) e o ex-governador Tasso Jereissati (PSDB) cumprimentaram-se efusivamente, com um abraço, diante de uma platéia que a tudo assistia com ar de incredulidade.
Tasso estava rompido com Cid desde as últimas eleições, quando o atual governador abandonou uma aliança branca com o PSDB no Estado em favor dos adversários do tucano na disputa pelo Senado.
Tasso e Cid conversaram animadamente como velhos amigos.
Depois de evento no Instituto Fernando Henrique Cardoso, hoje pela manhã para discutir economia, o próprio acompanhado de toda a sua ex-equipe econômica (Edmar Bacha, Pedro Malan, Gustavo Franco e André Lara Resende) e o ex-senador Tasso Jereissati foram almoçar juntos num restaurante em Higienópolis.
Embora esteja se dedicando a escrever sobre economia, o ex-governador José Serra foi a ausência sentida no debate e no almoço.
Aliás, bastou FHC entrar no salão para ser tietado por uma fã que lhe pediu uma foto juntos.
O líder do PSDB na Câmara dos Deputados, deputado Duarte Nogueira, apresentará ao ex-senador Tasso Jereissati a proposta de o Instituto Teotônio Vilela (ITV) – do qual Jereissati é presidente – participar ativamente da campanha tucana nas eleições de 2012.
A ideia do deputado é que o órgão, que tem um orçamento de R$ 11 milhões por ano, tenha uma “atuação orgânica” nas próximas eleições.
Os tucanos decidiram que a sede nacional do partido, em Brasília, abrigará também o recém-criado conselho político, presidido pelo ex-governador José Serra, e a sede do Instituto Teotônio Vilela, sob o comando do ex-senador Tasso Jereissati.
A ideia é mostrar que o presidente nacional da legenda, deputado Sérgio Guerra, Serra e Jereissati trabalharão juntos e que o PSDB está unido.
Com mais de 18 anos no ninho tucano, o deputado federal Manoel Salviano (CE) decidiu se filiar ao PSD do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.
Salviano adere à base governista em Brasília por obra e graça do governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), cujo apoio precisa para concorrer à prefeitura de Juazeiro do Norte.
Kassab entregou os destinos do PSD no Ceará a Cid Gomes, que adotou como estratégia levar para o partido um naco do PSDB no Estado, enfraquecendo a liderança do ex-senador tucano Tasso Jereissati.
Em seu primeiro ano de existência, completado hoje, a coluna Poder Online imprimiu uma marca de avanço tecnológico e agilidade ao jornalismo político na internet: o uso extensivo de vídeos que abriram espaço aos políticos para explicarem suas teses, olho no olho do eleitor.
Ao mesmo tempo, as gravações deram aos internautas mais elementos para perceber tropeços e descaminhos nos discursos daqueles que os representam.
Foram mais de 160 entrevistas nesse ano.
Algumas reveladoras, como quando a senadora Marta Suplicy (PT-SP) admitiu pela primeira vez, em 13 de abril último, que deseja concorrer à Prefeitura de São Paulo:
Ou quando o então senador Tasso jereissati (PSDB-CE) anunciou, em junho do ano passado, o rompimento com seus velhos aliados no Ceará, o governador Cid Gomes e o irmão, Ciro, ambos do PSB:
E outras ainda também revelaram atritos, bastidores e argumentos dos políticos, digamos, de uma maneira até engraçada.
Como no caso do ex-presidente Itamar Franco (PPS-MG), em sua volta ao Senado, falando do reencontro com um velho adversário, o ex-presidente e também senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL):
Ou o seandor Cristóvam Buarque (PDT-DF) explicando o seu projeto de Emenda Constitucional de garantia da felicidade:
E vem mais “1 ano de Poder Online” ao longo do dia.
A bancada do PSDB na Câmara está recomendando à Executiva Nacional do partido que o ex-senador Tasso Jereissati (CE) assuma a presidência do Instituto Teotônio Vilela, voltado para promoção de estudos e eventos do tucanato.
Além de ter nomeado um tucano para secretário estadual de Esportes, o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), já obteve o apoio de todos os deputados do PSDB na Assembléia Legislativa, independentemente da orientação da principal liderança do partido no Estado, o ex-governador Tasso Jereissati.
Com a derrota de Tasso Jereissati (PSDB-CE) nas eleições para o Senado, o gabinete do tucano estará desocupado a partir do ano que vem.
Pensando nisso, o presidente da Casa, Jose Sarney (PMDB-AP), sondou alguns senadores interessados na sala, localizada no mesmo edificio em que estão ex-presidentes como Fernando Collor e o próprio Sarney.
Entre os procurados, está Eunicio Oliveira (PMDB), que ainda não respondeu se quer o gabinete.
Eis o vídeo da reunião em que o candidato derrotado à reeleição para o Senadeo pelo Ceará, Tasso Jereissati, reuniu dirigentes locais do PSDB para deflagar a campanha de segundo turno de José Serra no Estado.
Como se pode ver, Tasso de fato pediu a retirada do partido daqueles que não se engajarem. Irritado com Lula, o PT cearense e os irmãos Cid Gomes e Ciro Gomes, Tasso mostra que abraçou como nunca a aliança com José Serra, com quem sempre se desentendia dentro do PSDB:
Tasso Jereissati resolveu comandar uma verdadeira guerra contra o petismo no Ceará. Ele promoveu uma reunião hoje cedo com dirigentes regionais do PSDB para discutir estratégias de apoio à candidatura presidencial de José Serra.
A principal decisão tomada foi anunciada pela direção do partido no Estado: dirigentes municipais, deputados estaduais e militantes filiados que não apoiarem José Serra serão expulsos da legenda.
Derrotado na eleição para o Senado, o ex-governador do Ceará Tasso Jereissati (PSDB), aponta para seu futuro imediato a prioridade total na campanha de José Serra à Presidência da República.
E diz ao Poder Online que, “até por tudo o que aconteceu”, sua relação com o velho aliado Ciro Gomes (PSB) e o irmão, Cid Gomes, governador reeleito do Estado, “está a milhares de anos de distância”. Veja:
Quando o senador eleito pelo PMDB do Ceará, Eunício Oliveira, entrou no Palácio da Alvorada, o presidente Lula foi logo dando as boas vindas. Segundo conta Eunício, Lula exclamou:
– Está aqui o senador que derrotou o Tasso Jereissati!
Enfim, depois de muita briga, de muitos desencontros, o presidente Lula conseguiu apaziguar os seus candidatos ao Senado pelo Ceará, José Pimentel (PT) e Eunício Oliveira (PMDB), e gravou sua participação no programa eleitoral gratuito, junto com o governador Cid Gomes (PSB).
Cid foi chamado convencido a gravar no vídeo uma declaração de apoio aos dois candidatos que tem tudo para causar muita polêmica na política do Estado. Veja só alguns trechos:
Depois de participar de procissão em Juazeiro do Norte (CE), o candidato do PSDB a presidente da República, José Serra, visitou a Basílica Menor de Nossa Senhora das Dores, onde orou de joelhos por alguns minutos.
O tucano estava acompanhado do senador Tasso Jereissati, candidato à reeleição, e do candidato do PSDB a governador do Ceará, Marcos Cals.
O pior dos mundos no Ceará para os candidatos apoiados pelo governo federal. Depois do rompimento entre o governador Cid Gomes (PSB) e o senador tucano Tasso Jereissati, saiu no jornal “O Povo” a primeira pesquisa Datafolha com os números da disputa pelas duas vagas ao Senado.
Tasso Jereissati (PSDB) aparece folgado na frente, com 59% das intenções de voto. Já os dois governistas, José Pimentel (PT) e Eunício Oliveira (PMDB), ficaram empatados, com 24%. Correm o sério risco de ter que disputar a tapas a segunda vaga de senador pelo Ceará.
Em entrevista e no discurso no palanque do irmão, Cid Gomes, candidato a governador pelo PSB, o deputado licenciado Ciro Gomes disse que o tucano Tasso Jereissati “merece ser eleito” para o Senado, mas que ele, pessoalmente, não fará campanha.
Ora, só de dizer que merece, já está fazendo campanha. Ou não?
Ciro Gomes
Depois Ciro afirmou que se dedicará apenas à campanha do irmão e da coligação no Ceará, e que a forma como sua candidatura presidencial foi descartada o “machucou profundamente”.
Deu a entender que está fora da disputa presidencial, não é?
Mas acabou afirmando que sua adesão ao palanque de Dilma dependerá da aceitação de suas propostas.
Enfim, colocou e tirou o pé de todas as canoas, exatamente como fez durante o período em que se especulou se seria candidato a presidente.
Clarissa Oliveira é diretora da sucursal do iG em Brasília. Ingressou na empresa em 2010, como editora de Política. Antes disso, trabalhou como repórter de Política e Economia em grandes redações do País.