
Aécio encontrou-se hoje com o governador Antônio Anastasia (MG) e acertou alguns pontos de seu discurso (Foto: Divulgação)
O senador Aécio Neves (PSDB-MG) começa a rascunhar o seu primeiro discurso, marcado para a próxima semana, no Senado Federal.
Será uma fala bem pontuada para definir exatamente o seu posicionamento na oposição. Ou melhor, Aécio vai procurar deixar claro onde irá haver cobrança e em quais temas o governo Dilma Rousseff poderá contar com um entendimento.
No primeiro caso, o senador mineiro cobrará uma posição do governo sobre a reforma tributária, no que diz respeito sobretudo às isenções fiscais, definidas por ele como “fazer bondade com o chapéu alheio” e defenderá o fortalecimento dos municípios.
O ex-governador atacará a “postergação” de investimentos por parte do governo federal em infraestrutura, como metrô, rodovias e aeroportos – problema nacional, mas gravíssimo em Minas Gerais. Ele dirá que Minas ficou os últimos oito anos à mingua.
Neste capítulo, Aécio quer se posicionar no seu estado em relação ao PT mineiro – a quem acusa de não usar o poder que lhe foi delegado para defender os interesses do estado.
Fará criticas à postura do PT nacional que se reuniu muito com os partidos da base para discutir cargos, mas até agora ignorou as demandas dos estados por investimentos e a emergências de políticas de Saúde e de Educação mais eficazes.
Aécio vai bater muito na tecla de que a oposição precisa estabelecer uma agenda antes de definir candidaturas para 2014. Nessa agenda, além de apontar a situação crítica da infraestrutura no país – e aí dedicará linhas especiais para os apagões de energia – vai enumerar as reformas política, tributária, do Estado e da Previdência.
- Nesses temas, o governo encontrará a oposição disposta ao entendimento – diz o senador.
A falta de transparência, a ética e a corrupção também serão citadas por Aécio.