O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem feito de tudo para alimentar dentro e fora do partido a confusão em relação a seus planos para a eleição em São Paulo no ano que vem. Diante das manifestações do ex-presidente, a análise que se faz na direção partidária é uma só: Lula quer mesmo é evitar a exposição antecipada de seu candidato ao Palácio dos Bandeirantes.

Lula alimenta confusão no PT em torno da disputa em SP (Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula)
Pouco após a eleição municipal do ano passado, que levou Fernando Haddad ao comando da capital paulista, Lula atiçou internamente os ânimos em torno do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ao pregar mais uma vez a renovação dos quadros petistas.
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Algum tempo depois, o ex-presidente sentou-se com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Deixou claro que o enxerga como uma alternativa para o posto, em especial no caso de uma recuperação da economia, engordando a lista de potenciais candidatos.
Depois que as especulações em torno de Mantega perderam força, ressurgiu na lista de cotados o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. O próprio, no entanto, declarou publicamente que estava se retirando do páreo. E Lula, então, o trouxe de volta para a lista de cotados nesta semana.
Mesmo o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que nunca teve o endosso do ex-presidente em tentativas passadas de disputar nas urnas, agora ressurge nas conversas. E, para completar, Lula não esconde nos bastidores a simpatia por um voo maior para o prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho. No entanto, Marinho prometeu cumprir o mandato na administração municipal até o fim.
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Parte da direção do PT propõe que o nome do partido para o governo de São Paulo seja definido até o início do segundo semestre deste ano. Até lá, será encomendada uma pesquisa para medir o que deseja o eleitor de São Paulo. O levantamento não servirá para escolher o candidato, mas sim para ajudar o marqueteiro João Santana a moldar o nome escolhido por Lula, para garantir que ele atenda aos anseios do eleitorado paulista.
Apesar do clima de indefinição, ao menos o nome de Padilha segue sendo testado. Depois de uma primeira experiência na Assembleia Legislativa de São Paulo, no mês passado, o partido prepara uma série de audiências públicas, para discutir temas da saúde em cidades estratégicas do interior do Estado.