Recém-filiado ao PTB, o ex-presidente do Santos Futebol Clube Marcelo Teixeira evita falar em planos de se candidatar e diz que seu papel no partido será de reestruturação da sigla na Baixada Santista.
Teixeira afirmou que o namoro com a sigla é antigo e que o deputado estadual e presidente do PTB paulista, Campos Machado, foi o responsável por sua filiação. E também falou ao Poder Online sobre o Santos Futebol Clube e o contrato com Neymar.
Por que a opção pelo PTB?
O PTB, em primeiro lugar, tem uma aproximação forte com causas sociais, gosto muito do que está em teoria no projeto. É ligado à área trabalhista e área social, me identifiquei um pouco com essas questões, que são para mim muito importantes. Em segundo, a ligação com meu pai, que foi presidente do PTB em Santos (litoral de SP) por alguns anos. Eu participei de uma forma muito próxima com ele, ainda menino, da política. Parte da liderança de hoje do partido, eu vi ainda menino, como o Gastone Righi, o Chico Prado e o Nelson Antunes. Cresci com essas lideranças e vejo outros nomes de potencial surgindo aqui na Baixada. Outro motivo também foi o convencimento do Campos Machado, é um namoro antigo, de muitos anos. Modéstia à parte, sempre tive muitos contatos, muitos amigos em muitos partidos. Entendi que, se fosse para me filiar, eu seguiria as convicções da minha família e dos amigos que construí. Campos esteve mais próximo, até pela proposta, de reogranização, revitalização do partido.
Você será candidato em 2014?
Não tenho nenhum plano de candidatura, não trabalho com isso. Fiquei dez anos no Santos, agora tenho outros planos, principalmente voltados para o complexo educacional (Teixeira é pró-reitor da UniSanta). Meu plano para a política é apenas tentar de alguma forma reorganizar o partido na Baixada, unir as pessoas em torno dos projetos. Eu acho que posso ajudar politicamente mais como articulador do que como candidato.
Campos Machado não propôs candidatura?
Não, a proposta dele foi de reorganização do partido. Acho que existe outros nomes para serem trabalhados.
Quais nomes?
Não vou antecipar porque é prematuro, não é oportuno, agora vou me envolver mais no partido. Mas tem nomes.
A cidade de Santos vive um boom econômico. Como o PTB pode ajudar nisso?
Houve um plano diretor, na gestão do (João Paulo Tavares) Papa (PMDB, ex-prefeito de Santos), e muitos fatos relevantes ocorreram para o crescimento da cidade e da região. Assim como na administração dele, hoje o vice-prefeito também é do PTB (Eustázio Pereira). De certa forma, é uma continuidade da administração do Papa, mas com outro tipo de proposta. E o PTB continua fazendo parte disso. O (prefeito) Paulo Alexandre (PSDB) tem uma proposta ousada de adequar a cidade a todos esses projetos e tem bom trânsito no governo do Estado e também federal. Boas portas de entrada nos poderes para obter recurso para investimento para, por exemplo, criar mecanismos para adequar as entradas da cidade que estão saturadas. Hoje estamos recebendo, além da população flutuante, muitas pessoas que trabalham aqui. Acho que a cidade vai num caminho positivo, não é uma cidade violenta, é possível ter um convívio bom de família, sociedade. Outro ponto que pretendemos trabalhar é para que Santos seja sub-sede da Copa do Mundo. Acho que Santos tem plenas condições disso.
Você pretende voltar para a presidência do clube? Como tem feito oposição à administração atual?
Não pretendo, fiquei na presidência por um período muito longo e acho que cumpri bem a missão em termos de título, modernização administrativa, aumento patrimonial. Não tenho feito parte da oposição, proíbo as pessoas de usarem meu nome. Eu faço parte do conselho deliberativo. Mas acho que temos hoje duas áreas importantíssimas para cuidar hoje: uma é questão da permanência do Neymar. Ouvimos muito sobre a possibilidade dele encerrar o contrato e isso me preocupa muito porque o Santos fez um investimento muito grande no Neymar. Na minha gestão, o contrato dele era até 2015, pós-Copa, e acho que o Santos já tem que começar a negociar a renovação do contrato. A transferência vai acontecer em algum momento, mas quando ele sair do Santos, tem que haver uma compensação financeira.