Mario Couto é alvo de bullying na bancada do PSDB
Toda terça-feira a bancada de senadores do PSDB reúne-se no gabinete do líder, Álvaro Dias (PR), para um almoço em que é discutida a estratégia dos tucanos para a semana.
O clima é bem descontraído. Como num encontro de colégio. E tem até bullying.
O líder, por exemplo, sofre com os colegas de partido invariavelmente reclamando da repetição semanal do cardápio, encomendado ao restaurante do Senado.
Mas desde aquele primeiro discurso de Demóstenes Torres (sem partido- GO) no plenário — em que ele tentou se explicar das denúncias de envolvimento com o bicheiro Carlinhos Cachoeira e foi apoiado em apartes por quase todos os colegas — um dos membros da bancada do PSDB passou a ser alvo especial de apupos nas reuniões do partido: o senador Mário Couto (PA).
É só ele entrar na sala que sempre um dos colegas levanta as mãos e proclama:
– Eita Demóstenes bom. Esse cabra é bom! Que estas duas mãos se unam e batam palmas para Vossa Excelência.
Em meio à gargalhada geral. Mário Couto reclama:
– Está bem, gente, eu me enganei, exagerei. Mas isso é matéria vencida.
Tudo por causa do emocionado aparte que o tucano fez ao discurso de Demóstenes naquele dia 6 de março.
Realmente foi um discurso, digamos, exótico:
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