Comissão de Anistia devolverá naturalidade brasileira a chinês perseguido pelo regime militar
Uma decisão inédita em casos de perseguição política deve ser tomada nesta terça-feira pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça: a devolução da naturalidade brasileira ao chinês Peter Ho Pen, preso duas vezes (em 1971 e em 1973) e depois expulso do país pela ditadura militar.
Nascido em Hong Kong, Pen formou-se em engenharia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 1970. Havia se naturalizado na década de 1960, quando a família veio para o Brasil.
Em 1971, quando a repressão apertou o cerco ao movimento estudantil, suspeito de colaborar com a subversão, foi preso no interior de um ônibus, no campus universitário, levado para uma delegacia e torturado. Ficou um ano incomunicável e depois foi libertado.
Em 1973, foi preso novamente depois que a polícia encontrou um cheque seu com militantes do PC do B de Porto Alegre. Pen disse que apenas emprestara dinheiro para amigos que estavam sem condições de aluguel. Mesmo assim, passou mais uma temporada preso, seu documento de brasileiro naturalizado foi cassado e acabou expulso do país.
A origem de Pen atiçou a paranoia dos órgãos de repressão: a China era, à época, o destino de dezenas militantes do PC do B que treinaram guerrilha no exterior para organizar a Guerrilha do Araguaia.
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Autor: Vasconcelo Quadros Tags: Comissão de Anistia, ditadura militar, Ministério da Justiça
A quem o questiona sobre o interesse em disputar o governo de São Paulo no ano que vem, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, diz que, caso a presidenta Dilma Rousseff opte por tirá-lo em algum momento do Ministério da Justiça, quer se dedicar a um doutorado ou apenas retomar a carreira de advogado.



