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quarta-feira, 16 de maio de 2012 Brasil | 15:41

Cláudio Guerra sofreu atentado nesta madrugada, denuncia senador

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O senador Paulo Paim (PT-RS) acaba de subir à tribuna para denunciar um atentado ocorrido nesta madrugada contra o ex-delegado do DOPS(Departamento de Ordem Política e Social) Cláudio Guerra.

No livro “Memórias de uma guerra suja”, dos jornalistas Marcelo Netto e Rogério Medeiros, Guerra confessou o assassinato e a incineração de diversos presos políticos, além da participação em atentados a bomba como o do Riocentro, denunciando os nomes de seus comparsas.

Segundo Paim disse na tribuna, três homens cercaram a casa de idosos no interior do Espírito Santo, onde o delegado estava  escondido, e um deles ameaçou atirar.

Logo após o discurso, Paim falou ao Poder Online:

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  1. Ex-delegado do DOPS Cláudio Guerra confessa atentado contra jornal ‘O Estado de S.Paulo’
  2. Guerra sentiu-se constrangido ao denunciar Camilo Cola por assassinato
  3. Em vídeo, Claudio Guerra reafirma incineração de corpos pela ditadura
Autor: Tales Faria Tags: , ,

terça-feira, 15 de maio de 2012 Brasil | 12:00

Em vídeo, Claudio Guerra reafirma incineração de corpos pela ditadura

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Foi postasdo no site do livro “Memórias de uma guerra suja” (http://memoriasdeumaguerrasuja.com.br/) um novo vídeo com declarações de Cláudio Guerra, ex-delegado do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) do Espírito Santo reafirmando o incineramento de corpos de presos políticos na usina Cambahyba, no município de Campos, região norte do Estado do Rio de Janeiro.

Cláudio Guerra contesta declarações de Cecilia Ribeiro Gomes, filha do ex-vice-governador Heli Ribeiro, que negou as cremações.

Veja também:

Notas relacionadas:

  1. Ex-delegado do DOPS está disposto a confirmar à Comissão da Verdade assassinatos, atentados a bomba e incinerações de cadáveres durante a ditadura
  2. Ex-delegado do DOPS Cláudio Guerra confessa atentado contra jornal ‘O Estado de S.Paulo’
  3. Guerra sentiu-se constrangido ao denunciar Camilo Cola por assassinato
Autor: Tales Faria Tags:

domingo, 6 de maio de 2012 Brasil | 12:34

Advogado cobra do Ministério dos Direitos Humanos investigação urgente sobre cemitérios clandestinos da ditadura apontados pelo ex-delegado do DOPS Cláudio Guerra

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A pedido do jornalista Marcelo Netto, um dos autores do livro “Memórias de uma guerra suja”, o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro acompanhou o ex-delegado Cláudio Guerra à usina de açúcar da fazenda Cambahyba, no norte do Estado do Rio de Janeiro, onde o ex-delegado do DPOS (Departamento de Ordem Política e Social) afirma terem sido incinerados corpos de presos políticos torturados durante a ditadura militar.

O advogado ajudou a cuidar da segurança do ex-delegao durante a fase final do livro em que ele confessou participação direta nas incinerações  e assassinatos de presos políticos, além de vários atentados, como os do Riocentro e contra o jornalista Alexandre Von Baumgarten, nos anos 80.

Antônio Carlos de Almeida Castro visitou com Cláudio Guerra e a Polícia Federal os cemitérios clandestinos da ditadura apontados pelo ex-delegado no livro.

Em entrevista ao Poder Online, o advogado se diz extremamente preocupado com o fato de esses locais estarem abandonados pelo governo.

Ele cobra da ministra do Direitos Humanos, Maria do Rosário, que faça um pedido formal à Polícia Federal para cuidar da segurança desses cemitérios clandestinos e inciar as investigações sobre os corpos ali enterrados, antes mesmo da instalação da Comissão da Veerdade.

Poder Online – O senhor esteve na usina em que os corpos teriam sido incinerados?

Antônio Carlos de Almeida Castro – Estive sim, junto com o delegado Cláudio Guerra e a Polícia Federal, a pedido do jornalista Marcelo Netto.

Poder Online – Como foi?

Antônio Carlos de Almeida Castro – Primeiro quero dizer o seguinte. O Marcelo me procurou para que o orientasse e ao delegado Cláudio sobre questões de segurança durante a fase final do livro. Como o livro mesmo retrata, num determinado momento ele recebeu recados ameaçadores. Eu disse que ele deveria, naquele momento, procurar a Polícia Federal para ter algum tipo de segurança até o livro sair. E que, depois, a sua notoriedade seria a maior segurança. Então procuramos a PF que nos acompanhou em alguns lugares e foi extremamente prestativa.

Poder Online – E na usina?

Antônio Carlos de Almeida Castro – Pois é. Trata-se de um grande forno, numa antiga fazenda de açúcar em Campos, no Norte do Estado do Rio de Janeiro. É claro que, a esta altura, tantos anos passados, não haveria mais vestígios de corpos incinerados. Mas foi muito impactante. As descrições do delegado no livro batem em tudo com o que vimos lá. Encontramos um velho funcionário da usina no local. Ele confirmou que, nos tempos áureos,  ali vivia cheio de coronéis, generais. Fiquei muito, muito impressionado.

Poder Online – Vocês foram a outros lugares?

Antônio Carlos de Almeida Castro – Sim. A juíza da Vara de Execuções de Campos autorizou que o delegado Cláudio Vieira nos levasse a alguns lugares fora do Estado que, segundo relata no livro, teriam sido usados como cemitérios de presos políticos torturados e mortos.

Poder Online – Quais lugares?

Antônio Carlos de Almeida Castro – Aqueles mesmos que ele cita no livro. O primeiro, próximo à estrada para Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro. O Outro, em São Paulo, no sítio que, segundo o Cláudio, pertenceu a um integrante da equipe do delegado Sérgio Paranhos Fleury . Um tal de Joe. O livro aponta-o como Josmar Bueno, um juiz de boxe. O outro cemitério clandestino que visitamos foi nas proximidades de Belo Horizonte, onde, segundo o Cláudio, ele matou e enterrou o Nestor Veras (membro do Comitê Central do Partido Comunista até hoje dado como desaparecido). E, por fim, fomos ao penhasco na Floresta da Tijuca, na cidade do Rio de Janeiro, de onde o Cláudio afirma que foram jogados alguns corpos de militantes de esquerda junto aos de criminossos comuns.

Poder Online – E o que foi feito? A Polícia Federal os acompanhou?

Antônio Carlos de Almeida Castro – Sim acompanhou. Foi muito prestativa. Mas estavam ali numa fase de cuidar da segurança do Cláudio. Foram feitos alguns filmes até, fotos. Mas estou muito preocupado.

Poder Online – Preocupado? Por que?

Antônio Carlos de Almeida Castro – Porque acho que esses sítios precisam ser cercados, cuidados para evitar que alguém venha a destruir provas das atrocidades ali cometidas.

Poder Online – Mas isso não é trabalho para a Comissão da Verdade?

Antônio Carlos de Almeida Castro – As informações do Cláudio no livro são um excelente roteiro para a comissão iniciar seus trabalhos. Mas ela ainda não foi instalada. Está muito atrasada, infelizmente. E, enquanto a comissão não começa seus trabalhos, cabe, sim, ao Estado proteger esses locais.

Poder Online – Com qual base legal?

Antônio Carlos de Almeida Castro – Basta um pedido formal da ministra dos Direito Humanos, Maria do Rosário, à Polícia Federal.

Poder Online – E por que isso não foi feito?

Antônio Carlos de Almeida Castro – Não sei. Não consigo entender como uma coisa tão urgente ainda não foi feita. A Polícia Federal foi muito prestativa. Mas agora é hora de o Ministério dos Direitos Humanos agir.  Nesses locais talvez se encontrem provas valiosas para a história do país. Revelações sobre corpos de pessoas cujos parentes até hoje não sabem o destino. É um apelo que faço à ministra Maria do Rosário e ao governo em geral. Que protejam urgentemente estes locais. Que façam buscas, enfim, que o Estado se mostre presente para evitar a destruição da história desse país. Não pode esse assunto já estar aí, na mídia, e os lugares permanecerem desprotegidos, à mercê da ação de criminosos que queiram desfazer provas do passado.

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Notas relacionadas:

  1. Ex-delegado do DOPS está disposto a confirmar à Comissão da Verdade assassinatos, atentados a bomba e incinerações de cadáveres durante a ditadura
  2. Ex-delegado do DOPS Cláudio Guerra confessa atentado contra jornal ‘O Estado de S.Paulo’
  3. Guerra sentiu-se constrangido ao denunciar Camilo Cola por assassinato
Autor: Tales Faria Tags: , , , ,

sexta-feira, 4 de maio de 2012 Brasil | 15:35

Guerra sentiu-se constrangido ao denunciar Camilo Cola por assassinato

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O jornalista Rogério Medeiros — um dos autores do livgro “Memórias de uma guerra suja” junto com o também jornalista Marcelo Netto — conta que o ex-delegado do DOPS Cláudio Guerra se sentiu constrangido ao denunciar o ex-deputado Camilo Cola, dono da Viação Itapemirim, pelo assassinato do jornalista José Roberto Jeveaux.

No livro, o ex-delegado afirma que Camilo Cola era um dos poucos financiadores das ações clandestinas da ditaura “que realmente acreditava que o regime militar iria durar para sempre”.

Veja o relato de Rogério Medeiros sobre o momento de decisão do ex-delegado a respeito do assunto:

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  1. Foto do enforcamento de Herzog foi manipulada
  2. Ex-delegado do DOPS está disposto a confirmar à Comissão da Verdade assassinatos, atentados a bomba e incinerações de cadáveres durante a ditadura
  3. Ex-delegado do DOPS Cláudio Guerra confessa atentado contra jornal ‘O Estado de S.Paulo’
Autor: Tales Faria Tags: , , , ,

Brasil | 08:12

Ex-delegado do DOPS Cláudio Guerra confessa atentado contra jornal ‘O Estado de S.Paulo’

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Dentre tantos assassinatos e atentados, o ex-delegado do DOPS Cláudio Guerra contou aos jornalistas Marcelo Netto e Rogério Medeiros, no livro “Memórias de uma guerra suja”, ter sido ele quem colocou o carro-bomba que explodiu no estacionamento do jornal “O Estado de S.Paulo”, em 14 de novembro de 1983.

Claudio Guerra diz ter mandado montar um Voyage numa oficina do Espírito Santo sobre chassis, motores e latarias de diferentes veículos, a fim de não ser identificado posteriormente. E que ele mesmo levou o carro até São Paulo.

O ex-delegado relata detalhes de como preparou a bomba:

“Usei um botijão de gás, um quilo de C4 na boca do botijão, e coloquei uma espoleta elétrica para funcionar como descarga do positivo com o negativo. O despertaror marcava a hora e liguei os fios nos ponteiros. Quando estes se encontrassem, fechariam os dois pontos positivo e negativo. Os ponteiros acionariam a espoleta e  descarga elétrica faria explodir o C4.”

Segundo o terrorista, a ordem que recebeu do coronel Freddie Perdigão e do comandante Vieira era tentar  “chamar atenção, fazer barulho, mas sem vítimas”.

Ele teria se hospedado em um hotel no Centro de São Paulo junto com uma agente do SNI de codinome Tânia, que se fingiu de sua mulher e o ajudou a levar o carro para o local.

“Aí aconteceu a explosão. foi aquele fogaréu. O fogo subiu. Houve danos, a parede queimou toda. O governo atribuiu o atentado à esquerda, mas alguns órgãos de imprensa já alertavam que poderia ser de autoria de grupos militares descontentes com o processo de abertura.”

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  1. Ex-delegado do DOPS está disposto a confirmar à Comissão da Verdade assassinatos, atentados a bomba e incinerações de cadáveres durante a ditadura
Autor: Tales Faria Tags:

quinta-feira, 3 de maio de 2012 Brasil | 18:59

Ex-delegado do DOPS está disposto a confirmar à Comissão da Verdade assassinatos, atentados a bomba e incinerações de cadáveres durante a ditadura

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O ex-delegado do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) do Espírito Santo Cláudio Guerra resolveu se esconder, a fim de evitar retaliações por suas revelações no livro “Memórias de uma guerra suja”, que, conforme antecipou ontem o iG, acaba de ser publicado pela editora Topbooks.

Em depoimento aos jornalistas Rogério Medeiros e Marcelo Netto, o ex-delegado contou detalhes de sua participação em vários crimes durante a ditadura militar. Incluindo o atentado contra o Riocentro, o assassinato de Alexandre Von Baugarten e incinerações e mortes de adversários do regime militar, bem como o nome de seus comparsas e dos mandantes dos crimes.

Em entrevista ao Poder Online, um dos autores do livro, Rogério Medeiros, diz que Cláudio Guerra está pronto para reaparecer, assim que for convocado a prestrar depoimento à Comissão da Verdade.

Aqui, Rogério fala como convenceu o ex-delegado a confessar seus crimes e da checagem dos dados publicados:

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