O advogado Luiz Flávio Borges D’Úrso (PTB) é o candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada por de Celso Russomano (PRB) para o comando da cidade de São Paulo.
Segundo a ser ouvido na série de entrevistas que Poder Online está publicando com os principais vices da disputa pela capital paulista, D’Urso afirma que a candidatura de Russomano já se caracteriza como “uma onda” e que “nem o Lula e nem ninguém ligado a qualquer candidato” conseguirá mais roubar votos de sua chapa.
Ele jura que não há qualquer pacto com o PSDB de José Serra, mas se nega a tecer comentários sobre a administração do atual prefeito, Gilberto Kassab (PSD). Aí, sim, admite um pacto entre ele próprio e o candidato Russomano.
Poder Online – O presidente do PTB, Campos Machado, sempre disse que o senhor só não seria candidato se não quisesse. Foi isso que aconteceu, o senhor desistiu?
Luiz Flávio Borges D’Úrso – Todos os partidos nos procuraram. O PSDB foi o primeiro, depois o PMDB, o Russomanno e por último o PT, quando a (Luiza) Erundina desistiu de concorrer. Perto da convenção,
Russomanno nos procurou novamente insistindo com a possibilidade de representarmos de fato o novo. Nos apresentou uma pesquisa interna mostrando o quanto nossa adesão faria a candidatura dele crescer. Não tinha problema nenhum em abrir mão por um projeto maior e que fosse melhor para o partido. Ir para o segundo turno com minha candidatura própria era algo muito mais difícil.
Poder Online — O líder do PSDB desrespeitou o tal pacto de não-agressão entre Russomanno e José Serra e comparou o candidato do PRB ao ex-presidente Fernando Collor. Como o senhor vê esse tipo de declaração?
Luiz Flávio Borges D’Úrso – Incontinência verbal. Tenho certeza que depois que ele fez essa declaração, se arrependeu.
Poder Online — Foi um desrespeito ao pacto de não-agressão, não foi?
Luiz Flávio Borges D’Úrso – Isso de pacto de não-agressão não existiu e já foi desmentido pelo Campos Machado. O que houve foi uma conversa no sentido de elevar o nível da campanha. Até porque não há porque ter um pacto desse tipo. Temos de poder por o dedo na ferida quando necessário e criticar, independente de amizade ou boa relação entre os adversários.
Poder Online — Marcos Pereira, presidente nacional do PRB, chegou a dizer que as denúncias que pipocam contra Russomanno só podem ter vindo ou do PT ou do PSDB, o senhor concorda com ele?
Luiz Flávio Borges D’Úrso – Não tenho elementos para dizer de onde vêm esses ataques mentirosos. Celso já disse que não conhece o Carlinhos Cachoeira e nem ninguém ligado a ele. São apenas tentativas de desestabilizar nossa campanha.
Poder Online — A entrada do Lula na campanha do Haddad a partir da liberação médica preocupa? O senhor acredita que Haddad pode roubar votos da sua chapa?
Luiz Flávio Borges D’Úrso – Não. Nem o Lula e nem ninguém ligado a qualquer candidato. O que existe hoje é uma onda, uma conjuntura política em São Paulo que permite nossa candidatura ter o crescimento que tem.
Poder Online — Há algumas semana a gestão Kassab coibiu a ação de entidades que distribuíam o sopão da madrugada a moradores de rua, o senhor é favorável a essa medida?
Luiz Flávio Borges D’Úrso – Não tenho me manifestado sobre medidas da Prefeitura e deixo que o Celso faça isso por nós, como combinamos, até para preservar nossa sintonia.
Poder Online — Por que isso?
Luiz Flávio Borges D’Úrso – Foi o que combinamos, já conversei com ele sobre algumas questões e ele falará sobre propostas de outros candidatos e medidas da prefeitura.
Poder Online — Mas o senhor não acha que o eleitor gostaria de saber o que o senhor pensa?
Luiz Flávio Borges D’Úrso – Penso o que o Celso pensa. A manifestação dele é a minha manifestação no que diz respeito à Prefeitura.
Poder Online — O que a Prefeitura deixou de fazer ou fez mal feito que pode ser corrigido pela sua chapa para melhorar a vida dos paulistanos?
Luiz Flávio Borges D’Úrso – No pontual o Celso responde. Genericamente acredito que há muito a fazer ainda.