
Lincoln Portela (Foto: Leonardo Prado/Agência Câmara)
Líder do PR na Câmara, o deputado Lincoln Portela afirmou que o partido é favorável ao afastamento do diretor executivo do Dnit, José Henrique Sadok de Sá, contanto que “justiça seja feita” caso as denúncias de corrupção não sejam comprovadas.
“A presidente tem esse estilo de afastar quando há suspeita, o que é bom. O que não pode acontecer é a pessoa ser execrada se não forem comprovadas as denúncias”, disse em entrevista ao Poder Online.
Sobre a recondução de Luiz Antonio Pagot ao cargo, Portela reafirmou que a decisão é da presidenta, mas admitiu a possibilidade de ele pedir demissão: “Ele pode pedir demissão também. Na semana passada, ele falou que queria ficar no cargo, mas pode acontecer de ele mudar de ideia”.
Poder Online: O que o senhor acha da decisão do governo de também afastar o Sadok do Dnit?
Lincoln Portela: A presidente tem toda a competência para afastar quem ela quiser quando tiver dúvidas em relação a denúncias. Que seja investigado. Agora, se não for encontrado nada, que justiça seja feita. A presidente tem esse estilo de afastar quando há suspeita, o que é bom. O que não pode acontecer é a pessoa ser execrada se não forem comprovadas as denúncias.
Poder Online: E como fica o partido com o afastamento de mais um integrante do Dnit?
Lincoln Portela: O PR é totalmente a favor da investigação, tanto que, quando começaram as denúncias, fomos nós que convidamos o Nascimento e o Pagot para prestar esclarecimentos.
Poder Online: O fato de Pagot continuar na pasta não pode aumentar a crise? Novas denúncias estão surgindo…
Lincoln Portela: É da competência da Dilma reconduzi-lo ou não ao cargo. Agora, estamos num estado democrático de direito, onde a presunção de inocência é constitucional. A gente sabe que tem interesses mil por trás dessas denúncias, por isso é importante ter cuidado. Até agora, nenhuma das denúncias foi comprovada.
Poder Online: Ou seja, o senhor defende que o Pagot continue na pasta, já que as denúncias contra ele não foram comprovadas?
Lincoln Portela: Veja só, não estou defendendo que ele fique nem que saia. Isso é algo que a presidente vai definir. Ela pode dizer que não viu nenhuma corrupção, que nada foi comprovado, mas prefere que ele saia por achar que não é conveniente continuar à frente do órgão. E, de repente, ele pode pedir demissão também. Na semana passada, ele falou que queria ficar no cargo, mas pode acontecer de ele mudar de ideia. O Nascimento, por exemplo, foi quem pediu demissão.
Poder Online: Se o Pagot for demitido, o PR já tem um nome para indicar ao cargo?
Lincoln Portela: O PR neste momento não está fazendo nenhuma indicação.
Poder Online: Como estão as relações entre o partido e a presidenta Dilma?
Lincoln Portela: Nunca tive problema com a presidente, apenas discordei dos métodos do Planalto na indicação do Paulo Sérgio. Estamos há dezesseis anos neste projeto político, e vamos continuar nele. Mas o fato de sermos da base não significa que precisamos dizer “amem” para tudo.