Presidente nacional do PV, José Luiz Penna conta que, em reunião realizada no final de semana passado o PV definiu que terá candidaturas próprias em todos os âmbitos em 2014.
Para a disputa da presidência, Penna reforça o nome de Fernando Gabeira. Ele não deixou, entretanto, de fazer uma crítica à antecipação do processo eleitoral.
O dirigente do PV falou sobre a candidatura do partido em São Paulo e disse que a ideia é ter um candidato própria, mas admitiu que ainda não tem um nome consolidado para a disputa.
O deputado federal José Luiz Penna, presidente nacional do PV, diz que o partido terá candidatura própria ao governo do Estado de São Paulo em 2014.
O PV é da base do governador Geraldo Alckmin (PSDB), mas Penna diz que não há compromisso de apoio ao tucano para a disputa eleitoral paulista.
No âmbito municipal, o PV paulistano se coloca como independente na Câmara Municipal, mas tem representante no secretariado de Fernando Haddad (PT), com Ricardo Teixeira no Verde e Meio Ambiente.
O vereador Gilberto Natalini (PV), opositor declarado do prefeito eleito Fernando Haddad (PT), reafirma que mesmo a adesão de um correligionário para o lugar de Roberto Tripoli (PV) na secretaria do Verde e Meio Ambiente não significa apoio formal do PV.
Natalini diz ter conversado com o presidente nacional do PV, José Luiz Penna, e ter recebido como resposta que a posição do partido é de não compor a base de Haddad e nem participar de seu governo.
Entretanto, o anúncio de Ricardo Teixeira (PV) para ocupar a vaga aberta pelo desistente Tripoli, recoloca um Verde na gestão de Haddad.
Perguntado se isso não significava adesão ou incoerência diante da orientação partidária, Natalini disse que se trata de uma decisão pessoal de Teixeira, para em seguida admitir em tom crítico:
– Acho que a posição (do PV) é muito frouxa, mas respondo por mim – afirmou o vereador.
O deputado federal José Luiz Penna, presidente nacional do PV, garantiu que o partido não pediu nenhum cargo a José Serra (PSDB) em troca da aliança em São Paulo.
Apesar do esforço em deixar claro que a aliança é baseada em questões programáticas, Penna admitiu que o partido deverá discutir questões de governo, mas somente depois da eleição.
Penna disse ainda que o PV não pediu coligação proporcional e que terá lista própria de vereadores para a disputa municipal em São Paulo.
Sobre a tentativa dos partidos médios na Câmara de construir uma proposta comum para a reforma política, o presidente nacional do PV, deputado José Luiz Penna (SP), afirmou que o principal ponto de convergência é em relação ao tempo de televisão:
– Todos concordam que esse tempo precisa ser redistribuído de acordo com o desempenho estadual. É a nossa cláusula pétrea, afinal, dinheiro vai embora. Mas tempo de TV não — disse ao Poder Online.
O presidente nacional do PV, deputado José Luiz Penna (SP), negou ao Poder Online que o partido vá se incorporar à base do governo no Congresso, mas admitiu uma aproximação:
José Luiz Penna (Foto: Wilson Dias – ABr)
Poder Online — É verdade que o PV vai romper o bloco parlamentar que forma com o PPS na Câmara?
José Luiz Penna – Não é bem assim. Desde que montamos o bloco, nós e o PPS sabíamos que o fazíamos para efeito de contagem de espaço nas comissões. Nunca foi um bloco ideológico. Hoje, estou trabalhando para uma ampliação deste bloco. Quem sabe podemos reeditar o chamado Bloquinho, que mantivemos em legislaturas passadas com o PDT, o PCdoB, o PSB e o próprio PPS?
Poder Online — E vocês passariam a integrar a base governista?
José Luiz Penna – Não necessariamente. Cada partido ficaria com sua posição em relação ao governo. A nossa não seria de oposição, mas também não é a de adesão, cargos, essas coisas. Continuaríamos independentes, mas não isolados.
Poder Online — Como assim?
José Luiz Penna – O isolamento no bloco com o PPS não foi bom. Veja o caso da derrota flagrososa que tivemos na votação do Código Florestal na Câmara. Foram 400 votos contra a preservação do meio ambiente. Isso não foi bom para o PV, nem para o país. Creio que se tivéssemos num bloco mais amplo, dialogando melhor com os partidos da Casa, e com o governo de alguma forma, teríamos tido um resultado bem melhor. Em benefício do meio ambiente e do país.
O presidente nacional do PV, José Luiz Penna (SP), disse ao Poder Online que os verdes se reunirão com a bancada do PPS para discutir o bloco formado pelas duas legendas na Câmara.
– Esse foi um casamento por interesse, onde cada partido tem suas namoradas. Talvez, teremos de conversar para morarmos em casas separadas — afirmou.
Questionado sobre como ficará a relação entre as siglas caso a ex-senadora Marina Silva aceite o convite de ir ao PPS, Penna não hesitou em responder:
O PV lançará hoje, às 15h, no Salão Nobre da Câmara, a revista Pensar Verde, organizada e editada pela Fundação Verde Herbert Daniel.
A revista traz artigos sobre as mudanças no Código Florestal, a matriz energética brasileira e a reforma política, escritos por figuras históricas do partido como o presidente nacional José Luiz Penna e o presidente do PV no Rio de Janeiro, Alfredo Sirkis.
A ex-senadora Marina Silva (AC) também foi convidada a escrever um texto para a revista. Recusou o convite.
Penna (à direita) ao lado de Marina Silva, com Zequinha Sarney ao fundo, durante reunião da Executiva Nacional do PV quando Marina era candidata (Foto: Marcello Casal / ABr)
O presidente nacional do PV, deputado José Luiz Penna (SP), tem evitado falar com a imprensa sobre a ameaça de a candidata do partido à Presidência da República nas últimas eleições, Marina Silva, deixar a legenda.
Mas Penna foi surpreendido pelo Poder Online no plenário da Câmara ontem à noite:
Poder Online — E aí, deputado, como vai ficar a questão Marina Silva?
José Luiz Penna — Olha, tenho evitado falar sobre este assunto. Não quero polemizar.
Poder Online — Mas os aliados da Marina dizem que o senhor não faz nenhum gesto para ela permanecer. Que isto é uma forma de tirá-la do partido.
José Luiz Penna — Não tenho nenhum interesse em que a Marina deixe a legenda. Mas não dá também para entregar tudo da forma como ela quer. Ela está simplesmente pedindo a minha cabeça publicamente.
Poder Online — Ela cobra a realização de uma convenção para eleger um novo presidente. Se o seu grupo é mais forte dentro do partido, por que não faz a convenção e simplesmente derrota o grupo dela?
José Luiz Penna — Nós não queríamos nenhum embate. Estávamos conversando, negociando, discutindo uma forma de caminharmos juntos, quando veio a público essa ameaça.
Neste momento, o líder do PV na Câmara, Sarney Filho (MA), passa por Penna e o cumprimenta:
Sarney Filho – Força, meu amigo! Um repórter me procurou para falar da Marina e eu disse que sou apenas líder da bancada. Falo pela bancada. Quanto às questões partidárias, mandei ele procurar por você.
José Luiz Penna — Eu não estou falando.
Sarney Filho – Faz muito bem. A única coisa que eu disse é que tem muita gente esticando esta corda desnecessariamente. Eles é que estão esticando.
José Luiz Penna — Também acho. Mas vamos ver como isso acaba…
Fernando Gabeira e Marina Silva (Foto: Leonardo Soares/AE)
Candidato do Partido Verde a governador do Rio nas últimas eleições, o ex-deputado Fernando Gabeira ainda não sabe se seguirá com Marina Silva para fora da legenda.
Procurado pelo Poder Online para falar se também sai do partido, Gabeira respondeu:
– Eu ainda estou tentando uma conciliação. A Marina nos deu uma semana. Por mim, não haveria essa briga entre ela e a direção nacional do partido. Vamos ver se conseguimos que o Penna (José Luiz Penna, presidente nacional do PV) que ele marque uma convenção até o final do ano…
Na conversa com o deputado Alfredo Sirkis (PV-RJ), na noite de ontem, a ex-senadora Marina Silva aceitou adiar para a próxima semana o anúncio oficial de sua saída do PV, mas deixou claro que não vê a menor chance de continuar.
Motivo: Marina não tem notado interesse no grupo do presidente do partido, José Luiz Penna, de negociar uma solução para que ela permaneça na legenda.
A propósito: o lançamento em Brasília do livro de Alfredo Sirkis O Efeito Marina será na próxima terça-feira, e não amanhã, como havia sido publicado ontem na entrevista do deputado ao Poder Online.
Alfredo Sirkis com Marina Silva e o deputado Sarney Filho em entrevista coletiva de imprensa na Câmara sobre a votação do Código Florestal (Foto: Renato Araújo / Abr)
O deputado federal Afredo Sirkis (PV-RJ) lança nesta terça-feira, às 19h, no restaurante Carpe Diem, em Brasília, o livro O Efeito Marina, que conta os bastidores da campanha à Presidência da República da candidata ícone dos ambientalistas.
Em entrevista ao Poder Online, Sirkis afirma que Marina ainda pode permanecer no partido, embora muitos de seus aliados já não vejam chances.
Militante histórico do PV e um dos maiores aliados de Marina, o deputado publicou em seu blog na internet um manifesto que entregou ao presidente do PV, deputado José Luiz Penna (PV), com as condições impostas pelo grupo para permanecer na legenda. Entre estas condições, estão:
Realização de uma Convenção até o final do ano para escolha do novo Conselho Nacional do partido; mandato máximo de dois anos para presidente do PV (Penna tem 12 anos como presidente); proibição de prorrogação de mandatos pela Executiva; e formação de uma Comissão de Conciliação para o processo de transição composta pelo próprio Penna, por Marina Silva, Sirkis, e quatro coordenadores nacionais da legenda.
Poder Online – São condições difíceis de serem aceitas por quem controla o partido há tanto tempo, como o Penna.
Alfredo Sirkis – Não vejo assim. O Penna tem sua importância e representatividade no partido e tem como mantê-las. Não há ali nada que o ameace de imediato. Mas o PV não pode abrir mão de incorporar mecanismos democráticos de convívio partidário. Precisamos apenas do compromisso de que alguém será eleito pela Convenção no final do ano. Pode ser por consenso, pode ser numa disputa transparente, mas temos que nos arejar.
Poder Online – Os jornais disseram que Marina deixaria o partido na semana que passou. Agora estão dizendo que será na terça-feira. Afinal ela sai ou não sai?
Alfredo Sirkis – Todo nosso grupo pode sair. Mas não creio que a Marina saia tão rapidamente assim.
Poder Online – Mas há declarações de gente muito próxima a ela dizendo que não há mais clima.
Alfredo Sirkis – Pois é. Tem gente em torno da Marina forçando muito a barra. Passando como coisa definitiva o que ainda está em processo de discussão.
Poder Online –Como assim?
Alfredo Sirkis – Há todo um ritual nessas coisas. A Marina ainda não discutiu com todo o grupo. Ela ainda vai conversar comigo e tem que conversar com outros nomes, como o Fernando Gabeira, que foi candidato ao governo do Rio, com o Sérgio Xavier (secretário do Meio Ambiente de Pernambuco que também foi candidato a governador). Enfim, tem todo um ritual que ela própria estabeleceu…
Poder Online – Mas sai ou não sai?
Alfredo Sirkis – Acho que ainda há chances dela permanecer. Embora sejam muito tênues. Mas antes temos que esgotar todas as possibilidades de negociação. Não pode ser uma coisa apressada, nem impensada.
Veja abaixo o vídeo que Sirkis preparou sobre o livro. Será que terão o mesmo charme uma nova campanha de Marina sem a sigla PV e do PV sem a imagem de Marina?
A votação do novo Código Florestal pelo Congresso está servindo para amenizar a briga interna no PV entre os grupos de Marina Silva e do presidente do partido, José Luiz Penna.
O que mais se viu no Congresso, nos últimos dias, foi o líder do partido, Zequinha Sarney (MA) – que é ligado à turma de Penna – trocando figurinhas com Alfredo Sirkis (PV), coordenador da bancada de Marina Silva.
É que ou Marina, Penna & Cia se juntavam na briga para adiar a votação da matéria — o que conseguiram em parte — ou eram atropelados pelos ruralistas e pelo relator do projeto, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP).
Aldo e seu aliados já prometeram votar o texto várias vezes e voltarão à carga nesta semana.
O deputado federal Alfredo Sirkis é (PV-RJ) é o ponta de lança da ex-senadora Marina Silva na disputa interna por mudanças no Partido Verde, contra o grupo do presidente da legenda, o deputado José Luiz Penna.
Para Sirkis, a presença de Marina no programa de TV ontem à noite, durante o horário de propaganda gratuita do partido, não foi nenhuma “forçada de barra” a fim de se tentar demonstrar unidade.
– A verdade é que nós estamos nos acertando mesmo. Estamos próximos de um acordo para realizar a convenção ainda neste ano — explica o deputado.
Fernando Gabeira e Marina Silva (Foto: Leonardo Soares/AE)
Embora Marina Silva esteja percorrendo o país pregando mais democracia para o PV, por enquanto a executiva do partido não dá sinais de que vá antecipar a escolha de um novo presidente para a legenda, sob o comando do deputado José Luiz Penna há 12 anos.
A eleição da nova executiva, que estava prevista para acontecer neste ano, foi adiada para 2012, para desespero de Marina e alguns de seus aliados na sigla.
Na cúpula do partido, há quem diga que o confronto só começou porque o deputado Alfredo Sirkis não está suportando a ideia de, pela primeira vez, ter sido contrariado.
Depois de reuniões separadas no fim de semana, o embate no PV dá sinais de alguma possibilidade de acordo. Um grupo trabalha pelo diálogo. A ideia é construir um calendário sem beneficiar o presidente da legenda, deputado José Luiz Penna, nem o grupo de Marina Silva.
Só para lembrar o primeiro quer permanecer na presidência até 2012 enquanto a ex-senadora luta para uma renovação do comando da legenda já em agosto.
Verdes da cidade de São Paulo ligados ao presidente do PV, deputado José Luiz Penna, marcaram para o próximo sábado a reunião geral do conselho político da capital.
Eles estão convocando a militância para “dar continuidade ao processo democrático” do partido. O ato foi marcado no mesmo dia e horário da próxima reunião do grupo de Marina Silva, em São Paulo, para discutir a renovação do PV.
Agora há pouco, a mulher de Penna, Patrícia, postou, em sua página no Facebook, o convite para a reunião com a seguinte mensagem: “Este sim vale a pena! Este sim é democrático.”
Clarissa Oliveira é diretora da sucursal do iG em Brasília. Ingressou na empresa em 2010, como editora de Política. Antes disso, trabalhou como repórter de Política e Economia em grandes redações do País.