A atuação da deputada Rose de Freitas (PMDB-ES) na condução da sessão que aprovou a urgência para a votação do veto à distribuição de royalties ascendeu a luz amarela na campanha do líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), à Presidência da Casa.
A avaliação interna é de que Rose perdeu votos em seu estado, mas se cacifou na disputa para a Presidência da Casa, agradando a maioria dos deputados que são de estados não produtores.
Diante da sensação de crescimento do nome de Rose, após a sessão, principalmente entre os deputados do chamado “baixo clero”, o líder do PMDB decidiu viajar a todos os estados no mês de janeiro.
Ele não terá recesso. O líder vai almoçar em um estado e jantar em outro.
A ideia é visitar todos os estados em pelo menos quatro viagens no fim de semana, fazendo reuniões políticas em busca de apoio.
Alves é o candidato do acordo entre PT e PMDB, firmado com apoio da presidenta Dilma Rousseff.
Esse acordo garante ao PMDB a presidência das duas casas no próximo ano.
Já Rose lançou sua própria candidatura sem apoio da cúpula do partido.
Na semana passada, ela foi acusada pela bancada do Espírito Santo de ter traído o interesse dos capixabas na questão dos royalties ao não suspender a tumultuada sessão.
Antes da atuação de Rose na tumultuada sessão dos royalties, uma pesquisa feita pelo também candidato Júlio Delgado (PSB-MG) ouviu 401 deputados e apontou Henrique Eduardo Alves em primeiro lugar com 160 votos.
Segundo esse levantamento, Delgado ficou em segundo, com 90 votos, e Rose em terceiro, com 70 votos.
Os que ainda não haviam decidido somavam 81 votos.