‘Acúmulo de funções de Afif pode não ser ilegal, mas não é ético’, diz Dallari
Na avaliação do jurista Dalmo Dallari, a decisão do vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, de acumular seu posto atual com o de ministro no governo Dilma não infringe a Constituição do Estado, mas não deixa de configurar uma decisão “imoral” diante da incumbência que lhe foi dada pelo eleitorado paulista.
Brasil Econômico: ‘Eu tive voto, fui eleito’, diz Afif
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Em meio à polêmica sobre o acúmulo de funções, Afif afirmou em entrevista ao colunista Pedro Venceslau, do Brasil Econômico, que não tem planos de renunciar: “Eu tive voto, fui eleito”, afirmou. Afif toma posse nesta quinta-feira como ministro da recém-criada Secretaria da Micro e Pequena Empresa.
Segundo Dallari, um vice tem obrigação de estar preparado para assumir o mandato a qualquer momento e, para tanto, tem que estar próximo da tomada de decisões no Estado e de todos os acontecimentos relacionados à administração estadual.
“É absolutamente inadequado. A atitude correta seria ele renunciar ao mandato. Na minha avaliação, o acúmulo de funções pode não ser ilegal, mas não é ético”, acrescenta o jurista. “
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