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Posts com a Tag Economia

quarta-feira, 2 de maio de 2012 Governo | 06:11

Dilma tenta usar a economia para se sobrepor à CPI do Cachoeira

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Apesar do  feriadão do Dia do Trabalho, a expectativa em Brasília não é de Congresso parado esta semana.

O plenário pode até não encher, mas os presidentes da Câmara, Marco Maia (PT-RS), e do Senado, José Sarney (PMDB-AP), acham que dá para tentar votar algumas medidas provisórias que estão obstruindo a pauta.

A presidenta Dilma Rousseff convocou reunião com os líderes governistas e o ministro da Fazenda, Guido Mantega , para hoje mesmo.

Quer colocar a pauta econômica no centro das discussões, disputando espaço e mídia com o imbroglio da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira.

Os temas prioritários para o Palácio são a continuidade da queda de juros e a votação das novas regras de cobrança do ICMS sobre vendas na internet, assim como o fim da chamada guerra dos portos.

Os coordenadores políticos do Planalto avaliam que, se conseguirem colocar esses assuntos na ordem do dia, a CPI do Cachoeira correrá sem atingir a popularidade do governo.

Notas relacionadas:

  1. Dilma conta com Lula para domar o PT
  2. Dilma e Lula estão combinados na estratégia do governo para a CPI
  3. Ministério dos Transportes divulga todos os contratos com a Delta Engenharia
Autor: Tales Faria Tags: , , , , , ,

domingo, 13 de novembro de 2011 Congresso | 06:04

Emendas de iniciativa popular devem ser a grande novidade do Orçamento da União para 2012

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Arlindo Chinaglia (Foto: Reinaldo Ferrigno/Agência Câmara)

Relator-geral do Orçamento no Congresso, o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) sofreu pressões de todos os lados. Mas conseguiu aprovar um relatório preliminar sem estabelecer valores ou percentuais para reajuste do Judiciário e das aposentadorias — que serão negociados pelo Executivo.Ou seja, mantendo ao máximo a política de ajuste fiscal.

O relatório preliminar trouxe, no entanto, uma grande inovação: a criação das chamadas emendas de iniciativa popular.

Chinaglia reservou R$ 2,6 bilhões do Orçamento da União — que totaliza R$ 1,6 trilhão — para serem distribuídos entre os municípios de até 50 mil habitantes. São 4.953 cidades  que abrigam 60 milhões de brasileiros e receberão entre R$ 300 mil e R$ 600 mil  (veja a lista aqui).

A indicação da aplicação destas emendas será feita em audiência pública nas câmaras de vereadores, com participação da Prefeitura e da população. A emenda deverá ser enviada por Sedex à Comissão de Orçamento, com data de postagem até o dia 10 de dezembro.

No parecer original, Chinaglia havia proposto um conjunto de ações que poderiam ser financiadas por essas emendas. Mas os líderes partidários e os membros da comissão decidiram que essas emendas só podem destinar recursos à saúde. Se não houver reunião nos municípios, o dinheiro vai para a saúde básica.

Em entrevista ao Poder Online, Chinaglia afirma, no entanto, que o aumento de verbas para a saúde não acaba com a necessidade de aprovação da chamada Emenda 29, que estabelece um limite mínimo de recursos a serem aplicados na área de saúde.

Poder Online — Essa proposta de emenda de iniciativa popular ao Orçamento é quase aquela ideia da renda básica da cidadania que defende o senador Eduardo Suplicy (PT-SP). Mas voltada para os municípios e não para o indivíduo. As pequenas cidades passam a ter direito a emendas do Orçamento, mesmo sem padrinhos políticos. Isso não gerou muita resistência?

Arlindo Chinaglia – Gosto dessa comparação: uma renda básica da cidadania para os municípios. De fato, é uma forma de democratizar as emendas do Orçamento. Mas eu não diria que gerou tanta resistência, até porque foi aprovada.

Poder Online — Mas sua proposta original era  que os municípios decidiriam onde aplicar as emendas e, para aprovar o relatório, o senhor teve que ceder.

Arlindo Chinaglia – Faz parte da negociação política. O que importa é que estamos abrindo o caminho para os cidadãos de cada município se reunirem e discutirem o Orçamento. Isso vai aumentar até mesmo o entendimento sobre o nosso papel aqui no Congresso, quando discutimos emendas ao Orçamento. E acabou ficando acertado que os recursos da emenda de iniciativa popular vão para a área de saúde, o que é um excelente começo.

Poder Online — Essas emendas de iniciativa popular destinam mais R$ 2,2 bilhões para a saúde em 2012. Somando-se aos R$ 1,8 bilhão acrescidos às emendas dos parlamentares também para essa área, a saúde ficou com R$ 83 bilhões. Dá mais dos que os R$ 79 bilhões estabelecidos pela chamada Emenda 29, se ela for aprovada pelo Congresso. Seu relatório é uma forma de não precisar mais da Emenda 29?

Arlindo Chinaglia – De forma alguma. Continuo defendendo a aprovação da Emenda 29. Primeiro, porque esses R$ 83 milhões dependerão da execução orçamentário. Se o governo não quiser, não executa. Já a Emenda 29 estabelece um mínimo a ser executado, e ainda garante a origem dos recursos. O Brasil precisa cuidar da saúde de seu povo. Há carências enormes nessa área que ainda precisam ser cobertas. E meu relatório não se choca de modo algum com a Emenda 29. Eu diria que são coisas complementares.

Poder Online — E a questão macroeconômica? Com que parâmetros o sr. pensou o Orçamento de 2012. Como estará o país?

Arlindo Chinaglia – Usei números do próprio site do Banco Central, que estimava uma inflação de 6,2% para 2012. Se for assim, o salário mínimo deve ficar em R$ 622,20. Não cheguei a analisar, no relatório, a crise internacional. Mas creio que esta crise deve perdurar, e é natural que o mundo todo sofra com ela. Mas creio que os países emergentes, os BRICs (Brasil, Rússia, índia e China), sofrerão menos do que a Europa, por exemplo. Então, tenderemos a aumentar nossa fatia no comércio internacional.

Poder Online — O sr. aumentou a previsão de arrecadação?

Arlindo Chinaglia – A Comissão aprovou o relatório de reestimativa da receita da União que elevou a arrecadação em R$ 26,1 bilhões, totalizando, em termos líquidos, R$ 937,8 bilhões, contra R$ 911,7 bilhões previstos inicialmente pelo Executivo na proposta orçamentária.

Poder Online –  Pois é. Sempre ocorre isto. O governo manda uma estimativa, o Congresso aumenta e, depois, o governo contigencia, ou seja, não aplica tudo que o Congresso determinou.

Arlindo Chinaglia – É… Primeiro, porque o governo fecha seus cálculos no meio do ano e o Congresso, mais para o final. Depois, porque faz parte do jogo: o governo sempre quer segurar os gastos, daí trabalhar inicialmente com uma arrecadação menor. Mas, historicamente o Congresso tem acertado mais.

Notas relacionadas:

  1. Parlamentares detectam desvio no Orçamento
  2. Renúncia do relator do Orçamento é prevista para hoje
  3. Governistas emperram votação do Orçamento por emendas do Turismo
Autor: Tales Faria Tags: , , , , ,

segunda-feira, 1 de novembro de 2010 Eleições | 00:04

Mercadante: acertar o câmbio é medida mais urgente

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“No mundo inteiro o câmbio é sujo”, disse o senador Aloizio Mercadante ao Poder Online, agora há pouco, enquanto esperava Dilma Rousseff para o primeiro pronunciamento público da presidenta eleita logo após saber o resultado da eleição.

Na linguagem dos economistas, “câmbio sujo” quer dizer que não é um câmbio fixo,  mas que sofre alguma interferência do governo. É flutuante, mas administrado.

Para Mercadante, a questão da sobrevalorização do real em relação ao dólar é um dos assuntos mais urgentes a serem tratados pela nova presidenta.

Derrotado na disputa para o governo de São Paulo, Aloizio Mercadante deixa o Senado em janeiro. Volta a ser o que sempre foi: um economista. Não se sabe se será ministro ou deixará de ser. Ele próprio se nega a comentar o assunto.

Mas, como economista, naturalmente, suas opiniões continuarão a ter importância tanto no seu partido como no governo.

Notas relacionadas:

  1. Mercadante quer “Dia de mobilização” na sexta-feira 13
  2. Câmbio, previdência e tributos são tabus para os candidatos
  3. E Mercadante foi, de fato, excluído
Autor: Tales Faria Tags: , , , , ,

segunda-feira, 23 de agosto de 2010 Eleições | 20:35

O grau de utilidade de Palocci e a vontade de Dilma

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Antônio Palocci

Os petistas mais próximos à candidata a presidente, Dilma Rousseff, já detectaram: quanto mais a imprensa publica notícias sobre supostas mudanças na política economia, maior é a necessidade da presença do ex-ministro Antônio Palocci na campanha e no futuro governo, caso o PT vença a eleição.

O problema é que Palocci e Dilma têm, cada vez mais, noções bem diferentes da economia. Hoje, depois da manchete do jornal Folha de S. Paulo, passaram a ter ainda mais divergências.

Há quem aposte que Palocci atingiu – na visão de Dilma – um grau de desutilidade. Isso para ficar só no campo dos conceitos econômicos.

Notas relacionadas:

  1. A diferença que Palocci faz
  2. Dilma, Palocci e esse negócio de ler semblante
  3. Palocci e Teixeira, disputa de poder na campanha de Dilma
Autor: Jorge Félix Tags: , , ,

terça-feira, 1 de junho de 2010 Eleições | 05:22

Mendonça de Barros: Carta ao povo brasileiro já era

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A política regulatória, a privatização e a redução dos gastos públicos. Esses são os três pontos principais apontados pelo ex-ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros que integram a agenda econômica do país.

Segundo Mendonça, o PT está tocando a campanha presidencial sem dizer qual será a política para esses temas:

- O que estamos assistindo é um discurso que reedita a Carta ao Povo Brasileiro de 2002. E ela serviu para aquela época, aquela economia. A realidade agora é outra – disse Mendonça ao Poder Online.

Notas relacionadas:

  1. Bolsa Família não alavanca Mercadante
  2. Cristovam agradece a Marina
  3. Por outro lado…
Autor: Jorge Félix Tags: , , , , , ,

Eleições | 05:21

Por outro lado…

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Por outro lado, Luiz Carlos Mendonça de Barros faz as contas. Outro dia, calculou quantos salários mínimos eram necessários para pagar a prestação de um carro popular novo em 2000 e em 2010.

Resultado: 13 contra 4, respectivamente.

Conclusão: ponto para o governo Lula.

Autor: Jorge Félix Tags: , , ,