No rastro de Cachoeira
Quem considerou melancólico o balanço da CPI do Cachoeira pode estar enganado.
É que enquanto deputados e senadores travaram uma longa queda de braços sobre o indiciamento (ou não) dos personagens, o Ministério Público Federal e a Polícia Federal receberam mastigadas todas as quebras de sigilos bancário, telefônico e fiscal dos principais alvos da CPI, incluindo os de Fernando Cavendish, o dono da Construtora Delta.
Discretamente, como se recomenda em qualquer investigação séria, o MP e PF estão cruzando dados e seguindo o rastro de dinheiro que saiu dos cofres públicos, entrou na contabilidade da Delta, foi repassado para outras empresas e, destas, para outros endereços em forma de propina ou doações ocultas para campanhas eleitorais.
A investigação será reforçada com o relatório paralelo feito do senador Alvaro Dias (PSDB-PR), que lista mais de 60 empresas que não aparecem no relatório do deputado Odair Cunha (PT-MG).
Deve sair daí algumas informações relevantes sobre as quais o bicheiro Carlinhos Cachoeira insinuou ser o guardião quando se declarou o “Garanta Profunda” do PT.
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