Crônica de um conflito anunciado
A decisão do ministro Celso de Mello, pela cassação automática do mandato dos deputados João Paulo Cunha (PT-SP), Valdemar da Costa Neto (PR-SP) e Pedro Henry (PP-MT), vai cair no colo do futuro presidente da Câmara.
O atual, Marco Maia (PT-RS), vai detonar a interferência do Supremo Tribunal Federal até o dia 31 de janeiro e avisou, através de sua assessoria, que manterá as posições já anunciadas: não acatará a ordem de cassação do Supremo.
O problema é que a medida só será cumprida depois que a sentença do mensalão transitar em julgado, ou seja, no mínimo daqui a seis meses.
A menos que o STF decida até quarta-feira pela prisão dos deputados condenados, não haverá este ano efeito prático da medida.
O resultado pela cassação ficou em cinco a quatro com o previsível voto de Celso de Mello. Já recuperado da gripe que adiou a decisão por uma semana, o ministro disse agora há pouco que a Câmara terá de respeitar a decisão e considerou “inaceitável” qualquer desobediências.
Estão criadas as condições para a crise institucional cujas consequências são imprevisíveis.
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Autor: Vasconcelo Quadros Tags: Câmara, cassação de mandatos, Celso de Mello, Marco Maia, mensalão

