Advogado da União no páreo para STF
Caso a presidente Dilma Rousseff opte por recorrer a “prata da casa” para a vaga do presidente do Superior Tribunal Federal, Ayres Brito – que se aposenta no próximo dia 18 -, um dos cotados é o chefe da Advocacia-Geral da União, Luís Inácio Adms.
Em alta no Palácio do Planalto pelos pareceres jurídicos que têm amparado as decisões mais importantes da presidente, Adms também já teve seu nome na lista dos sucessores da ministra Gleisi Hoffmann, que deve deixar a Casa Civil na reforma para cuidar do PT do Paraná.
A hipótese Adms será descartada caso a presidente insista num perfil essencialmente técnico, como fez ao preencher a vaga do ex-ministro Cezar Peluso.
O futuro ministro Teori Zavascki foi indicado para o Superior Tribunal de Justiça por Fernando Henrique Cardoso e confirmado por Lula pelo notório saber jurídico, mesmo perfil que levou Dilma a nomeá-lo para o STF.
Outro nome cotado na bolsa de apostas é o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. A chance de mais um integrante do governo ascender ao Supremo é agora.
As outras vagas de aposentadoria por idade só se abrirão num eventual segundo mandato de Dilma. Isto, a menos que o decano Celso de Mello, que completa 70 anos em novembro de 2016, antecipe mesmo a sua aposentadoria.
Os ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Ricardo Lesandowski e Zavascki só deixam compulsoriamente a Corte em 2018.
Quem baterá recorde de tempo no poder é Dias Toffoli, que é ministro desde 2009 e tem ainda 25 anos de mandato pela frente. Egresso do PT e muito próximo de José Dirceu, fez parte da cota de Lula.
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