
O ministro Antônio Palocci (Foto: Wilson Pedrosa/AE)
Como adiantou Poder Online, ontem, o ministro Antônio Palocci, em sua defesa de hoje no Jornal Nacional, insistirá na confidencialidade e, de jeito nenhum, aceita revelar seus clientes.
O motivo é uma forte pressão dessas empresas – bancos, indústrias e gigantes de setores de infra-estrutura – que, nos últimos dias, vivem o risco de envolvimento de suas marcas no caso do enriquecimento do mais novo Guliver da política.
Os mais próximos ao ministro, aqueles que acompanham a montagem de sua defesa, sabem que os clientes se confundem com os financiadores clássicos de campanha e, se revelados, temem retaliação ou em futuros governos – não petistas – ou em governos estaduais de oposição ao PT, nos quais tocam investimentos de monta.
Um dos interlocutores de Palocci chegou a citar, em conversa com o Poder Online, o artigo do advogado José Roberto Batochio publicado segunda-feira na Folha de S. Paulo, no qual o criminalista relaciona os artigos do Código Penal nos quais Palocci estaria submetido caso quebrasse o sigilo empresarial. Segundo este petista, tudo faz parte da pressão sobre o ministro.
Essas empresas, lembre-se, tradicionalmente, tomam sempre o cuidado de distribuir seus recursos às campanhas eleitorais de vários partidos para manter uma certa isonomia na praça. Se Palocci falar tudo, deixará algumas delas em situação de constrangimento.