Sérgio Guerra e José Serra (Foto: Marcos Brandão/ObritoNews)
O presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, e o tucano José Serra deixaram as intrigas de lado e almoçaram e jantaram juntos no último domingo em Nova York.
Os dois estavam brigados desde a visita de Serra ao Senado, quando ele acusou Guerra de tentar impedi-lo de assumir o comando nacional do partido.
Nesta manhã, o assunto de grande parte dos tucanos era a passagem do senador eleito Aécio Neves (PSDB-MG) por São Paulo.
A avaliação de parlamentares é que Aécio deu todos os sinais de que só não encontrou José Serra porque não quis. Foi o primeiro movimento do mineiro no tabuleiro da disputa da presidência do PSDB, pleiteada pelo ex-governador paulista.
A propósito, a entrevista de Aécio Neves ao programa Roda Viva, da TV Cultura, desagradou o Palácio dos Bandeirantes – ainda ocupado por Alberto Goldman, vice de Serra.
O PSB tenta convencer o deputado Ciro Gomes (CE) a aceitar a indicação do partido para a vaga de representante brasileiro no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
Caso Ciro encampe a ideia e Dilma Rousseff formalize o convite, ele terá que morar na sede da instituição em Washington, Estados Unidos.
Ex-estrela máxima do PSB, cogitado até para a Presidência da República — mas agora ofuscado pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos, presidente nacional da legenda — Ciro Gomes desconfia de que os socialistas, na verdade, estão querendo exilá-lo nos EUA pelos próximos anos.
O líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves, apresentou oficialmente seis nomes da bancada de deputados do partido para o comando do Ministério do Turismo.
Mas, nos bastidores, informou a Antônio Palocci que o nome de sua preferência pessoal é o do colega do Maranhão, Pedro Novais.
A governadora eleita do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini (DEM), chamou o ex-deputado Benito Gama (DEM-BA) para uma conversa na quarta-feira em Brasília.
Benito que tentou uma vaga na Câmara é cotado para a secretaria de Desenvolvimento do estado.
A bancada do PMDB na Câmara acaba de definir os nomes que vai apresentar à equipe de transição para assumir o Ministério do Turismo no governo de Dilma Rousseff.
São eles: Almeida Lima (SE), Mendes Ribeiro (RS), Pedro Novais (MA), Fátima Pelais (AP), Leonardo Quintão (MG) e Marcelo Castro (PI).
Depois de almoçar com o governador eleito Geraldo Alckmin, o senador eleito Aécio Neves (PSDB-MG) segue o seu périplo paulista. Encontra daqui a pouco o próprio FHC no apartamento do ex-presidente no bairro de Higienópolis.
O PT de São Paulo fez as contas. Se o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aceitar o recurso do deputado Paulo Maluf (PP-SP) e acatar o registro de sua candidatura a despeito da Lei da Ficha Limpa, o deputado José Genoíno cai para terceiro suplente da coligação.
E o deputado eleito Protógenes Queiroz (PT) perde a cadeira na Câmara.
O senador eleito Aécio Neves (PSDB-MG) tem jantar agendado para amanhã, em Brasília, com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB).
Agora há pouco, na gravação do programa Roda Viva, da TV Cultura, em São Paulo, Aécio elogiou Campos e disse ter “enorme identidade” com o PSB.
Só para ficar claro, o PSDB é oposição e o PSB é da base de apoio do governo federal. Mas, há algum tempo, isso quer dizer muito pouca coisa quando se trata de Aécio e Campos.
Em sua volta da viagem à Europa o senador eleito pelo PSDB de Minas Gerais, Aécio Neves, deverá procurar o seu colega de partido e governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin, a fim de avaliar até onde vai a aliança dele com o ex-governador José Serra.
A disposição de Serra de presidir o PSDB assusta os aecistas, que prevêm uma disputa mais adiante entre Serra e Aécio pela candidatura presidencial em 2014.
Se Alckmin de fato apoiar a indicação de Serra para presidente nacional da legenda, será mais difícil para os mineiros tomarem o espaço dos tucanos de São Paulo.
Um dos melhores exemplos de criador e criatura na política é o de Orestes Quércia e Luiz Antônio Fleury Filho. Vinte anos depois, Quércia, em conversa com o Poder Online, reconheceu que este foi um de seus “maiores erros”:
- Primeiro não deveria ter imposto um nome ao partido, deveria ter deixado o PMDB escolher e apoiar, segundo deveria ter ficado mais distante.
Quércia disse isso ainda durante o primeiro turno da campanha presidencial de 2010.
Líder do PTB na Câmara, Jovair Arantes (GO) diz que o partido mantém sua demanda pelo Ministério do Turismo no governo de Dilma Rousseff.
A pasta hoje disputada por PT, PMDB e PSB foi comandada pelo PTB nos primeiros quatro anos do governo Lula, com o ex-ministro Walfrido dos Mares Guia, assim que o Turismo foi separado dos Esportes.
– Temos conversado com os interlocutores do novo governo e, até amanhã, marcaremos uma reunião minha com o Gim Argello e a equipe de transição. Nossa demanda continua sendo o Turismo, até porque quem deu capilaridade e visibilidade a esse ministério fomos nós – disse ao Poder Online.
Em mais uma reunião que varou às 2h da madrugada de hoje, a cúpula do PMDB levantou a possibilidade de pleitear pelo Ministério da Agricultura e Pesca ou pelo Ministério da Micro e Pequena Empresa.
Os candidatos aos ministérios do Turismo e Previdência Social devem ser definidos pelo partido até a próxima semana, e serão anunciados junto aos nomes de Wagner Rossi, para a Agricultura, e Edison Lobão para Minas e Energia.
Do próprio Fernando Henrique Cardoso, agora há pouco, ao Poder Online, sobre seu papel no PSDB pós-eleição:
- Não vou deixar de ter voz. Vou continuar ajudando e até atrapalhando, dependendo da situação. Posso entrar em temas que os outros não podem porque vão levar muita pedrada. Eu levo também, mas o meu couro é duro.
Ao contrário do que afirma José Serra, serristas existem sim. Neste momento de união dos tucanos paulistas, o plano do governador eleito, Geraldo Alckmin, é acomodar alguns serristas nos cargos de secretários adjuntos.
Ex-presidente da Câmara, o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) se reuniu ontem à noite com integrantes da tendência Mensagem ao PT – uma das correntes do partido – para pedir o apoio a seu nome na disputa interna pela presidência da Casa.
Chinaglia faz parte da tendência Movimento PTe, como se sabe, já está articulando para, de dois, um: ou assumir o comando da Casa, ou disputar a liderança do partido.
A tendência do PT denominada CNB (Construindo um Novo Brasil) é a antiga Campo Majoritário, nascida da mais antiga ainda Articulação. Trata-se do maior grupo dentro do partido, com franca maioria em todas as instâncias.
O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (SP), não é da CNB, mas está com o apoio discreto do comando da tendência e do governo federal na disputa contra Arlindo Chinaglia (SP) pela vaga de candidato do partido a presidente da Câmara.
O deputado José Nobre Guimarães (PT-CE) é irmão do ex-presidente do partido José Genoíno e um dos aliados de Vaccarezza. Membro da CNB, ele resolveu dar uma mãozinha ao amigo candidatando-se a líder do partido.
Trata-se de um forte candidato. Mas está ali para ajudar Vaccarezza. Se as outras tendências do PT aceitarem um acordo em torno da candidatura do líder do governo a presidente da Câmara, Nobre retira sua candidatura a líder do partido. Se não aceitarem o acordo, ele bate chapa.
É o jogo da política. Às vezes não revelado. Às vezes articulado abertamente, como no caso de agora. Veja-o nas palavras do próprio José Guimarães:
O presidente do PTB paulista, deputado Campos Machado, almoçou hoje com o prefeito de Campinas, Dr Helio de Oliveira (PDT). Há alguns dias, conversou também com o prefeito de Barueri, Rubens Furlan (PMDB).
Missão: engrossar o PTB com vistas a 2012. Tem como concorrente o prefeito Gilberto Kassab (DEM) que anda atrás dos mesmos nomes com o mesmo objetivo.
Não, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) não ficou chateado com o fato de o governador Sérgio Cabral indicar o secretário Sérgio Côrtes para o Ministério da Saúde:
- O governador tinha o seu espaço no governo e indicou outro no mesmo espaço. O que interessa é o PMDB não perder os espaços que tem e com a mesma importância.