
Vereadores do PSDB anunciam a saída do partido, em abril de 2011 (Foto: Daniel Teixeira/AE)
A Justiça Eleitoral ouviu ontem testemunhas no processo que pede a cassação do mandato dos seis vereadores de São Paulo que deixaram o PSDB no ano passado por infidelidade partidária.
Na sessão, apenas as testemunhas de defesa dos dissidentes compareceram. Entre eles, vários tucanos ligados a José Serra, como o ex-governador Alberto Goldman, o senador Aloysio Nunes Ferreira, o ex-presidente municipal do PSDB José Henrique Reis Lobo, o ex-ministro Clóvis Carvalho, os vereadores Adolfo Quintas e Floriano Pesaro e o secretário de Cultura de Alckmin e pré-candidato a prefeito, Andrea Matarazzo.
Segundo relatos de quem acompanhou a sessão, os “serristas” estiveram na sede do TRE para defender o mandato dos vereadores, que deixaram o partido depois de um processo de desgaste com a direção municipal, ligada ao governador Geraldo Alckmin.
Listado entre as testemunhas de acusação, o secretário estadual Edson Aparecido disse que não compareceu por conta de sua participação em evento do governo no interior do Estado.
O advogado do PSDB, Israel Alexandre de Souza, disse que as ausências não vão prejudicar o processo e que o presidente municipal, Julio Semmeghini, que também não compareceu na sessão de ontem, já foi ouvido na semana passada. A outra testemunha de acusação, o deputado estadual Samuel Moreira, afirmou que não recebeu a convocação e, por isso, não sabia da audiência.
A expectativa é que decisão da Justiça saia em dois meses, antes do fim do mandato dos vereadores, que acaba em dezembro.