Henrique Eduardo Alves: Passada a Rio+20, o Congresso vai alterar os vetos ao Código Florestal | Poder Online

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domingo, 1 de julho de 2012 Congresso | 14:03

Henrique Eduardo Alves: Passada a Rio+20, o Congresso vai alterar os vetos ao Código Florestal

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Passada a Rio+20, a bancada ruralista retoma as discussões para alterar os vetos da presidenta Dilma Rousseff ao texto do novo Código Florestal em vigor.

E o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), é figura central dessa polêmica.

Candidato a presidente da Casa no ano que vem, o deputado sabe que precisará do apoio do governo para se eleger. Mas também precisa do voto da maioria dos deputados e do PMDB, onde os ruralistas têm peso decisivo.

Daí que Henrique Eduardo Alves avisa, em entrevista ao Poder Online: o Congresso vai derrubar alguns vetos.

Mas ele diz acreditar que a alteração será feita por negociação. “Chegaremos a 95% do que querem ambas as partes.”

O líder revela que até o ministro da Agricultura, o peemedebista Mendes Ribeiro — que havia sido desautorizado pelo Planalto quando falou em negociação — já participou, na terça-feita,  de uma reunião no Congresso com a ministra do Meio Ambiente, Isabella Teixeira, para discutir essas alterações. E está marcada uma reunião nesta segunda-feira dos relatores com a bancada ruralista.

Poder Online – Qual será sua orientação na votação dos vetos do Código Florestal?

Henrique Eduardo Alves – Primeiro,  tenho de registrar que a própria sanção do Código pela presidenta da República já é uma grande vitória. Sancionou-se grande parte do que essa Casa votou. Houve vetos e houve alterações que foram propostas por medidas provisórias (MPs) corrigindo vácuos que nos sabíamos existentes. Agora é preciso muita articulação, muito diálogo. Não pode ser entendido como um terceiro tempo do jogo, digamos  assim. É apenas o momento de nos ajustarmos para que pendências existentes sejam resolvidas no diálogo. E as partes estão conversando praticamente todos os dias para chegar numa posição final que consagre a posição dessa Casa.

Poder Online – Mas a posição dessa Casa, da Câmara, foi aquela enviada à sanção presidencial e que a presidenta vetou.

Henrique Eduardo Alves – É verdade. No entanto, mesmo quando votamos aqui na Câmara,  sabíamos que não poderíamos alterar a proposta do Senado como nós queríamos. Como era a segunda votação na Câmara, tudo tinha que ser feito por supressão ou manutenção dos artigos do Senado. Então  sabíamos que algumas modificações seriam necessárias. E a presidenta Dilma  fez as modificações por MP. Agora vamos rediscutir essas questões. Mas noutro clima

Poder Online – Rediscutir quais pontos, por exemplo?

Henrique Eduardo Alves – O artigo primeiro, que estabelece os princípios do Código Florestal, por exemplo. Ficou muito sujeito a interpretações subjetivas, que podem levar a posturas radicais na base. O que é importante é que o clima de radicalismo já está dando espaço à razão e ao equilíbrio.

Poder Online – Mas vocês vão barrar alguns vetos…

Henrique Eduardo Alves – É. Já está marcada reunião, segunda feira, entre o relator no Senado, Luiz Henrique, e o relator na Câmara, Edinho Araújo, e líderes da bancada ruralista para se chegar a um entendimento. Se não será 100% do que querem os ambientalistas também não será 100% do que querem os ruralistas. Mas será um grande avanço. Pelo menos 95% de ambas as partes, eu acredito, poderão ser atendidos.

Poder Online – Quais outros vetos serão alterados no Congresso?

Henrique Eduardo Alves – A questão de apicuns e salgados, (locais próximos à praia onde é feita a criação de camarões e crustáceos em geral),  que é muito importante para o meu estado. É preciso excluí-los da área de preservação  de manguezais. E outros três ou quatro pontos.

Poder Online – E o quanto ao caso do ministro da Agricultura, que foi desautorizado pela presidenta ao falar em alterações no projeto?

Henrique Eduardo Alves – Não vou negar que houve um desconforto, na forma como foi feita. Mas acho que houve um ruído, um mal entendido, segundo ele mesmo nos explicou. É uma página virada. E agora o ministro já está efetivamente participando. Nesta terça-feira, houve uma reunião com a presença dele e da ministra do Meio Ambiente, Isabella Teixeira.

Poder Online – O senhor está defendendo alterações em medidas provisórias e vetos  que a presidenta da República diz ser imexível. Isso não atrapalha sua candidatura à Presidência da Câmara?

Henrique Eduardo Alves – Não, não creio que uma coisa tenha a ver com a outra. Até porque entendemos que o Código Florestal é muito menos uma questão de governo do que de país. Eu sou governo. A base do governo votou maciçamente para aprovar o Código, como queria o Palácio do Planalto. Mas essa é uma questão do Brasil real, do Brasil ruralista, do Brasil pecuarista. Do Brasil agricultor. Não é uma questão de governo. Entendo que houve um radicalismo de ambientalistas e ruralistas nesse assunto.  Mais dos ambientalistas. Mas também um pouco de radicalismo dos produtores rurais. Esse clima dasanuviou e agora vamos chegar a um entendimento definitivo.

Poder Online –  Passada a Rio+20…

Henrique Eduardo Alves – A Rio+20, de alguma maneira, vinculava essa emoção. Superado isso, agora vamos decidir com a razão. A presidenta Dima melhorou a proposta original. Nós entendemos e concordamos com alguns vetos. Os outros, vamos discutir de maneira racional. O importante é que já existe um novo Código e nós poderemos ainda chegar a 95% daquilo que for o ideal para o Brasil.

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Autor: Tales Faria Tags: , , ,

12 comentários | Comentar

  1. 12 Anselmo Arruda 02/07/2012 9:47

    Aqui na “terra da inocência”, depois que vimos que aquecimento global, preservação nos trópicos é só balela para países ricos manterem seu colonialismo(Rio+20 deixou bem claro). Temos que começar a entender que os únicas pessoas que devem ter poder sobre o território brasileiro é o próprio povo brasileiro. O resto é cabresto.

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  2. 11 Jorge 02/07/2012 9:22

    Passada a euforia dos “incautos” do “veta tudo” (mal sabiam o que falavam), volltemos à discussão. Os Rulalistas, estimulando a derrubada de tudo, sem dó nem piedade, os ambientalistas, estimulando a salvação do planeta pela amazonia, e, ao final, alguns “recebem por fóra” pára estimular seus interesses, outros, nem recebem nem sabem o que falam. A verdade é uma só – não se pode deixar de crescer para eliminação da pobreza em nosso país, dentro de uma ponderação (controlável) da destruição das matas e dos rios. (ZERAR É IMPOSSIVEL) – O que basta, é o pensamento´para o BRASIL (Temos reservas suficientes) – O résto, que se cuide, que reimplantem que reflorestem – destruiram tudo e agora querem impor condições – assim não dá.

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  3. 10 Ede 01/07/2012 22:17

    O bom senso deveria ser a linha mestra. Até acho bom se não houvessem estradas e linhas de transmissão de energia nestas regiões. Assim os exploradores estrangeiros e ONG de escritórios com ar condicionado não se aproveitariam das riquezas do país. Deixem os ambientalistas da europa nos digam o que fazer. Nestes locais há menos de 1% de mata nativa. Qual o exemplo? ACORDA BRASIL!!! É ANO DE ELEIÇÃO!!! Mato é bom. Onde mais os guerrilheiros se escondem?

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  4. 9 Edivaldo Rocha 01/07/2012 22:07

    O código florestal não precisava ser modificado. Fizeram algumas alterações que já foram aprovadas e sancionadas pela Presidenta, os ambientalistas precisam ficar atentos com o Congresso Nacional e sua bancada ruralista, não dar para confiar neles na calada da noite. Nós sabemos do que eles são capazes em nome da ganancia.

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  5. 8 nilton 01/07/2012 21:26

    o que causa desmatamento e devastação ,é o consumismo desenfreado das pessoas. colocar a culpa só na agricultura é errado

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  6. 7 DOUGLAS 01/07/2012 20:52

    Se eu sou o presidente e algum politico desrespeitar algum veto meu sobre qualquer coisa eu fecho o congresso.

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    • selvina 02/07/2012 9:58

      DOUGLAS VC TEM TODA RAZÃO,PARECE QUE O NOSSO PRESIDENTE MANDA MAIS NADA,NÃO SEI PORQUE NOS OBRIGAM A VOTAR SE NÃO SERVE PRA MAIS NADA…

  7. 6 Patricia 01/07/2012 19:47

    Henrique Eduardo Alves é um covarde. Esperou o evento acabar para firmar posição. Não é à toa que é do PMDB. Tem perfil para ser presidente daquela casa de sujeitinhos que pensam apenas em seus interesses.

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  8. 5 Fabio 01/07/2012 19:45

    Qualquer alteração que não preservar e exigencia de mata ciliar as margens de rios e nascente, e uma agressão ao meio ambiente no Brasil, vamos ter rios seco no futuro, e isso vai prejudicar os proprios produtores rurais ,com secas que ja estamos vendo no Rio Grande do Sul ,Mato Grosso do Sul e Oeste do Parana, etc.

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  9. 4 Sergio da Silva 01/07/2012 18:45

    O problema é que essa matéria não trata de nada de concreto exceto a questão de apicuns e salgados. Como o leitor pode julgar se os 95% de que fala o Sr. Henrique Eduardo Alves não significa mais devastação, especulação imobiliária em áreas de preservação ambiental e derrubada de florestas, com os danos que já conhecemos em nossa flora e fauna? Se o leitor soubesse a quantidade de animais que morrem atropelados por veículos numa estrada que corta o habitat de certos animais ou eletrocutados em fios de alta tensão poderia ter uma ideia melhor do que representa o progresso apregoado por esses ruralistas.

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  10. 3 Maria Cristina Quiñónez 01/07/2012 16:56

    Será que nalgum momento os políticos pensam no Brasil? Ou é questão de conveniência própria, pessoal, pura e simplesmente? Cristina Quiñónez

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