Morte de diplomata por malária revela despreparo do Itamaraty
Depois da morte da diplomata Milena de Oliveira Medeiros, de 35 anos, em dezembro, por contrair malária em viagem de trabalho à África, o Itamaraty enviou um inusitado email para embaixadas e chancelarias dos Estados Unidos e da Europa e também para organismos internacionais.
O texto pede ajuda para prevenir seus funcionários em missões ao exterior de doenças contagiosas. Eis a íntegra:
“Rogo providências. Muito agradeceria receber informações sobre procedimentos eventualmente adotados pela Chancelaria local ou Organização Internacional, para alerta a viajantes e/ou funcionários a respeito dos riscos de saúde relacionados a viagens ao exterior em especial doenças endêmicas em áreas de risco; bem como para orientá-los sobre a recomendada profilaxia e maneiras de permitir o diagnóstico tempestivo e o recebimento de atenção médica adequada.”
Ou o Ministério da Saúde (sob o qual está vinculada a Fiocruz, referência mundial em doenças endêmicas) sonega informações ao Itamaraty ou o email revela que nossa chancelaria ainda acredita que tudo que vem de fora é melhor.
Inclusive, orientações médicas.
Notas relacionadas:
Nenhum comentário, seja o primeiro.

Antes de escrever seu comentário, lembre-se: o iG não publica comentários ofensivos, obscenos, que vão contra a lei, que não tenham o remetente identificado ou que não tenham relação com o conteúdo comentado. Dê sua opinião com responsabilidade!