Apoio de Marta a Haddad é fator de incerteza no PT
A interpretação de alguns petistas sobre o episódio da desistência da senadora Marta Suplicy da eleição para prefeitura de São Paulo é um pouco diferente daquela divulgada pela própria Presidência da República.
Acredita-se que não foi Dilma Rousseff quem pediu uma conversa com Marta, mas a senadora é que teria aproveitado a passagem da presidenta por São Paulo para pedir uma inusitada audiência no aeroporto e combinar a tão esperada “saída honrosa” de uma disputa da qual, por isolamento no PT, já lhe era alheia.
Marta anuncia sua desistência hoje às 15h30 em entrevista coletiva na sede nacional do PT em São Paulo, conforme adiantou Poder Online.
A grande questão entre os próprios aliados da senadora, até ontem à noite, era sobre a disposição de Marta em apoiar o ministro Fernando Haddad. Embora, depois de ter esgarçado sua relação com o ex-presidente Lula, procure agora reconstruir as pontes, a aposta no PT é que Marta não vai declarar apoio a um candidato automaticamente, mas manter-se neutra.
Tem boas justificativas para, se quiser, abraçar a neutralidade. Na disputa ainda estão dois ex-secretários seus e o pai de seus três filhos.
Se fizer assim, aumentará a tensão no PT sobre sua participação numa suposta campanha de Haddad, sobretudo na periferia sul paulistana – onde Marta é uma espécie de Evita.
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