Livro usado pelo MEC ensina aluno a falar errado
Livro didático de língua portuguesa adotado pelo MEC (Ministério da Educação) ensina aluno do ensino fundamental a usar a “norma popular da língua portuguesa”.
O volume Por uma vida melhor, da coleção Viver, aprender, mostra ao aluno que não há necessidade de se seguir a norma culta para a regra da concordância. Os autores usam a frase “os livro ilustrado mais interessante estão emprestado” para exemplificar que, na variedade popular, só “o fato de haver a palavra os (plural) já indica que se trata de mais de um livro”. Em um outro exemplo, os autores mostram que não há nenhum problema em se falar “nós pega o peixe” ou “os menino pega o peixe”.
Ao defender o uso da língua popular, os autores afirmam que as regras da norma culta não levam em consideração a chamada língua viva. E destacam em um dos trechos do livro: “Muita gente diz o que se deve e o que não se deve falar e escrever, tomando as regras estabelecidas para norma culta como padrão de correção de todas as formas lingüísticas”.
E mais: segundo os autores, o estudante pode correr o risco “de ser vítima de preconceito linguístico” caso não use a norma culta. O livro da editora Global foi aprovado pelo MEC por meio do Programa Nacional do Livro Didático.
Atualizado às 16h20: Em entrevista ao iG, uma das autoras do livro, a professora Heloísa Ramos, declarou que a intenção era deixar aluno à vontade por conhecer apenas a linguagem popular e não ensinar errado.
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1177 comentários | Comentar
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1177 DARI GONÇALVES BOAVENTURA 11/04/2012 8:57
ESTAMOS LUTANDO CONTRA OBSIDADE, PORQUE AS ESCOLAS SÃO AUTORIZADAS A TER UMA CANTINA DENTRO DA ESCOLA, VENDENDO ALNCHE PARA AS CRIANÇAS, COMIDAS COM PIZZA, CACHORRO QUENTE,HAMBUGUER, REFRIGERANTES E TANTAS COIISAS QUE SOMENTE ATENTAM AS CRIANÇAS A ENGORDAREM MAIS, A ESCOLA É AUTORIZADA PARA O ENSINO E NÃO PARA VENDER LANCHEQ PARA OS ALUNOS.
1176 Patrícia 11/08/2011 19:16
Creio que toda essa polêmica criada em torno do livro de Heloísa Ramos, deixa clara a divisão social existente em nosso país, e as diferenças gritantes entre o “povo” e a elite.No fundo, tudo gira em torno da política, do jogo de interesses, em que a linguagem “popular” falada pelos cidadãos e menosprezada agora torna-se “língua universal” apenas em tempos de eleição.
1175 Taciana 08/08/2011 18:57
Sinceramente, achei deplorável o modo como vocês colocaram o pequeno (porque de fato é pequeno) assunto do livro; denegrindo o que de fato ocorreu e fazendo repercussão negativa do assunto. Há, de fato, a necessidade de um conhecimento da matéria -Linguística-, ainda que em nível médio, para o melhor entendimento do que a autora quis dizer, mas esse tipo de repercussão negativa, vindo de pessoas – suponho – formadas, como o ou os autores desse texto, não deveria existir.
1174 Falar certo? « tomjor 08/08/2011 0:43
[...] repercussão e colunistas mais famosos: um lado apregoa que o MEC está publicando um livro que “ensina a falar errado”. Outro, trata o assunto como uma questão do meio acadêmico, da “ lingüística”; como se [...]
1173 Euglaudston Clestino 09/07/2011 6:56
Ensinar a lingua pátreia correta não é crime nem discriminação, discriminação é se criar leis e normas, ditando que o aluno não mais possa ser reprovado, com a justificativa mambembe de que isso lhe causaria transtoirnos. Ao meu er o que causa transtornos é se aprovar um aluno que nada sabe, e ele ir para uma Universidade a custa de uma cota. Vamos trabalhar para que o ensino publico seja então valorixzado, o professor não seja mais espancado nas portas das Câmaras de Vereadores, como aconteceu recentemente em Fortaleza, temos de fazer chegar aos governantes, que devem deixar os cvaleriodutos de lado e aoplicar o dinheiro do poovo em Saúde, Educação e Segurança;
1172 joão brasileiro 04/07/2011 12:07
Muito bem Ana Paula. Continue assim. Se algum dia você quiser mais que jogar futebol, trabalhar em show de rap ou ser assessora política, aí sim você vai ter dificuldade. Mas você tem toda razão. Todas as pessoas que acham que o maior problema do nosso país é falta de educaç~]ao são uns enchedores de saco. Ah, Ana Paula, Portugal está vivendo uma situação econõmica muito difícil. Sabe porque ? Por ter achado que melhorar a educação era coisa de reacionários. Continue assim, Ana Paula. E essa terra ainda vai cumprir seu ideal, tornar-se um imenso Portugal. Irônico, não? Quem escreveu isto é irmão de um destes chupins da vanguarda neo-canabis-socialista.
1171 Jiddu 30/06/2011 20:10
Essa polêmica só mostra o tamanho da ignorância e o baixo nível dos nossos jornalistas, presos ao s preconceitos do século XIX. O nome técnico para isso é ANALFABETISMO FUNCIONAL, a incapacidade de entender um texto simples. Ou talvez, como bons paus-mandados, esses jornalistazinhos estejam apenas vendendo a alma para seus patrões, inconformados com o sistema democrático de escolha dos livros didáticos, em que professores de todo o Brasil examinam e indicam os livros, contrariando os lobbies escusos tradicionais. Essa gente é barulhenta, e mobiliza supostos especialistas com espaço na mídia para espalhar um alarmismo injustificável. Assusta, finalmente, a existência da polêmica enquanto sintoma do fracasso da nosa educação em formar leitores críticos. Quem sabe ler busca as fontes originais e fontes qualificadas antes de se pronunciar.
1170 Núcleo de Estudos em Língua Portuguesa estuda a língua como prática social « Infocampus 20/06/2011 1:51
[...] Muitas foram as críticas ao Ministério da Educação e à obra. A polêmica iniciou quando o site IG publicou que os autores defenderiam não haver problema em falar “nós pega o peixe” ou “os [...]
1169 Zilma 16/06/2011 16:56
Ana Paula.
Não pude deixar de notar teu comentário e diante do que expos tenho um conselhinho pra voce:
Em primeiro lugar, quebrar barreiras de preconceito não significa ter permissão para falar ou redigir de forma incorreta, ao contrário, isso é burrice e preguiça pra aprender concordância verbal; falar errado não é crime, apenas ignorância e como tal deve ser tratado, sem discriminar, e em terceiro lugar falta de confiança é não saber falar a própria língua e ainda ficar irritada. Fico imaginando como voce deve arrasar nas aulas de ingles !!!
Conselho: Aprenda, aprenda e aprenda e se orgulhe. O saber não ocupa espaço. TV é a talidomida do século. Livros, querida, fazem muito bem ao cérebro.
1168 Camila Noeme 11/06/2011 21:10
Achei muito interessante quando o Fantástico divulgou a matéria que trazia esses “erros” no livro do MEC, pois só porque passou, durante uma semana na mídia, que o MEC tinha um livro com erros de gramática nas escolas, já saíram várias pessoas criticando sem saber analisar por conta própria se era verdade o que foi dito. Pelo quê entendi, a vontade da autora não foi afirmar que é correto falar “nós pega o peixa” ,mas sim que um grande grupo de brasileiros falam assim, e nem por isso devem ser discriminados.(Para quem não conhece a língua vai pensar que também escrevi errado o último período.) Pelo contrário, deve-se respeitar todas as variantes linguísticas. E ainda que ela tivesse falado que é correto falar dessa maneira, saibam que não estaria errada, pois tem um ramo da nossa Língua, chamada Linguística, que diz que se um cidadão fala e o outro compreende é um sinal de que ele não falou errado. Lógico que, não estará usando a norma culta da língua.
Por fim, o Latim foi também já foi visto como uma língua “errada” porque era falada pelos bárbaros e acabou tornando-se a língua mãe de outras como o nosso Português, o Espanhol,o Francês…