Livro usado pelo MEC ensina aluno a falar errado
Livro didático de língua portuguesa adotado pelo MEC (Ministério da Educação) ensina aluno do ensino fundamental a usar a “norma popular da língua portuguesa”.
O volume Por uma vida melhor, da coleção Viver, aprender, mostra ao aluno que não há necessidade de se seguir a norma culta para a regra da concordância. Os autores usam a frase “os livro ilustrado mais interessante estão emprestado” para exemplificar que, na variedade popular, só “o fato de haver a palavra os (plural) já indica que se trata de mais de um livro”. Em um outro exemplo, os autores mostram que não há nenhum problema em se falar “nós pega o peixe” ou “os menino pega o peixe”.
Ao defender o uso da língua popular, os autores afirmam que as regras da norma culta não levam em consideração a chamada língua viva. E destacam em um dos trechos do livro: “Muita gente diz o que se deve e o que não se deve falar e escrever, tomando as regras estabelecidas para norma culta como padrão de correção de todas as formas lingüísticas”.
E mais: segundo os autores, o estudante pode correr o risco “de ser vítima de preconceito linguístico” caso não use a norma culta. O livro da editora Global foi aprovado pelo MEC por meio do Programa Nacional do Livro Didático.
Atualizado às 16h20: Em entrevista ao iG, uma das autoras do livro, a professora Heloísa Ramos, declarou que a intenção era deixar aluno à vontade por conhecer apenas a linguagem popular e não ensinar errado.
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1179 comentários | Comentar
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1179 BIRA 14/03/2013 11:13
AEEEE AKI EH O BIRA!!
ESSA ISTORIA D PRECONCEITO KKKKK
PRECONCETO LINGUISTICO EH CONVERSA PRA BOI DORMIKKKKKK
TAH NAS MÃOS DE DEUS!!!
1178 nádia 21/08/2012 22:16
Achei um absurdo o livro e ainda mais esdrúxula a resposta da autora. Realmente a educação brasileira está a deriva.
GEANE 27/08/2012 20:59
Olá, Nádia.
Não há nada de absurdo ou polêmico. Na verdade, essa notícia sem a leitura do livro, está descontextualizada e manipula. Recomendo a leitura do capítulo escrito pela autora, o qual é esclarecedor ao aluno e não abre mão do ensino da norma padrão.
1177 DARI GONÇALVES BOAVENTURA 11/04/2012 8:57
ESTAMOS LUTANDO CONTRA OBSIDADE, PORQUE AS ESCOLAS SÃO AUTORIZADAS A TER UMA CANTINA DENTRO DA ESCOLA, VENDENDO ALNCHE PARA AS CRIANÇAS, COMIDAS COM PIZZA, CACHORRO QUENTE,HAMBUGUER, REFRIGERANTES E TANTAS COIISAS QUE SOMENTE ATENTAM AS CRIANÇAS A ENGORDAREM MAIS, A ESCOLA É AUTORIZADA PARA O ENSINO E NÃO PARA VENDER LANCHEQ PARA OS ALUNOS.
1176 Patrícia 11/08/2011 19:16
Creio que toda essa polêmica criada em torno do livro de Heloísa Ramos, deixa clara a divisão social existente em nosso país, e as diferenças gritantes entre o “povo” e a elite.No fundo, tudo gira em torno da política, do jogo de interesses, em que a linguagem “popular” falada pelos cidadãos e menosprezada agora torna-se “língua universal” apenas em tempos de eleição.
1175 Taciana 08/08/2011 18:57
Sinceramente, achei deplorável o modo como vocês colocaram o pequeno (porque de fato é pequeno) assunto do livro; denegrindo o que de fato ocorreu e fazendo repercussão negativa do assunto. Há, de fato, a necessidade de um conhecimento da matéria -Linguística-, ainda que em nível médio, para o melhor entendimento do que a autora quis dizer, mas esse tipo de repercussão negativa, vindo de pessoas – suponho – formadas, como o ou os autores desse texto, não deveria existir.
1174 Falar certo? « tomjor 08/08/2011 0:43
[...] repercussão e colunistas mais famosos: um lado apregoa que o MEC está publicando um livro que “ensina a falar errado”. Outro, trata o assunto como uma questão do meio acadêmico, da “ lingüística”; como se [...]
1173 Euglaudston Clestino 09/07/2011 6:56
Ensinar a lingua pátreia correta não é crime nem discriminação, discriminação é se criar leis e normas, ditando que o aluno não mais possa ser reprovado, com a justificativa mambembe de que isso lhe causaria transtoirnos. Ao meu er o que causa transtornos é se aprovar um aluno que nada sabe, e ele ir para uma Universidade a custa de uma cota. Vamos trabalhar para que o ensino publico seja então valorixzado, o professor não seja mais espancado nas portas das Câmaras de Vereadores, como aconteceu recentemente em Fortaleza, temos de fazer chegar aos governantes, que devem deixar os cvaleriodutos de lado e aoplicar o dinheiro do poovo em Saúde, Educação e Segurança;
1172 joão brasileiro 04/07/2011 12:07
Muito bem Ana Paula. Continue assim. Se algum dia você quiser mais que jogar futebol, trabalhar em show de rap ou ser assessora política, aí sim você vai ter dificuldade. Mas você tem toda razão. Todas as pessoas que acham que o maior problema do nosso país é falta de educaç~]ao são uns enchedores de saco. Ah, Ana Paula, Portugal está vivendo uma situação econõmica muito difícil. Sabe porque ? Por ter achado que melhorar a educação era coisa de reacionários. Continue assim, Ana Paula. E essa terra ainda vai cumprir seu ideal, tornar-se um imenso Portugal. Irônico, não? Quem escreveu isto é irmão de um destes chupins da vanguarda neo-canabis-socialista.
1171 Jiddu 30/06/2011 20:10
Essa polêmica só mostra o tamanho da ignorância e o baixo nível dos nossos jornalistas, presos ao s preconceitos do século XIX. O nome técnico para isso é ANALFABETISMO FUNCIONAL, a incapacidade de entender um texto simples. Ou talvez, como bons paus-mandados, esses jornalistazinhos estejam apenas vendendo a alma para seus patrões, inconformados com o sistema democrático de escolha dos livros didáticos, em que professores de todo o Brasil examinam e indicam os livros, contrariando os lobbies escusos tradicionais. Essa gente é barulhenta, e mobiliza supostos especialistas com espaço na mídia para espalhar um alarmismo injustificável. Assusta, finalmente, a existência da polêmica enquanto sintoma do fracasso da nosa educação em formar leitores críticos. Quem sabe ler busca as fontes originais e fontes qualificadas antes de se pronunciar.
1170 Núcleo de Estudos em Língua Portuguesa estuda a língua como prática social « Infocampus 20/06/2011 1:51
[...] Muitas foram as críticas ao Ministério da Educação e à obra. A polêmica iniciou quando o site IG publicou que os autores defenderiam não haver problema em falar “nós pega o peixe” ou “os [...]