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quinta-feira, 10 de maio de 2012 Empresas | 06:02

Intervenção do governo arrepia sócios estrangeiros da Embraer

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Frederico Curado, presidente da Embraer: reclamações lá de fora (Foto: AE)

São os acionistas estrangeiros os mais apavorados com o peso da mão visível do governo na Embraer. Nos últimos seis meses, como se sabe, 17 executivos da empresa foram substituídos.

Os cabelos estão em pé sobretudo nos fundos Oppenheimer (que tem 6,5% de participação) e Thornburg Investments (com 6%) e dos pequenos grupos de investidores estrangeiros (que somam 40%).

Os outros acionistas são: Previ (13,7%), Bozano (6,1%), BNDES (5,5%) e diversos pequenos acionistas em bolsa (21,9%).

A Embraer tem 46% de suas ações negociadas na Bolsa de Nova Iorque.

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Atualização 19h15: A assessoria de imprensa da Embraer enviou a seguinte nota ao blog:  “Com referência à nota “Intervenção do Governo arrepia Sócios Estrangeiros da Embraer”, publicada na coluna Poder Econômico, lamentamos que o IG não tenha entrado em contato com a Embraer a fim de apurar as informações. Apesar do título, não há nada na nota que substancie que exista a alegada intervenção. Quanto ao número de executivos que deixaram a empresa, a informação está incorreta. Na verdade, no espaço dos últimos seis meses, 5 executivos de um grupo de 100 saíram, algo totalmente normal e parte do dia a dia de empresa do porte da Embraer. A Embraer não recebeu nenhum contato de acionistas que sustente a tese apresentada na nota. De fato, as ações da Embraer ao longo deste ano têm apresentado um desempenho acima do IBOVESPA. Vale checar.
Com relação aos números divulgados, novamente, vários erros. A participação do Oppenheimer é de 8,6%, não 6,5% como publicado. A do fundo Thornburg é de 7,2%, e não 6%. A Previ representa 10,7%, não 13,7% o Grupo Bozano 5%, não 6,1%. A Embraer tem 53% de suas ações negociadas na Bolsa de Nova York, e a maior parte de seu capital é pulverizado e não há grupo de controle. (…)”

Autor: Jorge Félix Tags: , ,