Dilma e Mantega retomarão a guerra contra os juros bancários
A reunião do G20 e a Rio+20 obrigaram Dilma Rousseff e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a adiarem novas batalhas na guerra pela redução dos juros ao consumidor.
Mas tão logo retornem à agenda normal, outras medidas devem ser anunciadas para manter a empreitada de derrubar o spread bancrário e outros custos considerados entrave ao crescimento econômico.
Mantega já deu sinais de que está insatisfeito com o ritmo de redução dos juros pelos bancos – inclusive da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil.
Os alvos serão as tarifas, o cheque especial e o cartão de crédito. Mas, na avaliação de todas as taxas, percebe-se que o mercado brasileiro ainda está bem longe dos “níveis internacionais” citados por Dilma como parâmetro “técnico” para os juros ao consumidor no país.
De acordo com os últimos dados da Anefac a variação das taxas anualizadas é de menos de dois pontos percentuais de abril para maio – isso as deixa acima de 100%, enquanto a média global está em torno de 10%.
No cheque especial, passa de 200%.
Ou seja, essa guerra – que Dilma ou ganha ou ganha – ainda está por ser vencida.

