Spread Bancário | Poder Econômico

Publicidade

Posts com a Tag spread bancário

quarta-feira, 20 de junho de 2012 Governo, Mercado financeiro | 06:05

Dilma e Mantega retomarão a guerra contra os juros bancários

Compartilhe: Twitter

A reunião do G20 e a Rio+20 obrigaram Dilma Rousseff e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a adiarem novas batalhas na guerra pela redução dos juros ao consumidor.

Mas tão logo retornem à agenda normal, outras medidas devem ser anunciadas para manter a empreitada de derrubar o spread bancrário e outros custos considerados entrave ao crescimento econômico.

Mantega já deu sinais de que está insatisfeito com o ritmo de redução dos juros pelos bancos – inclusive da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil.

Os alvos serão as tarifas, o cheque especial e o cartão de crédito. Mas, na avaliação de todas as taxas, percebe-se que o mercado brasileiro ainda está bem longe dos “níveis internacionais” citados por Dilma como parâmetro “técnico” para os juros ao consumidor no país.

De acordo com os últimos dados da Anefac a variação das taxas anualizadas é de menos de dois pontos percentuais de abril para maio – isso as deixa acima de 100%, enquanto a média global está em torno de 10%.

No cheque especial, passa de 200%.

Ou seja, essa guerra – que Dilma ou ganha ou ganha – ainda está por ser vencida.

Autor: Jorge Félix Tags: , , , ,

quinta-feira, 19 de abril de 2012 Mercado financeiro | 15:03

The Economist: redução do spread bancário pode não durar

Compartilhe: Twitter

A revista britânica The Economist traz na edição desta semana uma reportagem sobre a atuação do governo para reduzir o spread bancário no Brasil.

A publicação destaca a redução das taxas de juros – iniciada por Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil -, seguida pelos bancos privados.

No entanto, alerta a revista, o movimento de queda de juros está ameaçado pela necessidade de mudança na poupança e pelo risco da volta da inflação.

- O descanso para os tomadores de empréstimo brasileiros pode não durar.

Autor: Klinger Portella Tags: , , , ,

segunda-feira, 16 de abril de 2012 Mercado financeiro | 06:05

Mudança na poupança está por trás da batalha do spread

Compartilhe: Twitter

Engana-se quem pensa que o governo desistiu de comprar a guerra da caderneta de poupança. A questão avaliada, por enquanto, é timing. E havia uma questão a ser resolvida antes de propor à sociedade alterar as regras da aplicação financeira mais popular do país: o alto spread bancário.

Dilma: antes de poupança, spread no padrão internacional (Foto: AE)

Foi necessário começar por aí. Ficaria muito chato mexer na poupança e deixar os juros bancários à mercê do mercado. O tempo para alterar a poupança passou a ser, no entendimento de um atento observador das movimentações da equipe econômica, o momento em que as taxas de juros nos bancos privados começarem a se ajustar ao que Dilma Rousseff estabeleceu como o patamar internacional.

Foi este o motivo, acreditam alguns economistas, de a Febraban incluir em sua análise semanal uma reivindicação de mudança na poupança “o quanto antes”, como registrou Poder Econômico.

A intenção da Febraban teria sido desafiar o Ministério da Fazenda, causar constrangimento mesmo. Sem perceber, no entanto, que tudo corre como no script escrito pela equipe econômica.

Autor: Jorge Félix Tags: , , ,

terça-feira, 10 de abril de 2012 Finanças pessoais | 07:02

Bancos compensarão juros mais baixos com garantias mais rígidas

Compartilhe: Twitter

Depois de baixar os juros por decisão de Dilma Rousseff,  os bancos públicos preparam medidas de compensação quanto às garantias para os empréstimos.

Ou seja, a redução do spread deve ser acompanhada de facilidades para os bancos reaverem bens de clientes inadimplentes de forma mais ágil do que as regras atuais.

Autor: Jorge Félix Tags: , ,

sexta-feira, 6 de abril de 2012 Breve análise | 06:06

Afinal, para que servem os bancos públicos?

Compartilhe: Twitter

É a hora de a sociedade brasileira perder um tempinho nesta reflexão. Certamente, muitas vozes hoje criticarão a atitude do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal de reduzir o spread de seus empréstimos para forçar o mercado privado a seguir esse caminho.

BB: bancos públicos em debate (Foto: AE)

Talvez as mesmas vozes que, em 31 de agosto do ano passado, afirmaram com todas as letras que o Banco Central havia reduzido a taxa básica de juros porque havia cedido à pressão direta de Dilma Rousseff sem nenhuma sustentação técnica para tal atitude. Lembre-se: a inflação oficial, anunciada ontem, foi a menor para um primeiro trimestre em 12 anos.

O tema do spread bancário foi abordado por Poder Econômico desde a sua primeira semana no ar, em janeiro. Agora, o fato. E a consequência explica o porquê da espera: as ações dos bancos privados caíram junto com as dos bancos públicos. Os lucros dos bancos brasileiros sempre é um tema digno de manchete no mundo. Tudo bem, nosso sistema é competente. Mais só a gestão eficiente explica o resultado recorde mundial durante anos?

A atitude do ministro Guido Mantega, de extrair à fórceps juros menores dos bancos públicos, no entanto, explicam o motivo da existência dessas instituições. Os brasileiros pagam aposentadorias privilegiadas, fundos de pensões generosos, agências onde nenhum banco privado quer estar entre outras despesas do BB e da CEF para quê? Se não for para o poder estatal ter condição de atuar quando avalia necessário corrigir distorções de mercado, os bancos públicos poderão entrar na primeira lista de privatização sem nenhum prejuízo à sociedade.

É bom lembrar que a formação de bolhas financeiras são atribuídas menos à quantidade de crédito e muito mais à sua qualidade – incluído aí como critério, sobretudo, os juros. Nada adianta para a economia encenar um teatro de que quem pega o empréstimo irá pagar e quem empresta irá receber, independentemente do nível das taxas. Deixar esse laiser faire prosperar dá na ópera bufa do século XXI, que teve seu ápice na quebra do Lehman Brothers, em 2008.

Autor: Jorge Félix Tags: , ,