Santander: MP 579 provoca blecaute de R$ 35 bilhões
O número é do Banco Santander: desde a edição da MP 579, há um mês, R$ 35 bilhões sumiram do setor elétrico no mercado de capitais.
Em tempo: a data da MP é 11 de setembro.
O número é do Banco Santander: desde a edição da MP 579, há um mês, R$ 35 bilhões sumiram do setor elétrico no mercado de capitais.
Em tempo: a data da MP é 11 de setembro.
Desde o início das negociações do Fundo Garantidor de Crédito para encontrar um salvador para o Cruzeiro do Sul, o Santander daqui recebeu sinal vermelho da sede na Espanha.
Os dirigentes do banco aqui sabiam, portanto, que nunca poderiam atender aos apelos para ficar com o que sobrou da instituição dos Indio da Costa.
Juntos, os três maiores bancos privados brasileiros (Itaú Unibanco, Bradesco e Santander) tiveram uma queda de 4,7% no lucro líquido no primeiro semestre de 2012.
Segundo levantamento da Austin Rating, os ganhos das três instituições chegaram a R$ 13,7 bilhões, contra R$ 14,4 bilhões de igual período do ano passado.
O Santander teve a maior queda entre os três, de 22,6%, enquanto o Itaú teve recuo de 5,6%.
O Bradesco foi o único que viu o lucro aumentar: 2,5% no período.
Leia também:
Gastos dos bancos com proteção contra inadimplentes crescem 37% no semestre
Com patrocínio do Santander, o espetáculo Donka – Uma Carta a Tcheckov entra em temporada popular no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo, a partir de quinta-feira, 26.
No dia 2, a companhia suiça Finzi Pasca leva a montagem, que une circo, teatro e dança, ao Teatro Carlos Gomes, na Praça Tiradentes, no Rio de Janeiro.
Assinado por Daniele Finzi Pasca, Donka homenageia os 150 anos de nascimento do autor e faz parte da estratégia do banco de promover suas ações culturais. Nos teatros, antes do espetáculo, serão mostrados videos das oficinas patrocinadas pelo Santander nas comunidades de Paraisópolis (SP) e de Vigário Geral (RJ).
Por meio da Lei Rouanet, a produção do espetáculo captou 851 mil reais para a montagem de Donka.
Desde o mês de abril, quando o Banco do Brasil iniciou o movimento de redução de juros, as taxas do cheque especial recuaram nos maiores bancos do país. Apesar disso, os chamados “bancões” figuram entre os maiores cobradores de juros nessa modalidade de crédito – que só perde para o cartão de crédito.
Segundo dados do Banco Central, Citibank (10,27% ao mês), HSBC (10,23%) e Santander (10,21%) tem a maior taxa no cheque especial.
Em abril, essas taxas variavam de 10,34% (Santander) a 10,15% (Citibank e HSBC). Ou seja, os dois primeiros colocados aumentaram suas taxas no período.
Bradesco e Itaú Unibanco inverteram posições no ranking.
Em abril, o Itaú tinha a oitava maior taxa (8,83%) e o Bradesco a décima (8,76%), em uma lista de 30 bancos. Atualmente, o Bradesco cobra 8,62% – a nona mais alta – e o Itaú, 8,59% (a 11ª mais alta).
O Banco do Brasil – que puxou o processo de redução de juros – não caiu significativamente no ranking: tem, atualmente, a 14ª taxa mais alta, com 6,51%. Em abril, o banco cobrava 8,61%, 12ª mais alta.
A Caixa é a exceção. Atualmente, tem a sétima taxa mais baixa do mercado, com 4,28% ao mês, contra 4,36% de abril, a oitava mais baixa à época.
Desde o dia 4 de abril, quando o Banco do Brasil começou com o ciclo de redução das taxas de juros, os bancos brasileiros amargam perdas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).
Pioneiro do processo, o BB é o que acumula a maior perda (-17,34%). O segundo lugar da lista ficou com o Itaú Unibanco, com -15,61%.
Os dois tem perdas acima da baixa de 13,91% acumulada pelo Ibovespa no período.
Santander e Bradesco viram suas ações caírem menos que a dos concorrentes, com desvalorizações de 4,01% e 2,08%, respectivamente.
Dois números que serão divulgados esta semana podem desmentir ou reforçar o pessimismo do boletim Focus e do BIS em relação à economia brasileira.
Amanhã, a Fenabrave avaliará o desempenho dos emplacamentos de veículos durante o mês de junho, o acumulado do primeiro semestre e as previsões para 2012.
As notícias preliminares do setor, até abril, são pouco animadoras.
Na quarta-feira, o Santander e o Insper apresentam os resultados do Índice de Confiança de Pequenos e Médios Negócios (IC-PMN) – uma espécie de termômetro do humor dos pequenos e médios empresários, pois o estudo afere, entre outras coisas, a expectativa desses senhores e senhoras empreendedores tomar crédito – aos atuais juros de mercado - nos próximos três meses.
É sobre isso que Dilma Rousseff e Guido Mantega estão conversando neste momento, como destacou Poder Econômico.
A pauta inclui também tarifa bancária irmã siamesa do spread.
Leia também:
Do presidente do Santander, Marcial Portela, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, ao comentar a tão propagada inadimplência como freio à política do governo de estímulo ao consumo:
- O Brasil tem aproximadamente 60 milhões de famílias. Metade toma crédito, metade não. Das 30 milhões que toman, cerca de 10 milhões estão muito endividadas. Portanto, há um grupo grande de 20 milhões de famílias que ainda pode pegar mais empréstimos. E ainda há as outras 30 milhões que não tomam crédito. Ou seja, há espaço para expansão.
Leia também:
Em meio aos rumores sobre uma possível venda de uma parte da unidade brasileira do banco, a presidenta Dilma Rousseff se reuniu por cerca de uma hora com o presidente mundial do Santander, Emílio Botin.
O espanhol Marcial Portela, presidente do banco no Brasil, também esteve no encontro, realizado nesta manhã, no Palácio do Planalto.
Na pauta estavam os projetos do Santander para o país e um encontro internacional que o banco promoverá com reitores, no Rio de Janeiro.
A assessoria do Palácio do Planalto nega eles tenham tratado sobre a venda do banco.
Os bancos públicos estão agressivos na guerra publicitária para divulgar a redução do spread. Camila Pitanga, Reynaldo Gianecchini e, agora, Regina Casé são os soldados convocados por Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.
A Caixa lançou hoje novo comercial, específico para clientes pessoa jurídica. No filme (abaixo), Pitanga anuncia as taxas para financiamento de capital de giro e desconto de títulos e duplicatas.
Há ainda um quinto filme no forno da agência Nova /SB, uma das três que atendem à CEF – um dos maiores anunciantes do país com orçamento de R$ 402,9 milhões por ano.
Os bancos privados, no entanto, decidiram ficar fora da batalha.
Itaú, Bradesco e Santander informaram ao Poder Econômico que estão sem programação de comerciais para propagar a cobrança de juros menores. Pelo menos até agora.