Guerra no Oriente Médio piora situação da Petrobras
O assassinato do chefe militar do Hamas, Ahmed Said al-Jabari, por forças israelenses piorou ainda mais a situação da Petrobras.  O barril do petróleo no mercado futuro bateu US$ 110,80 (Brent) com tendência de alta.
É maior, agora, o risco de escassez. Embora o estoque dos Estados Unidos, que divulgou número positivo, possa compensar a demanda no mercado internacional, ninguém espera uma redução de preço.
O bombardeio sobre o carro de Jabari mudou completamente a visão dos analistas do setor no Brasil. No último trimestre, era esperado um freio no consumo de gasolina no hemisfério norte com consequente redução do preço.
Isso seria positivo para as importações da Petrobras. Mas a guerra, de repente, enterrou esse cenário e tudo indica que a perspectiva, como leu o mercado ao derrubar as ações da empresa, é de novas pressões sobre o caixa.
No último trimestre, a Petrobras viu o custo de refino subir 14% e o de exploração, 17%. Enquanto o consumo bate recorde, com alta acumulada no ano de 12%  (janeiro a outubro) contra uma previsão de PIB de 1,5%.
De janeiro a setembro, a defasagem da Petrobras em gasolina e diesel é de R$ 14 bilhões, de acordo com números do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). A empresa perdeu com as importações altas e o preço interno camarada a diferença de R$ 4 bilhões.





