Ipea versus Ipea
Jorge Abrahão (Estudos e PolÃtica Sociais) é a próxima baixa na diretoria do Ipea. Diante do desafio de “unir o instituto”, Marcelo Neri vai, aos poucos, dando adeus aos diretores da gestão de seu antecessor, Márcio Pochmann

Jorge Abrahão (Estudos e PolÃtica Sociais) é a próxima baixa na diretoria do Ipea. Diante do desafio de “unir o instituto”, Marcelo Neri vai, aos poucos, dando adeus aos diretores da gestão de seu antecessor, Márcio Pochmann
O presidente do Ipea, Marcelo Neri, revelou que um dos dados que mais lhe chamaram a atenção na Pnad foi o estouro do número de lares com máquina de lavar. Bom de tiradas econômicas, o autor da expressão “nova classe média” batizou o fenômeno de “efeito empreguete”.
Agora pesquisas projetam que o próximo boom, também devido a escassez de mão-de-obra doméstica, será o de máquinas de lavar louça. Só 2% dos lares têm uma. Mas as vendas crescem 73% no ano, segundo pesquisa da GFK Custom Research Brasil.
A divulgação do estudo A década inclusiva – desigualdade, pobreza e polÃtica de renda, ontem, pelo presidente do Ipea, Marcelo Neri, com base nos microdados da Pnad (IBGE) corrobora com o tom do discurso de Dilma Rousseff na ONU contra a guerra cambial e com as polÃticas anticÃclicas até agora adotadas pelo governo.
Os crÃticos podem até ter suas razões, mas ninguém pode acusar a orquestra de desafino. Toda a partitura tem um só objetivo: a manutenção de empregos.
Ao analisar o nÃvel mais baixo de desigualdade desde 1960, Néri apontou que a renda do trabalho explica 58% da transformação vivida, desde 2001, pelo Brasil.
O salário nosso de cada mês pesou mais do que os programas de transferência de renda e até mesmo o reajuste real do mÃnimo. Resta saber se a queda da desigualdade nestes termos é sustentável?
- Nossa taxa de poupança é baixa, necessitamos de mais investimentos, mas temos a força da renda, isso é sustentabilidade -, responde Neri.
Uma jabuticaba econômica: enquanto o mundo padece, nossa desigualdade social cai a um ritmo de 3,2% nos últimos 12 meses. É maior do que o perÃodo 2001-2011.
O novo presidente Marcelo Néri já começou sua missão de  ”unir” o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Nomeou Fernanda De Negri, atualmente no Ministério da Ciência e Tecnologia, para uma diretoria.
Outros diretores, porém, ainda resistem à proposta de união.
O economista Marcelo Neri toma posse amanhã, à s 11h, na presidência do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, em BrasÃlia.
O economista Marcelo Neri pediu um tempo: se for do desejo de Dilma Rousseff que ele vá mesmo para o comando do Ipea, só poderá assumir o cargo em janeiro.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, começou a anunciar para alguns assessores que o economista Marcelo Néri deve mesmo ser nomeado presidente do Instituto de PolÃtica Econômica Aplicada (Ipea) em substituição a Márcio Pochmann. Até mesmo Vanessa Petrelli, diretora do instituto e presidente interina, foi comunicada da decisão.
No entanto, ao ouvir, novamente, o nome de Neri para o instituto, o PT reagiu. O caso promete deixar a bancada do partido ainda mais revoltada com o Palácio do Planalto.
O mÃnimo que os petistas chamam Néri é de “um sujeito de direita” por ele ser um economista ortodoxo.
A solução mais provável diante da reação dos petistas é Mantega e Dilma Rousseff adiarem a nomeação de Néri para depois da eleição municipal.
Como publicado por Poder Econômico no dia 4, o economista Marcelo Neri (FGV) tem o apoio do ministro Guido Mantega para assumir o comando do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
E este, claro, tem muito mais valor e peso do que a simples indicação do ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Moreira Franco. Lembre-se que Moreira não conseguiu emplacar nenhum dos nomes que tinha para o cargo.
O problema é que o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, passou a apadrinhar outro nome para o cargo, o do economista José Oreiro (Unb) – que tem total respaldo dos acadêmicos de Minas Gerais.
O presidente da Fundação Getúlio Vargas, Carlos Ivan Simonsen Leal, telefonou para o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para pedir apoio à indicação do nome do economista Marcelo Côrtes Neri para a presidência do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Mesmo sem um perfil heterodoxo ou desenvolvimentista, Neri ganhou a simpatia de Mantega já que o ex-presidente Lula também sempre gostou dele.
Resta saber se Márcio Pochmann, que deixa o comando do Ipea para disputar a prefeitura de Campinas pelo PT, vai engolir o nome de Neri.
Pochmann, lembre-se, chegou ao Ipea em 2007 e sua primeira decisão foi fazer uma limpeza de Ãcones ortodoxos do instituto, como o economista Fábio Giambiagi.
Ah sim, Neri também tem o apoio do ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Moreira Franco. Embora isso não queira dizer absolutamente nada.