2013: varejo, varejo, varejo
A despeito das visões antagônicas de economistas ortodoxos e heterodoxos sobre as motivações para a necessária ampliação do investimento – em ritmo capaz de alavancar o crescimento econômico em 2013 -, se pelo estímulo à demanda ou à oferta, o fato é que o setor de varejo mantém seu papel de destaque para o próximo ano.
Pergunta-se a qualquer gestor financeiro como anda sua carteira e a resposta é: varejo, varejo e varejo. A aposta é no consumo das famílias. Esse ano, o PIB patina em torno de 1,5% , mas o varejo vai bater 8,5% na estimativa de muita gente de mercado.
A previsão para o ano que vem é a mesma, embora para o país o avanço estimado esteja mais para 35 do que para 4%. Gestores de grandes fundos esperam por fusões, aquisições e uma nova onda de inovações nos grandes players. As indústrias tradicionais darão mais espaço para marcas próprias das grandes redes. Grifes conhecidas passarão a operar direto no varejo, inclusive, diversificando e segmentando as vendas por classes sociais, gênero ou idade dos consumidores.
Ou seja, apesar de reclamações sobre marcos regulatórios, intervencionismo, indústria de transformação em baixa etc, é bom estar atendo para a mensagem que o mercado de capitais está enviando e com sustentação nos fatos da economia real.
Para a pujança do varejo não despertar o fantasma da inflação, a principal aposta é que o Ministério da Fazenda desaponte, mais uma vez, a indústria, com menos “defesa comercial” ou, em bom português, protecionismo. Em vez de aumento de juros pelo Banco Central, como o mercado futuro já antecipa.


