
Hyundai, em Anápoles: sem novos incentivos fiscais (Foto: Divulgação)
Aumentou, nos últimos dias, a pressão do setor automotivo para Dilma Rousseff assinar logo o Decreto com as regras de estímulos fiscais do programa Brasil Maior.
Mais do que pressa – muitos defendiam a publicação amanhã, coincidindo com o chamado PAC da Infraestrutura, a ser anunciado na reunião de Dilma com empresários, no Planalto – o setor automotivo está no pé do governo para evitar vetos em incentivos para o Norte, Nordeste e, sobretudo, Centro-Oeste. Tanto o Ministério da Fazenda como a própria Dilma são contra a abrir mão de mais impostos, como se sabe, devido à queda de arrecadação provocada pela crise.
Mas algumas montadoras já estavam com a calculadora na mão somando os incentivos federais aos generosos estímulos estaduais que recebem desde a implantação de suas fábricas nos estados dessas regiões.
Os mais incomodados, na semana passada, eram Hyundai (a CAOA, do empresário Carlos Alberto de Oliveira Andrade), com fábrica em Anápolis (GO), a Mitsubishi, sediada em Catalão (GO), e a Ford (com fábrica na Bahia).
Apesar dos protestos, as maiores apostas são de que o decreto demore um pouco mais e que venha dentro da linha da nova política de mão fechada do governo.