Inadimplência | Poder Econômico

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terça-feira, 4 de setembro de 2012 Finanças pessoais | 17:33

Brasileiro, profissão cautela

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Enquanto no setor automotivo, o fantasma da inadimplência assusta, no crédito imobiliário ninguém tem medo. Dos calotes, apenas 1,3% passam de 90 dias e só 0,4% chegam a um ano de atraso. E mais:  o brasileiro é antes de tudo, um cauteloso. Embora possa financiar até 80% do imóvel, em média, nunca pendura mais do que 60%. Palavra da Abecip.

Autor: Jorge Félix Tags: , ,

domingo, 19 de agosto de 2012 Entrevista | 06:04

“Consumidor é mais comportado do que as autoridades imaginam”

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Galló: carga tributária difícil de carregar (Foto: AE)

O comércio varejista está otimista com o segundo semestre. Ao menos é o que estima o presidente da Lojas Renner, José Galló. Para ele, as medidas anunciadas pelo governo – como redução de juros e o pacote da infraestrutura – beneficiarão todo o setor.

Em entrevista ao Poder Econômico, durante a premiação As Melhores da Dinheiro, na semana passada, em São Paulo, Galló falou sobre o cuidado do consumidor brasileiro com o crédito e mandou um recado aos empresários e governantes:

- O consumidor é mais comportado do que a gente imagina.

Poder Econômico – Quais são as perspectivas das Lojas Renner para este segundo semestre?

José Galló - O mercado como um todo vai colher os frutos de todas essas medidas que foram tomadas, como redução de juros, medidas que foram tomadas há sete, oito meses. Estas ações levam um tempo para surtir efeito. Então, seremos beneficiados e teremos um quarto trimestre melhor. Se bem que temos tido um ano relativamente bom e melhorará, então.

Poder Econômico – O governo anunciou uma série de medidas de âmbito geral, como a redução de juros, e outras focadas em determinados setores da economia. Os varejistas pretendem negociar algum pacote específico para o setor?

José Galló - Nós realmente não nos beneficiamos muito com a redução de juros, porque o vestuário tem um ticket médio relativamente baixo, de R$ 150, R$ 160, parcelado em cinco vezes. O que realmente precisamos é da redução de impostos. A carga tributária deste país é muito difícil de ser carregada. Temos problemas sérios de infraestrutura. A Renner é uma empresa nacional, que tem de distribuir por estrada para todo o Brasil. Nosso frete é caro em função das estradas, do desgaste dos veículos. E também incorporamos essa história da energia elétrica. Não é possível pagarmos até três vezes mais do que se paga em outros países. Essas medidas gerais devem nos ajudar também.

Poder Econômico – Apesar do ticket médio baixo, a inadimplência preocupa?

José Galló - Nossa inadimplência caiu no último trimestre. Acho que o mercado como um todo viveu isso. O consumidor brasileiro é muito0 dependente do crédito. Ele trata o crédito com muito carinho. Houve sim um excesso, mas ele percebeu isso e, agora, acerta sua vida, sua conta e é muito mais comportado do que a gente imagina, e que muitas vezes as próprias autoridades imaginam.

Autor: Klinger Portella Tags: , , , ,

quarta-feira, 11 de julho de 2012 Conjuntura | 16:55

Boa Vista: cheques sem fundo tem maior nível desde 2009

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Não foi apenas no cartão de crédito que o consumidor brasileiro se descontrolou. A inadimplência subiu também no famoso borrachudo.

O montante de cheques devolvidos fechou o primeiro semestre no maior percentual desde 2009.

Segundo a Boa Vista Serviços, foram 2,03% de cheques devolvidos em relação ao total de cheques movimentados. Em igual período do ano passado, era 1,90% de cheques devolvidos.

Em junho, no entanto, a proporção foi de 1,98%, uma redução frente aos 2,15% do mês de maio.

Autor: Klinger Portella Tags: , ,

terça-feira, 10 de julho de 2012 Comércio | 06:04

Um natal cheio de dúvidas para o comércio

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Natal: varejo pessimista (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

Está difícil para o comércio definir o volume de encomendas para o Natal. O setor está debruçado em dúvidas. De um lado as previsões pessimistas de crescimento do PIB – já abaixo de 2% em alguns casos – e, do outro, o Banco Central acenando com um aquecimento no último trimestre.

Os economistas das próprias instituições que representam o setor – associações e federações – apostam em um cenário ruim no curto prazo e melhor no longo prazo – respectivamente fim deste ano e do próximo.

Mas, esta época, como se sabe, é o momento de prever o quão otimista o consumidor estará em dezembro. A falha no prognóstico pode significar um estoque exagerado e prejuízo.

Há várias questões sobre a mesa de quem tem que fazer essa avaliação e, por enquanto, as opiniões divergem dependendo do segmento.

No eletroeletrônico, é maior o temor com a  situação de inadimplência das famílias. Não porque exista o receio de ela tornar-se bolha ou crônica.

O primeiro semestre, como mostrou a a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em conjunto com o Serviço de Proteção ao Crédito, mostrou uma inadimplência praticamente estável, mas com  queda em junho.

A questão é se as famílias, uma vez saneadas financeiramente, irão partir para novas prestações. No varejo alimentar (supermercados), menos suscetível ao crédito, a perspectiva é o reajuste do salário mínimo de 2013. Com inflação menor, o índice de aumento deve ser também inferior – pelo menos ao deste ano. Logo, com essa expectativa o consumidor das classes mais baixas, espera-se, encherá menos o carrinho.

O lado otimista destas avaliações é que o setor aposta que, no fechamento do ano, incluindo aí um Natal razoável, o consumo das famílias brasileiras crescerá bem acima do percentual previsto para o PIB de 2012 – mesmo o comércio registrando um desempenho no primeiro semestre inferior ao dos últimos três anos.

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Autor: Jorge Félix Tags: , , , , ,

sábado, 30 de junho de 2012 Entrevista | 09:01

Serasa: Brasil não tem crédito para crise de inadimplência

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Almeida: brasileiro é pouco alavancado (Foto: Divulgação)

Os atuais níveis de inadimplência do consumidor podem até gerar uma desaceleração da economia, mas os riscos de uma crise de crédito estão descartados. É o que garante o economista da Serasa Experian Carlos Henrique de Almeida.

Para ele, há uma tendência de redução dos níveis de inadimplência nos próximos meses, mas alguns consumidores – principalmente das classes D e E – ainda demorarão para se livrar das dívidas.

Em entrevista ao Poder Econômico, ele alerta, por outro lado, que a inadimplência em alta pode acabar com a estratégia do governo de segurar os juros em queda.

Poder Econômico – Qual é a sua expectativa para a inadimplência nos próximos meses?

Carlos Henrique de Almeida - Apesar de toda incerteza na economia, considerando as informações atuais, esperamos uma queda da inadimplência do consumidor, mas uma queda bem gradual. Temos hoje pelo Banco Central a inadimplência do consumidor em 8% em maio. Acreditamos que possa chegar ao fim do ano ao redor 7%. Uma redução bem gradual, de seis meses para descer um ponto percentual.

Poder Econômico – O brasileiro ainda se incomoda por ter o nome sujo?

Carlos Henrique de Almeida - Sim. Mas não é mais como antigamente. Para algumas pessoas, o nome pode ser tratado como um patrimônio. Outras caíram na tentação do crédito e perderam o controle. Sabemos que a principal causa da inadimplência é a falta de controle. Os novatos no crédito é que correm maior risco de inadimplência, principalmente, das classes D e E, porque tem pouca vivencia com crédito. Acabam aprendendo a lidar com o crédito da pior forma possível, que é a inadimplência.

Poder Econômico – Esse aspecto cultural de zelar pelo nome ajuda o Brasil a ter uma inadimplência mais controlada?

Carlos Henrique de Almeida – Isso não é mais tão representativo. É lógico que ainda ocorre. Mas o que hoje evita uma inadimplência maior ainda é a questão do desemprego baixo e da renda do consumidor crescendo.

Poder Econômico – Qual o perfil médio do endividado brasileiro?

Carlos Henrique de Almeida - O endividado brasileiro não é tão alavancado como o norte-americano, canadense e inglês. Dados dos bancos centrais desses países mostram um endividamento bem maior. Mas o comprometimento da renda no Brasil é maior, porque lá eles tem o crédito mais longo e taxa de juros praticamente negativa. Esse processo de redução de juros no Brasil é novo. E, mesmo assim, juros de 2% ao mês, no ano dá uma boa taxa de juros. Não é barato. Ainda não temos um crédito barato na comparação com as principais economias. Nosso endividamento está ao redor de 42% da renda disponível. Há países que isso passa de 100%. Já o comprometimento da renda é de 22%, enquanto a do americano é 16%.

Poder Econômico – Mas é praticamente impossível o Brasil reeditar a crise de crédito dos Estados Unidos, por exemplo…

Carlos Henrique de Almeida - Não tem como acontecer o que aconteceu nos EUA em 2008 e 2009. Nossa relação crédito/PIB agora passou 50%, o nosso crédito imobiliário está ao redor de 5%, e lá só o imobiliário era 80%. Nós nem temos crédito para ter bolha. Não temos uma perspectiva de crise pela inadimplência. Lógico que não é bom ver a inadimplência subir. Manter a taxa de juros baixa com inadimplência em alta fica difícil para as instituições financeiras. Hoje, a inadimplência é 29% do spread. Se ela cresce, fica difícil segurar os juros.

Autor: Klinger Portella Tags: , ,

quinta-feira, 28 de junho de 2012 Finanças pessoais | 15:08

Juros do cartão de crédito estão estacionados

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Só para registrar e deixar o número na lembrança:

Os juros do cartão de crédito estão estacionados desde janeiro em 238,30% ao ano.

Por coincidência, esse tipo de crédito é o que apresenta o maior nível de inadimplência.

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Autor: Jorge Félix Tags: , , ,

quarta-feira, 20 de junho de 2012 Consumo | 12:57

Fecomércio-RJ: poupança tem maior nível desde 2006

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Metade (50,2%) das famílias da região metropolitana do Rio de Janeiro fechou o mês de maio com algum dinheiro guardado. É o maior nível para o mês desde o início da medição da Fecomércio-RJ, em 2006.

O economista da entidade, Christian Travassos, atribui o resultado a um freio no consumo:

- Não um freio brusco, mas para que o consumo acumulado não estourasse o orçamento.

Entre as famílias ouvidas, 36,8% declararam que não sobraria e nem faltaria dinheiro no mês. Apenas 17,6% afirmaram que os recursos não seriam suficientes para todas as necessidades.

Embora 31,8% daqueles com poupança estejam no bloco dos cautelosos e vão manter a reserva, a boa notícia para o comércio no Rio é que 30% dos entrevistados pretendem adquirir algum bem futuramente e 28,8% planejam gastar a poupança com lazer.

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sexta-feira, 8 de junho de 2012 A frase do momento | 18:06

Santander: mercado de crédito no país é de 20 milhões de famílias

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Do presidente do Santander, Marcial Portela, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, ao comentar a tão propagada inadimplência como freio à política do governo de estímulo ao consumo:

- O Brasil tem aproximadamente 60 milhões de famílias. Metade toma crédito, metade não. Das 30 milhões que toman, cerca de 10 milhões estão muito endividadas. Portanto, há um grupo grande de 20 milhões de famílias que ainda pode pegar mais empréstimos. E ainda há as outras 30 milhões que não tomam crédito. Ou seja, há espaço para expansão.

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Autor: Jorge Félix Tags: , , , ,

segunda-feira, 28 de maio de 2012 A frase do momento | 11:11

Luiza Trajano: é preciso facilitar quem está endividado com cartão de crédito

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Luiza Trajano: consumo retraído (Foto: AE)

A frase do dia de hoje é de Luiza Helena Trajano, presidente do Magazine Luiza, que acredita que o consumo leva a economia brasileira ao hospital, enquanto as demais economias já estão na UTI. Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, a empresária diz que o segundo semestre será bem melhor que no ano passado, mas dá a receita para o governo não perder o passo com a economia:

- É preciso criar alguma coisa para facilitar quem está endividado com cartão de crédito e cheque especial.

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quarta-feira, 14 de março de 2012 Finanças pessoais | 06:01

Dinheiro falta no fim do mês para 25% dos brasileiros, diz Fecomercio-RJ

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Os números são da Fecomercio-RJ: 25,6% dos entrevistados disseram que faltará dinheiro para pagar as prestações até o fim do mês.

Para 45,1%, não sobrará e nem faltará, enquanto 29,3% disseram haver sobra.

A pesquisa mostrou, também, que caiu na inadimplência nos financiamentos, de 21,8% em fevereiro de 2011, para 15,9% em igual mês deste ano.

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