
Esteves: empresta só 0,88 vezes o patrimônio do BTG (Foto: AE)
O banqueiro do momento em Brasília é André Esteves, dono do BTG Pactual. É um dos interlocutores mais frequentes do ministro da Fazenda, Guido Mantega.
Como se sabe, Esteves assumiu o Banco Panamericano, de Silvio Santos, com recursos financiados pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e da Caixa Econômica Federal.
Recentemente, recebeu a missão de tentar assumir o Cruzeiro do Sul pagando R$ 1, proposta que foi recusada pelo Conselho do FGC.
Nada disso o pessoal do mercado estranha. Afinal, Esteves é tido como um dos mais talentosos da sua geração. Mesmo sua ganância hipertrofiada é legítima no setor.
O que muita gente forte nos bancões considera inusitado é o governo, em sua árdua batalha pela ampliação do crédito, dar tanto ouvido a quem empresta tão pouco e prefere lucrar nas, digamos, artimanhas do mercado financeiro.
Na lista dos 15 maiores bancos, feita por um analista a pedido de Poder Econômico, seguindo o critério de concessão de crédito versus patrimônio, o BTG é o 14º lugar. Ou seja, só um banco (o J.P. Morgan) empresta menos do que a instituição de Esteves.
A lista é liderada pela CEF, que empresta 13 vezes o patrimônio, seguida do Banco do Brasil, Votorantim e Safra, empatados em segundo lugar com sete vezes.