
Kakinoff: apertando o cinto (Foto: Eduardo Lopes)
Apesar do prejuízo de R$ 715,1 milhões no segundo trimestre do ano – o dobro do registrado em igual período de 2011 -, a Gol não tem projeções de novos cortes de funcionários, após a demissão de 1,5 mil colaboradores iniciada neste ano.
Em entrevista ao Poder Econômico, o presidente da companhia, Paulo Kakinoff, descartou mais cortes, pelo menos por enquanto.
- Em se mantendo os atuais patamares, não teremos novas projeções de cortes.
Kakinoff, por outro lado, diz que a empresa seguirá a renovação de quadros, com demissões voluntárias e desligamentos por baixa performance.
Também há de 300 a 400 vagas que estavam em aberto que não serão preenchidas, para “manter a companhia com a estrutura mais enxuta possível”.
Hedge aprovado
Questionado sobre as perdas provocadas pela variação cambial – que foi dos principais fatores geradores do prejuízo no trimestre -, Kakinoff disse que a política de hedge (proteção) da Gol não é especulativa.
- Desconheço empresas que façam hedge maior que 30% a 40% do total da exposição, que foi o que a Gol fez. Mais que isso, o custo fica superior à própria variação cambial.
O executivo afirmou que a eficácia da política de hedge deve ser avaliada em um período maior que um trimestre.
- Nessa análise, temos um resultado positivo da política.
Recado aos investidores
Kakinoff diz que as ações da Gol deverão se manter em volatilidade nos próximos dias e semanas, mas deixou um recado aos investidores:
- Nos últimos 60 dias, os papeis estavam em alta de 20%. Esperamos que os papeis voltem a ter essa mesma tendência de recuperação que tínhamos nas últimas semanas.