Controlar é apenas 1% da receita da CCR
Se uma das primeiras decisões do prefeito eleito de São Paulo, Fernando Haddad, for mesmo acabar com a inspeção veicular em São Paulo – ou deixar de cobrar a tarifa de R$ 44,36 -, o único prejuízo da CCR, empresa dona da Controlar, a prestadora de serviço, será de imagem.
Outro fato a destacar: o fim da inspeção veicular acabaria com o plano da CCR de nacionalizar o Controlar. Até agora, uma jabuticaba paulistana.
Mas isso não está precificado em seus papéis. A propósito, as ações da empresa, até ontem, registravam alta de 54% no ano e de 59% em 12 meses.
Como o contrato com a prefeitura de São Paulo há tempos está sob risco devido às denúncias de irregularidades e investigação do Ministério Público, segundo a equipe de analistas da Coinvalores, o mercado financeiro já avaliou lá atrás a interrupção desta receita.
Nos últimos seis meses, a Controlar significou apenas 1% de tudo o que entrou no caixa da CCR. O faturamento anual do grupo é de R$ 2,6 bilhões. A empresa está mais interessada, atualmente, na privatização dos aeroportos, na Linha 4 do metrô paulistano, no pedágio das rodovias e no Sem Parar, de onde sai a maior parte de sua receita.
Até o ano passado, só para se ter uma ideia, o Controlar representava 3% do faturamento. Mas perdeu rapidamente a relevância. No primeiro semestre, rendeu R$ 22 milhões. Atualmente, inclusive, é muito mais um desgaste do que um bom negócio.
Até agora, a CCR optou pelo silêncio sobre a ameaça de Haddad ao Controlar. A aposta de quem acompanha o assunto é que, como o PT e Gilberto Kassab, agora, são velhos companheiros, é bem capaz que o petista chegue a um meio termo devido ao caráter simbólico da pendenga sob a gestão do chefe do PSD.
Outro fato a destacar: o fim da inspeção veicular acabaria com o plano da CCR de nacionalizar o Controlar. Até agora, uma jabuticaba paulistana.
Mas isso não está precificado em seus papéis. A propósito, as ações da empresa, até ontem, registravam alta de 54% no ano e de 59% em 12 meses.



