A receita para Dilma Rousseff estimular o mercado de capitais
A declaração de Dilma Rousseff, durante visita a Madrid, revelando a intenção do governo de adotar medidas de estímulo ao mercado de capitais foi recebida por aqui de um jeito meio morno.
A falta de entusiasmo reflete um pouco a baixa expectativa dos investidores desde o anúncio da MP 579, do setor de energia elétrica, confrontando com o entusiasmo percebido quando das privatizações de aeroportos em janeiro e, depois, com a concessão de estradas e ferrovias.
Agora as intenções do governo esbarram em ceticismo. Outro exemplo é a desoneração da folha de pagamento das empresas. Quando ao mercado de capitais, um outro fator é que o mercado sabe que não há mistério. Se Dilma pretende mesmo fortalecê-lo, a receita é conhecida.
Para Roberto Teixeira da Costa, fundador da Comissão de Valores Mobiliários, são três os ingredientes básicos: 1) inflação controlada e taxa de juros em padrões internacionais; 2) previsibilidade – regras do jogo devem ser mantidas e respeitadas e 3) economia voltando a crescer e empresas e investidores sendo novamente atraídos para o mercado.
- Quando digo mercado, não me refiro exclusivamente ao mercado de equities, mas também ao mercado de dívida privada de longo prazo. Para tanto, é fundamental o contínuo fortalecimento dos investidores institucionais. A legislação fiscal deve ser estimulante!!!
As exclamações são dele.
Só uma observação: é engraçado como Dilma Rousseff, lá fora, como se diz em Minas Gerais, “toca a falar” do mercado financeiro. Em terras nativas, o tal é sempre mais desvalorizado pelo governo.

