Anace: “Vamos ver se Dilma agora é privatista”
A mesma incerteza quanto à data do anúncio do pacote de privatização de aeroportos ocorre em relação à renovação – ou não – das concessões no setor energético. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, na semana passada, em reunião com oito entidades do setor deixou o suspense no ar. Só Dilma Rousseff sabe, afinal, ela ainda controla a área da qual foi ministra.
O setor já trabalha com a hipótese provável – apesar da campanha da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – de renovação das concessões que vencem a partir de 2015. Mas há outras questões no jogo da formação do preço da energia que Dilma promete reduzir para estimular a economia. São os entraves ao crescimento do mercado livre, ao qual o governo nunca teve simpatia: mudança do patamar de entrada (hoje em 3 megawatts de consumo), burocracia e venda do excedente.
- O pacote será decisivo para ver se houve mudança de posição. Vamos ver se ela [Dilma] é tão estatizante quanto em 2002 ou agora é privatista mesmo como mostrou no PAC da Infraestrutura – afirma o presidente da Associação Nacional dos Consumidores de Energia (Anace), Carlos Faria.
De acordo com a Anace, um consumidor do mercado livre obtém uma redução de custo de 10 a 20%.
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