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Posts com a Tag desindustrialização

quinta-feira, 17 de maio de 2012 Indústria | 12:04

Skaf faz missão nordestina contra desindustrialização

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Skaf: rumo ao Nordeste (Foto: Divulgação)

Skaf: rumo ao Nordeste (Foto: Divulgação)

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, está de malas prontas para uma missão no nordeste. Ele passará o fim de semana palestrando na região contra a desindustrialização.

O primeiro compromisso de Skaf será em Teresina, onde falará com 400 autoridades políticas e empresariais, no sábado, na Federação das Indústrias do Estado do Piauí (Fiepi).

Na segunda-feira, ele se reúne com empresários cearenses, em Fortaleza.

Autor: Klinger Portella Tags: , , ,

segunda-feira, 9 de abril de 2012 Brasil | 19:18

Alckmin e Cabral estudam medidas contra a desindustrialização

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Cabral, Alckmin e Skaf: medidas de proteção à indústria (Foto: AE)

Em almoço no Palácio dos Bandeirantes, os governadores Geraldo Alckmin e Sérgio Cabral conversaram hoje sobre possíveis medidas em comum para defender as indústrias dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

Os dois governadores querem anunciar logo alguma medida capaz de se equiparar ao pacote contra a desindustrialização recém anunciado por Dilma Rousseff.

O vice-governador do Rio, Luiz Fernando “Pezão” de Souza, e o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, também participaram da conversa.

Autor: Jorge Félix Tags: , , , ,

quinta-feira, 22 de março de 2012 Governo | 12:01

Vem aí a Frente Parlamentar contra a Desindustrialização

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Na terça-feira, deputados vão protocolar a criação da Frente Parlamentar da Desindustrialização. O objetivo é fazer o Congresso participar mais do debate entre o governo e os empresários.

A frente será liderada pelo sempre ministeriável Newton Lima (PT-SP) e já tem apoio da Fiesp e de vários sindicatos.

Autor: Klinger Portella Tags: , , ,

quinta-feira, 15 de março de 2012 Breve análise | 16:41

Coteminas entre o boom imobiliário e a desindustrialização

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A decisão do presidente da Coteminas, Josué Gomes da Silva, de desativar duas fábricas têxteis no Rio Grande do Norte mostra bem o dilema da indústria no Brasil.

Próximo ao aeroporto de São Gonçalo do Amarante, o terreno de 885 mil metros da Coteminas teve uma valorização tão grande que o empresário, cingido pela redução das exportações do setor nos últimos anos,  se viu obrigado a destinar o terreno para outro fim ou colocá-lo à venda por centenas de milhões de reais.

Josué Gomes da Silva: dilema (Foto: AE)

Mantê-lo como indústria seria prejuízo. Decidiu ele mesmo investir em um complexo imobiliário – com shopping, hotel, escritório e residências.

Antes de anunciar sua decisão, há três semanas, o empresário explicou seu dilema à governadora Rosalba Ciarlini (DEM), e garantiu a ela manter o máximo de empregos possíveis.

Além do aeroporto, a região metropolitana de Natal, onde está o terreno da Coteminas, também se valorizou pela perspectiva de criação da Zona de Processamento de Exportação de Macaíba.

A ZPE está atraindo indústrias de tecnologia da Coréia e da China – por ironia, os principais concorrentes dos têxteis brasileiros alimentam o boom imobiliário no país com a pujança de suas indústrias.

Autor: Jorge Félix Tags: , , ,

quinta-feira, 8 de março de 2012 A frase do momento | 10:50

Calabi vê ‘evidências escancaradas’ de desindustrialização

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Andrea Calabi (Foto AE)

Andrea Calabi (Foto AE)

Do secretário da Fazenda de São Paulo, Andrea Calabi, sobre o atual momento da indústria paulista e nacional. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, ele compara o crescimento de 15,8% no ICMS sobre as importações em janeiro com a queda de 0,9% da indústria no mesmo período.

- Temos evidencias escancaradas de desindustrialização

Autor: Klinger Portella Tags: , , ,

domingo, 4 de março de 2012 Entrevista | 06:04

Rubens Barbosa: “Caso Embraer não pode contaminar a relação comercial com EUA”

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Barbosa: Embraer é caso isolado (Foto: AE)Ex-embaixador do Brasil nos Estados Unidos e atual presidente do Conselho de Comércio Exterior da Fiesp, Rubens Barbosa analisa positivamente a reação do Brasil diante da guerra comercial com a Boeing que causou a perda de um contrato de US$ 355 milhões da Embraer. A empresa de São José dos Campos (SP) venderia, pela primeira vez, 20 aviões Super Tucano ao programa Light Air Support da Força Aérea dos EUA. Experiente na diplomacia, Barbosa recomenda, nesta entrevista ao Poder Econômico: ”Ninguém gostou, mas o caso Embraer não pode contaminar a relação comercial com EUA.”

Poder Econômico – Como analisa o caso da Embraer?

Rubens Barbosa – Ninguém gostou do que aconteceu. Mas o governo brasileiro soube tratar com serenidade. É uma questão interna do governo americano. O Itamaraty emitiu uma nota, se disse surpreso e o assunto continuará na pauta. É o procedimento possível. A Embraer tem o melhor produto. É uma questão de soberania americana. O caso não deve, de forma alguma, contaminar a relação comercial com os Estados Unidos. O fato foi tratado dentro dos limites possíveis.

Poder Econômico –  Qual deve ser a principal mensagem de Dilma Rousseff em sua visita aos Estados Unidos?

Rubens Barbosa – Essa visita dela é um desdobramento da visita de Barack Obama em março passado. Há uma série de iniciativas muito importantes que vão se desdobrar, é uma etapa a mais. Nós temos um déficit de 9 bilhões de dólares na balança comercial. Temos interesse em receber investimentos de empresas de lá. Na questão específica da crise financeira, o Brasil, no entanto, deve deixar claro que está acompanhando os acontecimentos nos Estados Unidos e na Europa e que vai tomar medidas para defender os seus interesses.

Poder Econômico – Como analisa as medidas adotadas até aqui em relação ao câmbio?

Rubens Barbosa – As últimas medidas foram para conter a especulação no mercado futuro, defesa comercial e desoneração fiscal. São medidas ad hoc que não enfrentam o problema estrutural. Não vai resolver o problema. São medidas de curto prazo. Apenas adiam o problema. Qual o problema? A perda de competitividade da indústria nacional. O país precisa enfrentar esse problema com coragem. O preço da energia tem que cair, a especulação tem que ser enfrentada, a questão da falta de infraestrutura, alta tributação, elevadas taxas de juros  etc. Não dá para tomar medidas apenas ad hoc, de curto prazo.

Poder Econômico – Na questão do câmbio, na sua visão, o Brasil vive um ataque especulativo?

Rubens Barbosa – Não dá para dizer assim. É uma questão complexa. O Brasil tem um dos câmbios mais apreciados do mundo por vários fatores. O que ocorre hoje é especulação no mercado futuro e fraude. Há fraude nisso. A ação do Ministério da Fazenda, pelo que parece, será nesse sentido. Os recursos entram como Investimento Estrangeiro Direto (IED) mas vão para o mercado futuro. É preciso enfrentar isso.

Poder Econômico – O Brasil vive um processo de desindustrialização?

Rubens Barbosa –  Alguns setores sim. Setores de transformação. Há uma processo de duplo sentido. Primeiro, empresas que produziam aqui passaram a produzir no exterior. Isso ocorre porque o Brasil está muito caro por todos os motivos já mencionados. Há ainda a importação estimulada pelo câmbio. Há um grave problema estrutural.

Poder Econômico – É preciso rever a agenda econômica?

Rubens Barbosa – Falta visão de médio e longo prazos. Já está ocorrendo e vai haver mais desinvestimento. Isso resultará em desemprego. Quando falo de médio e longo prazo, falo em cinco a dez anos de conseqüências ruins caso medidas não forem adotadas agora. A visão hoje é que é melhor produzir em vizinhos da América Latina e exportar para o Brasil. Por quê? Porque lá é mais barato.

Autor: Jorge Félix Tags: , , , , ,

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012 Indústria | 08:04

Por que Sarney é a favor da resolução 72

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Sarney: Roseana quer (Foto: AE)

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), é a favor da resolução 72, aquela que acaba com incentivos para a importação em dez estados porque sua filha Roseana, governadora do Maranhão, está aflita para mudar isso tudo que está aí.

O Maranhão é um dos estados mais prejudicados.

Autor: Jorge Félix Tags: , , ,

Governo | 06:06

Pimentel explica ausência na reunião da Fiesp

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Pimentel com Patriota: dia dedicado ao México (Foto: Agência Brasil)

Os empresários e sindicalistas reunidos, ontem, na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo  (Fiesp) para debater desindustrialização têm algumas hipóteses para a ausência do ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, ao evento.

Entre os grupos de nomes fortes da indústria e das centrais, algumas hipóteses foram levantadas. Entre elas:

1) o ministro foi desautorizado a participar pela própria Dilma Rousseff;

2) se fosse uma reunião do agronegócio, ele estaria lá, como era da indústria…;

3) Pimentel e Dilma estão mais preocupados com Minas Gerais do que com São Paulo.

Ânimos exaltados à parte, Pimentel garante que sua ausência teve a ver também com a indústria. Passou o dia em discussões – com o chanceler Antônio Patriota – sobre o acordo automotivo com o México já que a delegação do país chega hoje ao Brasil.

Pimentel avisou ao presidente da Fiesp, Paulo Skaf, na quinta-feira sobre a impossibilidade de viajar a São Paulo e ofereceu enviar um representante. Skaf recusou.

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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012 Indústria | 16:16

Josué Gomes busca argumentos para defesa da indústria nacional

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Josué Gomes: movimentação (Foto: AE)

A indústria nacional se movimenta atrás de argumentos de defesa. O empresário Josué Gomes da Silva, da Coteminas, almoçou hoje com José Júlio Senna, da MCM Consultores.

No cardápio, desindustrialização.

Autor: Jorge Félix Tags: , , ,

domingo, 5 de fevereiro de 2012 Entrevista | 06:16

Lacerda: “Nosso maior risco econômico é o da acomodação”

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Lacerda: Brasil está no perigo da zona de conforto (Foto: AE)

Este ano, o dólar já caiu 8,1% e fechou a sexta-feira cotado em R$ 1,71. A persistência de nossa moeda manter o fôlego alimenta as queixas, alertas e debates sobre a desindustrialização. O professor Antônio Corrêa de Lacerda (PUC-SP) é um acadêmico com trajetória sempre voltada ao setor produtivo. Economista-chefe da Siemens Brasil e conselheiro da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais (Sobeet), dedica-se à pesquisar os desafios de nossa indústria. Nesta entrevista ao Poder Econômico, Lacerda comenta sobre o câmbio, claro, e as medidas setoriais e protecionistas adotadas como solução. Mas faz um alerta sobre o futuro da economia brasileira, caso o governo demore a reagir: “Nosso maior risco econômico é o da acomodação”.

Poder Econômico – Qual a sua previsão para o câmbio este ano?
Antônio Corrêa de Lacerda – Deveremos continuar com uma expressiva volatilidade. Temos duas forças que agem contrariamente. O crescente déficit em conta-corrente de quase US$ 50 bi no ano passado, e que deverá expandir-se para US$ 60 bi este ano induz uma potencial desvalorização do real, frente a um cenário externo adverso. Por outro lado, prevalece no mundo um quadro de baixos juros reais, o que atrai grandes volumes de capitais para o Brasil: captações das empresas, investimento em bolsa, IDE, etc.. Esse outro aspecto contribui para a valorização do real.

Poder Econômico – Quais exemplos, de outros países que passaram por esse processo? Quais foram as conseqüências?
Antônio C. de Lacerda –  A consequência é a desindustrialização e o aumento da vulnerabilidade externa. O real valorizado diminui a competitividade da produção brasileira, não apenas para exportação, mas frente aos importados, especialmente de países, que, ao contrário do Brasil, mantém sua moeda desvalorizada e subsidiam fortemente seus produtores para ganhar mercados. Outros fatores de competitividade sistêmica têm prejudicado a geração de valor agregado local, como custo elevado de financiamento e crédito, carga tributária sobre investimentos e exportação, infraestrutura e logística, caras e deficientes, custo elevado de insumos, como aço e energia, etc. O nível da produção industrial do final de 2011 é praticamente o mesmo do de setembro de 2008, pré-efeito da crise, da quebra do Lehman Brothers. Todo desempenho industrial ao longo destes mais de três anos apenas nos fez recuperar o patamar alcançado então. O PIB deve ter acumulado um crescimento de cerca de 10% no período, mas a indústria parou. Nos tornamos um mercado de consumo relevante, mas um produtor decadente.

Poder Econômico – Algumas empresas estão aproveitando “oportunidades” e captando lá fora mesmo sem necessidade.
Antônio C. de Lacerda – Está sobrando recursos no exterior, porque os juros estão muito baixos nos EUA e Europa. As empresas precisam de capital de giro e de financiar suas operações e investimentos. Trata-se de uma oportunidade pois o Brasil e suas empresas são atrativos em um mundo com muitos países em recessão ou estagnação e ainda taxas de juros muito baixas.

Poder Econômico –  O governo deveria atuar para reduzir a valorização do real? Por quê?
Antônio C. de Lacerda – A desindustrialização é um fenômeno precoce e intempestivo no Brasil. Algo que deve ser fortemente combatido, pois não se trata de uma demanda setorial corporativa. A indústria é um forte indutor do desenvolvimento, como denotam as experiências históricas internacionais e a nossa própria, sendo fator determinante do padrão do valor agregado, comércio exterior, renda, emprego, tecnologia e de balanço de pagamentos. Especialmente em um país com as nossas características. Não se trata de uma escolha excludente entre produzir bens primários ou manufaturados, já que temos potencial para sermos competitivos em ambos. Desde que haja condições sistêmicas isonômicas e um arcabouço de políticas de fomento voltadas para tal. Só depende de estratégia e de olhar além do curto prazo.

Poder Econômico – As medidas setoriais são uma alternativa?
Antônio C. de Lacerda – Medidas setorais, embora necessárias, não alteram o fator preponderante que  é a enorme diferença cambial, em grande parte advinda da diferença abissal que há entre o nivel de juros praticados no pais e no exterior.

Poder Econômico – Quais os maiores riscos destas medidas?
Antônio C. de Lacerda – O Brasil vem conquistando avanços importantes em vários campos, em especial no econômico-social, o que tem nos propiciado maior autonomia das políticas econômicas para enfrentar as adversidades do ambiente externo. O sucesso tem se traduzido em um nível elevado de aprovação do governo, o que mostra que a sociedade reconhece os progressos. O governo da presidente Dilma Rousseff vem consolidando importantes conquistas que se viabilizaram especialmente ao longo dos últimos dois decênios. O controle da inflação, mais recentemente acompanhado de um maior crescimento do nível de atividades, vem refletindo na melhora do emprego, com auxilio das políticas sociais, o que tem gerado distribuição de renda e minimizado a nossa ainda elevada desigualdade. No entanto, o maior risco econômico que enfrentamos, ao contrário do passado recente, não advém dos fatores externos, mas de caráter interno, que é o risco da acomodação. A conjugação de fatores, econômicos, políticos, sociais, etc, tende a levar-nos a um sentimento de acomodação geral e a não realizar as transformações necessárias. Aqui há um claro conflito, entre o conforto do presente e a sustentabilidade futura.

Autor: Jorge Félix Tags: , ,

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