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Posts com a Tag CUT

quarta-feira, 2 de maio de 2012 Sindical | 06:04

Pauta das centrais sindicais ganha força com Brizola Neto

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Sem condições de garantir apoio às bandeiras da redução da jornada de trabalho e do fim do fator previdenciário – nos temos reivindicados pelas centrais sindicais -, o governo decidiu apostar tudo na redução do imposto sobre a participação de lucros e resultados (PLR).

Brizola e Paulinho: pauta espinhosa para o governo (Foto: Edu Saraiva/Frame/AE)

A declaração do ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) foi estratégica para alimentar as boas relações com as centrais.

Foi o que deu para o momento. Mas as outras bandeiras do movimento sindical continuam a flamular pelos ares e a aposta é que, depois do PLR, a cobrança será maior, sobretudo com o novo ministro do Trabalho, Brizola Neto, favorável a várias delas, como o fim do fator previdenciário e a redução da jornada.

Abraçar essa pauta fez parte da quebra de resistência ao nome dele por parte do presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP).

Outra questão espinhosa nesta pauta é o cumprimento à Convenção 158, que restringe a demissão de empregados sem justa causa.

- Considero a convenção 158 mais importante do que o fator e a jornada porque é uma forma importante de compensar os trabalhadores por benefícios que estão sendo cortados pelos empregadores – afirma o presidente da UGT, Ricardo Patah.

Autor: Jorge Félix Tags: , , , , ,

sexta-feira, 27 de abril de 2012 Sindical | 15:25

Centrais esperam festejar 1º de maio junto com a CUT em 2013

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Ainda não será desta vez que as seis centrais sindicais do país vão comemorar juntas o 1º de maio. A CUT manteve a posição de realizar sua tradicional festa separada das outras cinco organizações, no Vale do Anhangabaú, centro de São Paulo.

Mas o presidente da UGT, Ricardo Patah, aposta que este deve ser o último ano de uma comemoração isolada da maior central do país.

- Esse ano a resistência já foi menor e tivemos diálogo, imagino que no ano que vem estaremos todos juntos. Afinal temos tido a prova de que quando estamos unidos, os trabalhadores ganham muito mais. Foi assim com o salário mínimo, está sendo com o fator previdenciário e a redução da jornada. As conquistas são conjuntas.

Pelo segundo ano, UGT,  Força Sindical, CTB, CGTB e Nova Central vão festejar juntas o feriado e pretendem reunir 1 milhão de pessoas na terça-feira na Praça Campo de Bagatelle.

Autor: Jorge Félix Tags: , , ,

quinta-feira, 5 de abril de 2012 Entrevista | 06:04

Artur Henrique: falta força política para derrubar imposto sindical

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Artur Henrique: mudanças sindicais (Foto: Agência Brasil)

Artur Henrique: mudanças sindicais (Foto: Agência Brasil)

Apesar das constantes mobilizações – e dos projetos que há décadas se arrastam no Congresso – o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique, não vê um cenário adequado para a aprovação do fim do imposto sindical.

Para ele, falta coordenação de força política para derrubar a cobrança.

- Não é possível ter um país onde 2,3 novos sindicatos são criados por dia, disse ao Poder Econômico.

Poder Econômico – Algumas categorias conseguiram, recentemente, derrubar o imposto sindical na Justiça. Isso é um sinal de que o ambiente político começa a ficar favorável para o fim da cobrança?

Artur Henrique - O ambiente ideal existe há 30 anos. A CUT nasceu há 30 anos e não conseguimos ainda mudar esse cenário. Mas esse é o tipo de iniciativa que contribui para que possamos, dentro do chamado grupo de operadores da Justiça, fazer entender que essa tem que ser uma definição. Isso pode ajudar a ampliar o leque de alianças para esta luta que não é fácil.

Poder Econômico – Mas as discussões atuais estão em estágio mais avançado?

Artur Henrique – Temos uma situação favorável, mas precisamos da participação dos trabalhadores. Eles são os principais interessados e devem ser ouvidos. Conseguimos, no Fórum Nacional do Trabalho, por ocasião do primeiro mandato do Lula, um esforço grande em construir um projeto, apoiado pelas seis centrais sindicais e esse projeto foi entregue ao Congresso. O problema é que ele chegou no auge da crise de 2005, que ninguém queria votar nada. O projeto não andou e está parado lá até hoje. Então, é um problema de correlação de forças.

Poder Econômico – E há mais projetos no Congresso pedindo o fim do imposto sindical?

Artur Henrique - Há 30 anos temos projetos, que na verdade estão engavetados ou em algum canto no Congresso, mas não tem correlação de força para votar. Em uma época, tinha um projeto de acabar com o imposto em cinco anos e os mais aguerridos queriam que acabasse imediatamente. Isso aconteceu há 15 anos e o imposto segue aí até hoje.

Poder Econômico – Você acredita que o imposto caia em breve?

Artur Henrique - A nossa esperança é de que a gente consiga mostrar que essa estrutura não dá mais conta de atender aos grandes desafios que temos na relação capital-trabalho. Precisamos fortalecer a negociação coletiva. Para isso, é fundamental ter sindicatos fortes e representativos. Os empresários também querem isso. Eles querem ter alguém para negociar. Até o setor empresarial está percebendo que precisamos de uma mudança na estrutura sindical para mudar o processo de negociação. Não podemos permitir que a estrutura sindical seja fragmentada do jeito que está. Não é possível um país onde 2,3 novos sindicatos são criados por dia.  Sindicato de Professor de Educação Física… é Sindicato de Professor. Daqui a pouco, você tem o sindicato do professor de História… É tudo o mesmo patrão. Precisamos mudar para uma estrutura sindical mais representativa. Essa é a nossa luta.

Autor: Klinger Portella Tags: , , ,

terça-feira, 3 de abril de 2012 Governo | 17:15

Dilma decide: nem CUT nem Força Sindical, com a palavra a UGT

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Patah: no lugar da CUT (Foto: Agência Brasil)

Foi a própria Dilma Rousseff quem escolheu o presidente da União Geral dos Trabalhadores, Ricardo Patah, para falar na solenidade de hoje no Palácio do Planalto em nome dos sindicalistas.

A escolha foi feita depois de as centrais sindicais – sobretudo a Força Sindical – reagirem à hegemonia da Central Única dos Trabalhadores (CUT), que sempre tinha a palavra nessas situações por ser a maior das centrais.

Por ironia, quem comunicou aos sindicalistas que Patah é que faria o discurso, minutos antes do evento, foi o ex-vice-presidente da CUT, José Lopes Feijóo, atual secretário especial do ministro Gilberto Carvalho.

Autor: Jorge Félix Tags: , , , , ,