Crise Mundial | Poder Econômico

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Posts com a Tag crise mundial

quarta-feira, 28 de novembro de 2012 Negócios | 18:34

Brasileiros na “black friday” do setor imobiliário americano

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Real Estate: americanos buscam compradores brasileiros (Foto: Divulgação)

Grandes executivos da Related, um dos maiores players imobiliários dos Estados Unidos, com recursos da ordem de 15 bilhões de dólares, desembarcaram no Brasil, onde fecharam parceria com a Coelho da Fonseca, para vender dois empreendimentos, o Viceroy Snowmass, em Aspen, e o One Madison Park, em Nova York.

A crise financeira fez desses negócios uma longa black friday.

Em 2007, uma unidade do Viceroy saia por 525 mil dólares (cerca de 1,1 milhão de reais) e agora leva quem pagar apenas 225 mil dólares (pouco mais de 470 mil reais).

A “promoção” já está seduzindo a brasileirada.

Autor: Jorge Félix Tags: , , ,

terça-feira, 6 de novembro de 2012 Internacional | 17:17

O abismo salarial nos Estados Unidos

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(Reprodução WSJ)

Desde a sua eleição, Barack Obama tinha o desafio de fazer os norte-americanos acreditarem que ainda eram ricos. Quatro anos depois, no dia de ir vão às urnas, os eleitores são motivados por uma informação dolorosa.

O dado virou até “número da semana” do Wall Street Journal: o valor da hora de trabalho no setor privado caiu mais um centavo, em outubro comparado com setembro. Ficou em 23 dólares e 58 centavos.

De acordo com o HSBC, o dado do Departamento de Emprego mostra a pior estagnação salarial no país desde 1964.

Detalhe: nos últimos 12 meses, os salários caíram 1,6% contra inflação de 2,0%.  

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sexta-feira, 26 de outubro de 2012 Internacional | 05:01

Índice de consumo global da PwC prevê retomada lenta em 2013

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A tão esperada retomada do consumo no mundo será gradual ao longo de 2013. Para não dizer bem lenta. Essa é a conclusão da análise dos mais recentes dados do Global Consumer Index (GCI), elaborado pela PwC.

Depois de cinco meses consecutivos de queda nas compras, os consumidores deram o ar da graça em setembro (com ampliação de 1,5%) e outubro (1,7%), mas ainda deixam o ritmo da retomada do comércio bem abaixo da média histórica de 2,8%.

Quando analisa o momentum (que anualiza os últimos três meses), a PwC verifica que o GCI ficou negativo em agosto, teve uma pequena melhora em setembro (0,2%) e emplacou bem outubro (1,0%). Mas ainda não dá para festejar. Há grande chance de um double dip (duplo mergulho) do consumo mais à frente, pois a taxa anualizada se mantém negativa.

- Nós temos a expectativa de uma retomada gradual no gasto do consumidor global durante 2013, supondo que não teremos considerável choque adverso da Zona do Euro ou do preço das commodities – diz Richard Snook, economista-chefe da PwC e responsável pelo GCI.

Autor: Jorge Félix Tags: , , , ,

quinta-feira, 4 de outubro de 2012 Congresso | 05:11

Congresso teme aumento da “bancada dos falidos”

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Apesar de o retorno do Congresso Nacional, após o recesso da eleição, coincidir com um momento de reaquecimento da economia, no último trimestre de 2012, é dado como certo que os parlamentares retornarão ao trabalho mais preocupados ainda com a crise mundial.

Ao contrário de outros períodos eleitorais, rusgas da campanha tendem a pesar menos do que a vontade dos parlamentares em aprovar com rapidez as medidas provisórias já assinadas por Dilma Rousseff no infindável pacote de combate à crise.

A maioria dos parlamentares está com um olho na urna e outro na economia. Doidos para tudo acabar logo e poderem se envolver nos assuntos econômicos. O motivo é simples: um em cada três deputados é empresário.

Todos sabem o quanto é frágil este ensaio da retomada da economia e, principalmente, seus negócios estão indo muito mal.

Só na Câmara, são 168 donos de empresas sujeitos a todas as intempéries da turbulência financeira global. O medo de Suas Excelências é engordarem os números de uma bancada em ascensão: a dos falidos.

Dois nomes são citados como os primeiros – mas não os únicos – com assento nessa nova bancada da Câmara: Alfredo Kaefer (PSDB-PR) e João Lyra (PSD-AL). Kaefer, da Diplomata, uma das principais avícolas do país, entrou em recuperação judicial, com uma dívida de R$ 500 milhões.

João Lyra, da Laginha Agro Industrial, viu seu pedido de falência ser suspenso pelo Tribunal de Justiça de Alagoas. Mas os bancos continuam cobrando suas dívidas.

O clima deve beneficiar o governo. Pode ser que as centenas de emendas, por exemplo, a Medida Provisória 579, que reduz o custo de energia no país, sejam reduzidas ou derrubadas “em nome do interesse geral da Nação”.

Leia também:

MP da redução da tarifa de energia faz a alegria do Congresso

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terça-feira, 2 de outubro de 2012 Comércio Exterior | 14:12

Governo subestima reação da OMC à lista dos 200 importados

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Há bons observadores do comércio internacional apostando que o governo brasileiro está minimizando o contra-ataque da Organização Mundial do Comércio, motivada pelos países ricos e até pelos integrantes do Mercosul, à decisão de aumentar o imposto de importação de 200 produtos.

É esperado que a reação, rapidamente, passe de ameaças, notas e discurso à prática, ou seja, colocar o Brasil no banco dos réus.

Se a previsão vingar, o Brasil, antes vitorioso em difícil embate com os Estados Unidos em torno do algodão, arranharia sua imagem no comércio internacional e assumiria o papel de algoz, correndo os riscos de uma revanche norte-americana.

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segunda-feira, 1 de outubro de 2012 Internacional | 06:16

Europa e história

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Protesto na Catalunha: só faltou suborno de ministros (Foto: Reuters)

Em seu livro Pós-Guerra, o historiador Tony Judt (1948-2010) conta como alguns países europeus cujos povos hoje estão aí nas ruas entraram nessa.

- Para tornar mais palatáveis os termos estipulados em Maastricht, foram oferecidas subvenções em espécie aos governos reclacitrantes: Jacques delors, presidente da comissão [Européia] só faltou subornar os ministros da Fazenda da Grécia, Espanha, Portugal e Irlanda, prometendo grandes aumentos na concessão de recursos estruturais da UE em troca das suas assinaturas no tratado.

Judt escreveu isso em 2004, portanto, bem antes de estourar a crise financeira atual e esses países passarem a ser conhecidos como Pigs.

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segunda-feira, 24 de setembro de 2012 Conjuntura, Investimentos | 05:02

Benefícios de atuação do BNDES superam os custos

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Sede do BNDES, no Rio: papel relevante na crise (Foto: Divulgação)

No primeiro semestre, o desempenho do BNDES decepcionou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, com a liberação de apenas R$ 53,5 bilhões – um terço do previsto. O número isolado insinua um papel menor do banco no enfrentamento da crise. Engano.

No período de 2000-2010, o desembolso do BNDES para os investimentos produtivos aumentou em média 18% a.a., o que contribuiu para impulsionar o aumento da taxa de investimento em proporção ao PIB, de 16,5% em 2000 para 19% em 2010. O impacto foi um aumento da taxa de crescimento médio do PIB de 3,5% a.a. entre 2000-2010, superior ao 1,5% da década anterior.

O dado é parte do estudo inédito O papel dos bancos públicos no Brasil: uma análise da atuação do BNDES, assinado pelo professor Antônio Corrêa de Lacerda (PUC-SP) e pelo economista Alexandre da Silva Oliveira (USP), antecipado ao Poder Econômico e que será divulgado hoje em palesta, às 17h30, na PUC-SP.

“O custo da atuação do banco gerado para o Tesouro Nacional é muito menor do que os benefícios criados”, concluem os autores em resposta à crítica mais comum feita à atuação do banco.

Os benefícios verificados por Lacerda e Oliveira são a maior demanda agregada, ampliação da arrecadação do governo e o aumento dos dividendos pagos pelo BNDES ao Tesouro.

Uma curiosidade: o BNDES, com US$ 222 bilhões em ativos, só é superado pelo Bird (com US$ 275 bilhões) e pelo banco de desenvolvimento da China (com US$ 546 bilhões). Mas tem o maior lucro líquido.

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quarta-feira, 19 de setembro de 2012 Indústria | 05:03

A fatia da Mercedes no bolo do mercado

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O mercado de caminhões sofreu grande mudança nos últimos dez anos. De 9 marcas em 2002, o Brasil agora abriga 14. A participação da Mercedes-Benz no bolo de 165 mil unidades vendidas em 2011 caiu de 34% há dez anos para 26%, embora ainda se mantenha em segundo lugar e o inchaço do segmento tenha subido de 59 mil unidades em 2002 para uma expectativa de 130 mil este ano.

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quinta-feira, 6 de setembro de 2012 Governo | 06:01

A agenda da economia ajuda a campanha do PT

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Dilma: só boas notícias até a eleição (Foto: Abr)

A conjuntura econômica, a despeito da crise, está facilitando as coisas para o PT na campanha municipal. Nos próximos dias, até o primeiro turno, o esforço de Dilma Rousseff para alavancar o crescimento do PIB em 2013 e o Plano Brasil Maior impõem uma agenda positiva.

Muita coisa deve ser incorporada ao discurso dos candidatos do partido Brasil afora, até porque coincidem com um ensaio de retomada.

A ampliação do IPI para produtos importados, na avaliação de políticos, pode parecer uma exceção. No entanto, causar rejeição de uma parte do eleitorado, mas essa parte já seria avessa ao PT de qualquer jeito.

A agenda da economia começa no dia 11, quando Dilma anuncia a redução do custo de energia para o setor produtivo. No dia 17,  espera-se que o governo divulgue a desoneração da folha de pagamento, e há ainda a expectativa de conclusão das regras do novo setor automotivo e de um retorno à guerra para por o spread bancário “em níveis internacionais” – item de maior apoio do eleitorado, segundo as pesquisas internas do governo.

Dilma tem dito a interlocutores que estreia para valer na campanha no dia 15. Até lá já estaria lastreada pela agenda anticrise.

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quarta-feira, 15 de agosto de 2012 Conjuntura | 16:48

Gustavo Franco: “Não sei mais o que é Banco Central”

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Do ex-presidente do Banco Central Gustavo Franco, hoje no comando da Rio Bravo, ao comparar o desempenho da atual diretoria da instituição liderada por Alexandre Tombini, em palestra promovida em São Paulo pela Gradual Investimentos:

- Depois de 2008, eu não sei mais o que é Central Bank. Inflation target e outros conceitos passaram a ser flexíveis. O Banco Central faz anything [qualquer coisa]. As urgências [suscitadas pela crise] destruíram completamente as noções de banco central que a gente tinha. A circunstância é completamente diferente. Mesmo os antecessores [de Tombini] fariam coisa que as pessoas iriam interpretar ou apontar como heterodoxas. Nós vivemos uma situação singular. Não dá para fazer diferente.

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