
Universidade de Oxford: universitários de menos? (Foto: Divulgação)
Os desafios para a retomada da economia na Europa e nos Estados Unidos, cada vez mais, levam à reflexão sobre o mercado de trabalho nos paÃses ricos.
Uma questão se destaca nos debates acadêmicos: afinal, qual o papel e a dimensão do ensino universitário para o desenvolvimento econômico? O Estado deve direcionar a oferta de vagas para determinadas profissões? Qual o papel do ensino técnico?
Estudo publicado pela University Alliance, associação que reúne 23 instituições britânicas de ensino superior na área de administração, indica que a escassez de profissionais com formação universitária põe em risco o crescimento da economia do Reino Unido.
Por outro lado, Michael Spence, prêmio Nobel de Economia, e Steven Rattner, ex-conselheiro econômico de Bill Clinton, segundo a revista Der Spiegel, atribuem a rápida retomada na Alemanha ao papel de destaque do ensino técnico naquele paÃs. Spence recomenda, inclusive, que os Estados Unidos, nesta área, copiem a Alemanha.
O texto da Alliance, sob o tÃtulo A maneira como iremos trabalhar: tendências do mercado de trabalho e preparação para a ampulheta, aponta que, ao contrário do que o senso comum sugere, não existe um excesso de profissionais com nÃvel superior no Reino Unido e o mercado de trabalho está demandando cada vez mais pessoas com esse nÃvel de formação. Em 2000, o Reino Unido era o 3º paÃs com mais jovens no ensino superior, mas em 2008 caiu para 15º lugar.
Seja lá qual for a resposta, o certo é que a crise financeira pode resultar em uma mudança na polÃtica educacional dos paÃses ricos.
Colaborou: Ilton Caldeira, do iG Economia