Itaquerão terá maior área VIP dos estádios da Copa
O grande desafio das 14 novas arenas esportivas em construção no país é qualificar o público do futebol. Nesse esforço, segurança é o quesito principal. Sem isso, o tal do legado pós-Copa de 2014 estará ameaçado e, da mesma forma, a sobrevivência financeira dos estádios.
Como se sabe, a agenda de shows nacionais e internacionais será uma destacada fonte de receita. Mas o futebol, claro, continuará como a receita principal. “A saída é trabalhar para melhorar o público do esporte, até porque o público de shows é muito mais exigente em relação a conforto e segurança”, afirma o advogado Ivandro Sanchez, da área de entretenimento e esportes do escritório Machado Meyer, responsável pela assessoria de quatro estádios da Copa.
O Itaquerão, do Corinthians, por enquanto, é o mais avançado nessa estratégia. Tem o maior número de camarotes, mais de 100, e toda a logística de entrada e saída vai separar completamente a galera do público VIP. “Esses públicos só interagem na hora do jogo”. Essa é apenas uma das medidas adotadas pelos clubes no esforço de replicar aqui experiências internacionais de mudança de perfil do esporte, como a da Inglaterra, onde os hooligans deram muito prejuízo.
Um ponto crucial no esforço de oferecer mais segurança é a venda de bebidas alcoólicas, ainda a ser regulamentada. A expectativa é de liberação, mas com moderação. Como ocorre lá fora, pode ser que diante do gramado seja proibido o consumo. O público só poderá beber nas áreas reservadas dos camarotes e nos bares. Ou seja, elimina-se 90 minutos de consumo.
O Grêmio inaugura seu estádio no sábado, provavelmente, com o anúncio do primeiro direito de nomeação para uma arena no país. O mais cotado, como se sabe, é um banco chinês. Espera-se que esse primeiro negócio deslanche os outros patrocínios de estádios Brasil afora porque, agora, haverá parâmetro e as empresas vão perder o receio. O Nova Fonte Nova, aposta-se, será o segundo a ser batizado. Por uma seguradora.
Ah, sim, a Rede Globo já aceitou citar os novos nomes dos patrocinadores dos estádios.
Sanchez acredita que o Brasil crescerá ainda mais no circuito de shows. Mas a tendência são as atrações migrarem para espaços menores do que os estádios de futebol, de difícil lotação à medida em que o artista comece a vir mais para cá. Está aí a Madonna a confirmar a tendência.
O mercado de shows em estádios será mais forte fora do eixo Rio-SP. “O impacto será um ingresso mais caro em casas de show porque são bem menores”, diz Sanchez.






