Um natal cheio de dúvidas para o comércio
Está difÃcil para o comércio definir o volume de encomendas para o Natal. O setor está debruçado em dúvidas. De um lado as previsões pessimistas de crescimento do PIB – já abaixo de 2% em alguns casos – e, do outro, o Banco Central acenando com um aquecimento no último trimestre.
Os economistas das próprias instituições que representam o setor – associações e federações – apostam em um cenário ruim no curto prazo e melhor no longo prazo – respectivamente fim deste ano e do próximo.
Mas, esta época, como se sabe, é o momento de prever o quão otimista o consumidor estará em dezembro. A falha no prognóstico pode significar um estoque exagerado e prejuÃzo.
Há várias questões sobre a mesa de quem tem que fazer essa avaliação e, por enquanto, as opiniões divergem dependendo do segmento.
No eletroeletrônico, é maior o temor com a  situação de inadimplência das famÃlias. Não porque exista o receio de ela tornar-se bolha ou crônica.
O primeiro semestre, como mostrou a a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em conjunto com o Serviço de Proteção ao Crédito, mostrou uma inadimplência praticamente estável, mas com  queda em junho.
A questão é se as famÃlias, uma vez saneadas financeiramente, irão partir para novas prestações. No varejo alimentar (supermercados), menos suscetÃvel ao crédito, a perspectiva é o reajuste do salário mÃnimo de 2013. Com inflação menor, o Ãndice de aumento deve ser também inferior – pelo menos ao deste ano. Logo, com essa expectativa o consumidor das classes mais baixas, espera-se, encherá menos o carrinho.
O lado otimista destas avaliações é que o setor aposta que, no fechamento do ano, incluindo aà um Natal razoável, o consumo das famÃlias brasileiras crescerá bem acima do percentual previsto para o PIB de 2012 – mesmo o comércio registrando um desempenho no primeiro semestre inferior ao dos últimos três anos.
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