A Chevron está pagando com juros e correção pelos erros cometidos na comunicação do vazamento ocorrido em novembro do ano passado.
É a avaliação de um integrante do governo do Estado do Rio de Janeiro. Há quem acredite, segundo ele, que esse novo afloramento é menos grave do que está sendo alardeado. Mas a falta de transparência da Chevron em 2011 gera a desconfiança de que a empresa, mais uma vez, está tentando minimizar o problema.

Acidente de 2011: credibilidade vazou (Foto: AE)
É como aquela história do moleque que fingia se afogar. Perde a credibilidade. Quando está em perigo, ninguém o salva.
A petroleira norte-americana, como todos lembram, levou dias para confirmar o desastre do ano passado e tentou reduzir a importância do vazamento. Outro episódio que causou mal-estar à época foi o fato de o presidente da Chevron Brasil, George Buck, ter admitido que a empresa havia editado imagens do vazamento com a justificativa de que a medida foi tomada para facilitar o envio de informações à Agência Nacional de Petróleo (ANP).
Aliás, se por um lado a possível saída da Chevron do Brasil pode representar uma notícia negativa para o Rio de Janeiro, em um primeiro momento; por outro, o vazamento traz à baila um tema que muito interessa ao governador Sérgio Cabral: a divisão dos royalties do petróleo.
O desastre reforça o discurso de que os estados produtores precisam dos royalties para fazer frente a possíveis danos ambientais.