Secretários debatem ICMS de comércio eletrônico no Senado
A cobrança de ICMS sobre o comércio eletrônico será tema de uma audiência pública, quarta-feira, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.
É claro que São Paulo defende a unhas e dentes a manutenção da cobrança do ICMS no estado onde o produto é vendido – decisão tomada, inclusive, pelo Supremo Tribunal Federal – já que concentra a maior parte do e-commerce do país.
Os outros querem recolher a receita no destino da mercadoria por meio de tributação interestadual. Ou seja, passam a dividir a alíquota.
Em vários estados, como no Ceará, a pendenga levou à bitributação e aumentou de 10% a 25% o ICMS sobre os produtos vendidos por internet.
O debate colocará frente a frente os secretários estaduais da Fazenda Andrea Calabi (SP), Mauro Filho (CE), Nelson Serpa (SC) e José Tostes Neto (PA).
Mauro Filho aposta no bom relacionamento com o secretário paulista para avançar nas discussões:
- O Calabi é uma pessoa sensível.
E o bolso também.
Atualizada às 18h51 – O secretário da Fazenda do Ceará entrou em contato com a coluna Poder Econômico para reforçar que a questão do ICMS no comércio eletrônico extrapola o âmbito tributário. Mauro Filho diz que é um “problema econômico”, de geração de emprego e renda nos Estados. Ele também ressalta que, atualmente, 80% das operações de e-commerce no Ceará já contam com o sistema compartilhado de ICMS, sem bitributação.






