Brics devem piorar índice de percepção de corrupção em 2012
Ao lado dos desafios da economia, só um tema é mais falado nos países do grupo Brics: corrupção. São tantos casos que é bem possível que, no fim do ano, todos caiam ainda mais no Índice de Percepção de Corrupção (IPC ou CPI, na sigla em ingês) da ong Transparência Internacional.
No Brasil, como se sabe, é o julgamento do Mensalão a expor as “tenebrosas transações”, com definiu o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e o Supremo Tribunal Federal vai confirmando a cada batida do malhete da Justiça.
Na Rússia, a corrupção é herança e parte de seu sistema – desde a compra de um simples bilhete de trem até o Kremlin, há escândalos com a máfia.
Na China, a percepção só é menor porque a imprensa é censurada.
Já a Índia, com a imprensa livre, vive um de seus maiores escândalos, denunciado pelo jornal The Indu. Não se fala em outra coisa por lá. O genro de Sonia Gandhi, presidente do Partido do Congresso, que governa o país, é acusado de usar suas relações com o poder para se favorecer em negócios imobiliários (principalmente terras). Tal como aqui, a corrupção divide espaço dos jornais de igual para igual com a crise mundial.
Só para lembrar, várias pesquisas acadêmicas citadas pela Transparência Internacional revelam um estreita relação entre o Índice de Percepção de Corrupção e o crescimento do PIB, sobretudo quanto aos investimentos estrangeiros. Para cada ponto a mais no índice verifica-se uma queda de 2,4% no crescimento econômico do país.
O IPC de 2011 está assim (de zero a 10, onde a nota mais alta significa menos corrupção):
Brasil 3,8
China 3,6
Índia 3,1
Rússia 2,4
Para quem considera a África do Sul, um quinto Bric, lá vai, é a campeã: 4,1.





