México, Brasil e Colômbia são os campeões de surpresas negativas na economia no segundo trimestre. De acordo com o Índice Itaú de Supresa LatAm (IIS LatAm), um indicador recém criado para comparar o que acontece de verdade na economia com o quê os modelos de mercado preveem – ou seja, a expectativa -, o México surpreendeu positivamente no primeiro trimestre. Mas agora decepcionou com Brasil e Colômbia e jogou o IIS para baixo (um resultado acima de zero significa surpresas positivas).
Embora muitos gostem de atacar o pessimismo do mercado, segundo o índice de surpresa, a economia brasileira cresceu abaixo das expectativas entre março e junho. A fraqueza prolongada da produção industrial foi a principal decepção. O PIB cresceu menos que o esperado no primeiro e no segundo trimestre. O IIS atingiu em maio seu nível mais baixo desde a crise de 2008. (veja gráfico)
Para julho, conhecidos até agora apenas 36% dos dados que compõem o IIS (linha laranja do gráfico), a economia parece mesmo ter “passado do Cabo da Boa Esperança”, como disse o ministro Guido Mantega. A criação de vagas formais de trabalho atingiu 142 mil em julho, acima da estimativa de 93 mil. A produção industrial ficou 2,9% abaixo do mesmo nível do ano anterior, enquanto o mercado esperava -3,3%.
Mas ainda faltam mais resultados surpreendentes para o Brasil se igualar a países como Chile, Peru e até mesmo o México que, com tudo, ainda está no campo positivo do índice surpresa.

Fonte: Reprodução Itaú Unibanco